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Vídeo: “STF não é o sistema”: a tese de Renan Santos
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Vídeo · Código República

“STF não é o sistema”: a tese de Renan Santos

RaiRaisLife5 de maio de 2026 · atualizado em 3 de outubro de 2026

Em vídeo divulgado no início de maio de 2026, o pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu uma ideia que contrariava parte da direita brasileira: o Supremo Tribunal Federal (STF) seria uma peça do "sistema", e não o sistema inteiro. Para ele, o poder que limita a vida do cidadão comum também está nas prefeituras, nas oligarquias locais e na dependência de favores políticos.

A fala não significava trégua com o tribunal. Em 8 de maio, à Gazeta do Povo, Renan disse que "o STF precisa voltar para a casinha". O que ele propunha era ampliar o alvo.

A tese: o sistema está espalhado

No vídeo, Renan descreveu o "sistema" como uma rede de incentivos e dependências que passa por Brasília, mas não começa nem termina lá. Ele citou o patrimonialismo (a mistura entre o que é público e os interesses de quem controla a máquina do Estado), a dependência de municípios pobres em relação a verbas e padrinhos políticos, e a presença do crime organizado em regiões onde o poder público chega pouco.

A crítica se dirigia a aliados em potencial. Na avaliação do candidato, parte da direita transformou o ataque ao STF em prova de postura antissistema e deixou de lado problemas que o eleitor sente no dia a dia, como estrada ruim, escola fraca e insegurança.

O exemplo do Maranhão

Para ilustrar a tese, Renan usou as estradas do Maranhão. Em abril, durante viagem pelo estado, ele relatou ter enfrentado sete pneus furados em rodovias maranhenses, segundo o Diário do Poder (13 de abril). No vídeo de maio, o buraco na estrada virou símbolo: para ele, a falta de infraestrutura e a dependência de lideranças locais mostram o "sistema" funcionando longe dos tribunais.

As propostas

A ideia apareceu em propostas concretas. Em 21 de maio, numa sabatina com prefeitos, Renan disse que "deputado serve prefeito, não prefeito serve deputado", em crítica ao modelo de emendas parlamentares, segundo a CNN Brasil. No mesmo evento, defendeu restringir poderes do STF e vetar a atuação de escritórios de advocacia ligados a ministros.

O plano de governo registrado em julho previa, entre outros pontos, a fusão de municípios e a troca do Bolsa Família por frentes de trabalho, conforme o G1. Em 4 de agosto, segundo o Estadão, ele defendeu o fim do foro privilegiado e uma reforma nos poderes do Supremo.

Como a relação com o STF mudou

Ao longo da campanha, o tom contra o tribunal subiu. Em 31 de agosto, o ministro Dias Toffoli suspendeu a campanha de Renan na televisão e nas redes, segundo o Valor Econômico; a decisão foi revista no dia seguinte. Em 7 de setembro, o candidato lançou um manifesto contra o STF e chamou o ministro Alexandre de Moraes de "imperador", de acordo com a CNN Brasil. Em 16 de setembro, defendeu afastar e prender ministros que, segundo ele, estariam envolvidos no caso Banco Master.

Em 1º de outubro, a ministra Cármen Lúcia negou recurso para que Renan participasse do debate da TV Globo, segundo a CNN Brasil.

O outro lado

Defensores do tribunal veem nos ataques um risco às instituições. O pastor Silas Malafaia, aliado de Flávio Bolsonaro, resumiu essa visão em 7 de setembro, segundo o Poder360: "Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia".

O que vem a seguir

O primeiro turno será em 4 de outubro de 2026. Propostas que mudam os poderes do STF, como o fim do foro privilegiado, dependem de emenda constitucional aprovada por três quintos da Câmara e do Senado, em dois turnos.

Referências

Texto informativo, com informações conferidas com as fontes citadas. Publicado originalmente em 5 de maio de 2026; revisado em outubro de 2026.

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