Comer massa de bolo crua pode ser perigoso!

Pesquisadores investigaram a origem de uma intoxicação alimentar pela bactéria E. coli – e descobriram que ela veio da farinha de trigo.

Você é daquelas pessoas que adora ficar experimentando a massa do bolo crua??

Nada como raspar a tigela depois de passar o bolo para a assadeira, não é?  Hum! É uma delícia, concordamos!

Entretanto, com essa atitude, acabamos de colocar nossa saúde em risco. E não é (só) por causa da salmonela, que pode ser transmitida pelos ovos crus.

De acordo com  artigo científico publicado na última quinta-feira (23), a bactéria E. coli – culpada da maior parte dos casos de intoxicação alimentar – não se reproduz apenas em ambientes úmidos, mas também é fã incondicional de locais secos, como sacos de farinha de trigo.

A pesquisa foi realizada com uma equipe com mais de vinte médicos, cientistas e funcionários de agências de vigilância sanitária dos EUA, entre dezembro de 2015 e setembro de 2016.

Eles detectaram, por meio de prontuários hospitalares, um surto de infecções causado por uma linhagem específica da bactéria E. coli. Os 56 pacientes, distribuídos em 24 estados, apresentavam sintomas semelhantes: febre branda, dor no abdômen, vômito e diarreia.

No estudo, foram realizadas entrevistas detalhadas sobre os hábitos alimentares e marcas favoritas de cada um dos pacientes, e alguns pontos foram revelados em comum: todos eles usavam farinha do mesmo fabricante para fazer bolos e outras receitas, e todos tinham o hábito de experimentar a massa crua.

Além deles, crianças que foram a restaurantes e receberam pedaços de massa crua para brincar – o que é um hábito nas pizzarias brasileiras – também ficaram doentes.

Com a análise de amostras dos lotes de farinha usados (oriundos de uma fábrica em Kansas City), das receitas feitas com essa farinha e também das fezes dos doentes, foi descoberta uma semelhança genética entre os tipos de E. coli encontrados, e com isso, a conexão foi confirmada.

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E detalhe: análises biológicas revelaram que a bactéria já estava alojada no trigo que foi usado de matéria-prima. Sendo impossível tratar a farinha em altas temperaturas durante a fabricação (pois isso afetaria várias de suas propriedades culinárias) a dica é esperar o bolo assar antes de comê-lo!

Marguerite A. Neill, professora da Universidade Brown, que não participou da pesquisa, afirmou ao New York Times  que “é uma nova visão sobre a farinha. É incrível que essa substância seca, em pó, que pode ser guardada na prateleira por meses, poderia conter um microrganismo vivo que não estraga o alimento em si, mas pode deixar o consumidor doente.”

Com informações Revista Super Interessante

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