O futuro da medicina.

Como os novos avanços no tratamento do câncer vão nos influenciar.

A oncologia, nos últimos 20 anos, foi a área médica que mais evoluiu. Até pouco tempo atrás o tratamento das neoplasias se norteavam basicamente por dois grandes critérios: o estadiamento e o subtipo histológico.

Estadiamento dos tumores significa avaliar o grau de disseminação da neoplasia maligna. Tumores com estádios mais avançados refletem comportamentos mais agressivos, maior taxa de crescimento, extensão da doença e o seu tipo. Baseado em protocolos internacionais o grupo médico envolvido na assistência ao paciente oncológico classifica as neoplasias obedecendo uma série de critérios como tamanho, localização, invasão de órgãos adjacentes ou órgãos distantes, sexo, idade, entre outros.

A necessidade de se classificar os casos de câncer em estádios  baseia-se na constatação de que as taxas de sobrevida são diferentes de acordo com o estadiamento de cada neoplasia. Essa avaliação criteriosa é extremamente importante e deve ser feita sistematicamente para cada paciente.

Determinar a extensão do câncer é fundamental para o tratamento correto da doença.

Determinar a extensão da doença antes de qualquer tipo de tratamento tem impacto nas decisões a serem tomadas.

Determinar a extensão da doença antes de qualquer tipo de tratamento tem impacto nas decisões a serem tomadas.

Determinar a extensão da doença antes de qualquer tipo de tratamento tem impacto nas decisões a serem tomadas. O estadiamento dá um panorama geral da neoplasia em questão e auxilia a equipe médica a entender o comportamento biológico da neoplasia, prever complicações, estabelecer plano terapêutico, seleção de drogas, além de predizer a resposta a medicamentos.

O subtipo histológico é obtido após a análise do material proveniente de uma biópsia. A biópsia é encaminhada a um patologista que analisa o material através do microscópio. Essa análise dá, em forma de um relatório médico, o nome e o sobrenome do tumor. O patologista tem papel central no cuidado ao paciente oncológico já que ele fornece informações sobre o subtipo de tumor, a sua extensão, a presença de invasão em vasos, além de dizer se a neoplasia é realmente primária do local onde ele foi identificado ou se é uma metástase proveniente de outro sítio.

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A evolução no tratamento do câncer está na personalização.

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Cada vez mais os tumores serão encarados como únicos e serão tratados de forma personalizada.

Os últimos 10 anos significaram muito no tratamento dos pacientes oncológicos. Essa evolução está abrindo caminhos para uma nova maneira de encarar esta doença tão devastadora. Esse caminho é a Medicina Personalizada. Cada vez mais os tumores serão encarados como únicos e serão tratados de forma personalizada.

Encarar a medicina oncológica assim dá mais um suspiro de esperança e abre um novo leque de possibilidades.  As duas principais “armas” da medicina personalizada que já estão sendo usadas na população em geral e são objetivo de tantos outros ensaios clínicos e pesquisas e que cada vez mais farão parte do cotidiano médico são a genômica e a imunoterapia.

A genômica se baseia em analisar as neoplasias do ponto de vista molecular. O estudo genético do câncer serve basicamente para entender as interações da neoplasia com o paciente e as com as medicações. Poderemos assim, desenvolver e administrar drogas cada vez mais específicas baseadas no perfil genético dos tumores.

Medicamentos personalizados também são uma tendência.

Medicamentos que são administrados com sucesso para um paciente podem não ter o mesmo resultado para outro.

Medicamentos que são administrados com sucesso para um paciente podem não ter o mesmo resultado para outro.

Além disso, a escolha dos medicamentos serão cada vez mais personalizados. Saberemos quais tumores vão responder a quais medicamentos mesmo antes da administração. Tão logo medicamentos de primeira para um paciente talvez não serão para outro. O impacto será gigantesco. A medicina sai da análise de grupos se tornando cada vez mais analisada no nível pessoal.

A imunoterapia é um braço da proteômica que tem por principal objetivo analisar o hospedeiro. A proposta aqui não é apenas analisar a neoplasia mas sim o seu portador. Em um futuro não tão distante poderemos analisar as interações que cada paciente terá com a sua doença e com os medicamentos de forma exclusiva. A imunoterapia ainda tem o papel de modular o sistema imunológico do paciente com o objetivo de obter a melhor resposta terapêutica possível dentro de cada de caso específico.

O futuro da medicina já está aqui.

A produção de conhecimento médico tem evoluído de forma exponencial.

A produção de conhecimento médico tem evoluído de forma exponencial.

A produção de conhecimento médico tem evoluído de forma exponencial e isso é muito entusiasmante, já que teremos em muito pouco tempo, a possibilidade de dar novas opções de cuidado impactando de forma positiva diretamente na sobrevida destes pacientes.

Nós estamos vivendo o futuro.

Para Você

As informações aqui fornecidas, não devem substituir o aconselhamento médico ou de qualquer outro profissional qualificado. Elas são de responsabilidade do seu autor e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento de seu médico ou profissional da área de saúde para maiores esclarecimentos. Não interrompa o tratamento e/ou indicações médicas.

Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, residência médica em Anatomia Patológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Realizou estágio eletivo no Jonhs Hopkins Hospital em Baltimore, MD, no Brigham and Women´s and Health Hospital em Boston, no Beth Israel Deaconess Medical Center em Boston, MA, no NIH em Bethesda, MD e no MD Anderson Cancer Center em Houston durante o ano de 2013. Tem profundo interesse nas áreas de patologia do trato gastro-intestinal, urológica, mamária e biologia molecular.

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