Câncer de próstata.

Como os avanços no tratamento desta doença pode mudar a sua vida.

O câncer de próstata é a neoplasia mais comum do sexo masculino.

De acordo com o INCA mais de 65 mil casos ocorreram no ano de 2014 com mais de 13 mil mortes diretamente relacionada com esta doença.

É realmente uma doença de grande impacto epidemiológico, um grande problema de saúde pública.

Por conta disso há grandes esforços de toda a comunidade científica (cirurgiões, oncologistas, patologistas e pesquisadores em geral) para entender como essa neoplasia se comporta.

O que é a próstata?

A próstata é um órgão do aparelho genital masculino responsável pela produção de parte do sêmen.

A próstata é um órgão do aparelho genital masculino responsável pela produção de parte do sêmen.

A próstata é um órgão do aparelho genital masculino responsável pela produção de parte do sêmen. Ela tem o tamanho de uma noz e fica na região pélvica, entre o reto e a bexiga.

Apesar de muito comum, o câncer de próstata é indolente, tem crescimento relativamente lento. A neoplasia tem duas características fundamentais, a sua incidência aumenta com a idade, mais de 50% dos indivíduos com mais de 80 anos vão apresentar a doença e não poupa quem viver até os 100 anos.

Mesmo assim, menos da metade dos homens que apresentarem a neoplasia vão ter algum tipo de repercussão clínica em decorrência da doença. Grande parte destes pacientes tem mais chance de morrer em decorrência de outras doenças, mas não do câncer.

Como é possível detectar o câncer de próstata?

O uso combinado do toque retal e do PSA acerta em mais de 95% dos casos.

O uso combinado do toque retal e do PSA acerta em mais de 95% dos casos.

O urologista, para detectar o câncer, deve recorrer ao toque retal e ao PSA. O uso combinado destes dois exames acerta em mais de 95% dos casos. O PSA é uma proteína produzida pela glândula e aumenta em outras afecções, além do câncer.

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De acordo com o valor do PSA e as alterações encontradas no toque o médico tem subsídios para tomar a melhor conduta.

O comportamento do tumor se dá primariamente pelo grau de malignidade das células tumorais. Esse grau é o reflexo de uma análise sistemática feita pelo médico patologista. Os graus variam de 6 a 10.

Tumores com grau 6 tem comportamento mais favorável enquanto tumores com grau de 7 a 10 tem prognóstico pior inspirando maiores cuidados.

O grau do tumor associado com a sua extensão ajudam a definir a modalidade de tratamento. Sabendo-se que os pacientes com tumores com grau 6 dificilmente vão morrer em decorrência da neoplasia a comunidade médica se encontra em um momento novo no tratamento desta doença.

Será realmente que devemos tratar definitivamente pacientes com tumores da próstata que muito provavelmente não vão trazer maiores repercussões?

O tratamento da doença pode ir desde um simples acompanhamento até cirurgia.

Já há alguns médicos que simplesmente “observam” o comportamento da neoplasia de baixo grau, com exames de PSA e toque retal rotineiros.

Já há alguns médicos que simplesmente “observam” o comportamento da neoplasia de baixo grau, com exames de PSA e toque retal rotineiros.

Há uma tendência entre urologistas, radioterapeutas e outros profissionais envolvidos no tratamento desta neoplasia de tomadas de decisões mais cautelosas em relação a tumores de melhor prognóstico. Já há alguns grupos que simplesmente “observam” o comportamento da neoplasia de baixo grau, com exames de PSA e toque retal rotineiros.

Com a justificativa de que o câncer de baixo grau dificilmente vai evoluir de maneira definitiva o médico opta em tomar uma conduta mais conservadora, protegendo o paciente das comorbidades da cirurgia ou da radioterapia, incluindo a impotência sexual além de outros não menos graves.

Obviamente cada caso deve ser tratado de forma individualizada e amplamente discutido com o maior interessado no problema, o paciente.

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Com esta justificativa há outras questões: Como o médico vai conseguir explicar ao seu paciente que não vai tomar nenhum tipo de conduta definitiva frente a um diagnóstico de câncer? E do ponto de vista do paciente – como ele irá conviver com o diagnóstico de câncer? Como dormir tranquilo?

Nem todo tumor é um câncer.

“Podemos mesmo chamar tumores de próstata grau 6 de câncer?”.

“Podemos mesmo chamar tumores de próstata grau 6 de câncer?” – Artigo de um grupo de estudiosos do Hospital Johns Hopkins

Um grupo de estudiosos do Hospital Johns Hopkins – o melhor hospital dos Estados Unidos –  em Baltimore, publicou recentemente um artigo chamado “Podemos mesmo chamar tumores de próstata grau 6 de câncer?”.

Pelo comportamento indolente da neoplasia os especialistas relatam os potenciais benefícios da vigilância em pacientes com tumores de baixo grau – a observação do tumor sem nenhum tipo de conduta cirúrgica.

Entretanto, o texto comprova que os tumores de baixo grau tem as mesmas origens genéticas dos tumores com pior prognóstico, provando assim que o tumores de baixo e alto grau fazem parte de um mesmo espectro.

A neoplasia da próstata é foco de estudo de milhares de grupos pelo mundo e o entendimento do seu comportamento está em constante de evolução. O tumor da próstata é a neoplasia mais comum no homem e deve fazer parte das discussões entre pacientes e médicos.

Para Você

As informações aqui fornecidas, não devem substituir o aconselhamento médico ou de qualquer outro profissional qualificado. Elas são de responsabilidade do seu autor e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento de seu médico ou profissional da área de saúde para maiores esclarecimentos. Não interrompa o tratamento e/ou indicações médicas.

Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, residência médica em Anatomia Patológica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Realizou estágio eletivo no Jonhs Hopkins Hospital em Baltimore, MD, no Brigham and Women´s and Health Hospital em Boston, no Beth Israel Deaconess Medical Center em Boston, MA, no NIH em Bethesda, MD e no MD Anderson Cancer Center em Houston durante o ano de 2013. Tem profundo interesse nas áreas de patologia do trato gastro-intestinal, urológica, mamária e biologia molecular.

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