Em estudo, ecstasy é apontado como eficaz contra o alcoolismo

Psicoterapia com ecstasy pode oferecer ao paciente a oportunidade de lidar com narrativas pessoais baseadas em traumas

Um estudo realizado por pesquisadores do Imperial College London, na Inglaterra, mostrou que o ecstasy é mais eficaz na superação do vício ao alcoolismo quando comparado aos tratamentos tradicionais, podendo assim ser um aliado no tratamento.

Dartiu Xavier da Silveira, especialista em drogas e álcool do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal Paulista (Unifesp), considera o estudo um avanço.

De acordo com o especialista, não é de hoje que há estudos sobre o uso de drogas psicodélicas no combate à dependência do álcool. “Ele age de forma positiva em traumas e ajuda as pessoas a se abrirem para psicoterapia”, afirma. Entretanto, Silveira adverte que a droga não pode ser usada de forma errada e sem orientação de um profissional de saúde: “O tratamento no combate ao alcoolismo deve ser feito com terapia e observação médica para que dê certo. Sem isso, pode gerar outros efeitos”.

Um dos autores do estudo, Ben Sessa, explica que “a psicoterapia com ecstasy oferece ao paciente a oportunidade de lidar com narrativas pessoais baseadas em traumas. É a droga perfeita para esse tipo de terapia focada no trauma”.

A terapia é segura?

O experimento, em sua primeira fase, foi realizado com 11 voluntários e foi projetado para mostrar que a terapia é segura. Foram realizados a triagem e exames médicos e psicológicos, e depois os participantes foram submetidos a oito semanas de psicoterapia.

Na terceira e sexta semana, eles receberam uma dose alta de ecstasy e ficaram oito horas deitados, com viseiras e fones de ouvidos, sendo observados pelos cientistas.

Os voluntários permaneceram no hospital durante a noite e foram monitorados por telefone durante a semana, para acompanhar se não desenvolviam pensamentos suicidas e se tinham boas noites de sono. Os resultados foram positivos, e mostraram que não houve sentimentos conflituosos nos pacientes.

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Método se mostra mais eficaz do que os tradicionais

O especialista adverte que usar drogas psicodélicas pode ser mais eficaz para esse tipo de tratamento do que os alcoólicos anônimos, por exemplo, já que o tratamento feito com essas substâncias mostram uma diminuição no número de recaídas.

Drogas psicodélicas são usadas em tratamentos desse tipo por possuírem um baixíssimo risco de dependência em pacientes e por agirem no estresse pós-traumático, sentimento de tristeza.”O álcool por ser uma droga social vicia bem mais do que essas e tem efeito mais severos”, finaliza ele.

Agora, o próximo passo, segundo os médicos, é realizar novas pesquisas envolvendo grupos de controle para confirmar essas descobertas.

E você, o que achou dessa pesquisa?

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Com informações VivaBem – UOL


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