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Saúde pública

Dengue no Brasil: nível de alerta por estado e cidade

Veja o alerta de dengue da capital e das maiores cidades de cada estado, com a tendência dos casos e as orientações do Ministério da Saúde. Dados semanais do InfoDengue.

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Dados de alerta: InfoDengue (Fiocruz e Fundação Getulio Vargas) · Orientações de saúde: Ministério da Saúde

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e o risco muda de uma região para outra e de uma semana para a seguinte. Para acompanhar esse movimento, o RaisLife reúne o nível de alerta que o InfoDengue, projeto da Fiocruz e da Fundação Getulio Vargas, calcula para a capital e para as quatro maiores cidades de cada estado, combinando as notificações de casos com o clima.

Na semana epidemiológica 39/2026, 7 dos 131 municípios acompanhados estão em alerta laranja ou vermelho (5 em laranja e 2 em vermelho), o que, segundo o InfoDengue, indica incidência crescente (laranja) ou alta para o padrão histórico (vermelho) nessas cidades. Os demais se dividem entre o verde (118) e o amarelo (6).

Entre as capitais, Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) estão em alerta laranja. A tendência dos casos estimados é de alta em 2 capitais: Belo Horizonte (MG, alerta laranja) e Rio de Janeiro (RJ, alerta laranja). Em 6 capitais, o pequeno número de casos não permite falar em tendência.

O nível descreve a situação da cidade, e não a de uma pessoa: o verde não significa ausência de casos, e o laranja ou o vermelho não dizem se alguém está doente. As variações das semanas mais recentes são estimativas e podem ser revistas. Quem tem febre alta e dor no corpo deve procurar um serviço de saúde, como orienta o Ministério da Saúde. Veja as orientações.

Como ler os níveis de alerta e a tendência

  • VerdeCondições climáticas não favoráveis à transmissão (temperatura ou umidade) e atividade viral baixa. Não significa ausência de casos.
  • AmareloCondições climáticas favoráveis à transmissão (temperatura ou umidade) e atividade viral presente, com pelo menos 1 caso.
  • LaranjaIncidência crescente, com ao menos 2 semanas de Rt acima de 1, mas ainda dentro dos níveis históricos.
  • VermelhoIncidência alta para os padrões históricos do município, acima de 90% do limiar calculado pelo Método de Epidemias Móveis (MEM).

Os níveis são calculados pelo InfoDengue para cada município, a partir das notificações de casos e do clima; a descrição de cada nível, com as palavras acima, está no glossário do InfoDengue, e “Rt” é o número reprodutivo da doença. As informações são organizadas por semana epidemiológica: por convenção internacional, segundo o calendário de notificação do Sinan, do Ministério da Saúde, as semanas são contadas de domingo a sábado, e a primeira do ano é a que contém o maior número de dias de janeiro. Assim, “39/2026” é a 39ª semana epidemiológica de 2026. Os casos estimados são os casos da semana depois de corrigido o atraso das notificações, e a incidência é a estimativa de casos por 100 mil habitantes na semana.

A tendência é uma leitura do RaisLife sobre os casos estimados: compara a soma das duas últimas semanas com a das duas anteriores e indica alta quando o número subiu 25% ou mais, queda quando recuou 20% ou mais e estabilidade nos demais casos. Quando as quatro semanas somam menos de 100 casos estimados, o painel fala em “poucos casos”, porque, sobre um número pequeno, uma variação de uma semana para outra diz pouco. Como as semanas mais recentes são as mais sujeitas a revisão, a tendência também pode mudar.

O que a população deve saber, segundo o Ministério da Saúde

O alerta de uma cidade descreve o cenário da região, e não diz se alguém está ou não doente. O que vale para cada pessoa são as orientações do Ministério da Saúde, que o RaisLife resume aqui a partir da página oficial da dengue, conferida em 14/10/2026.

Como a doença se apresenta

De acordo com o Ministério, a dengue costuma começar de forma repentina, com febre alta, entre 39 °C e 40 °C, acompanhada de pelo menos dois destes sinais: dor de cabeça, prostração, dores musculares ou nas articulações e dor atrás dos olhos. Enjoo e manchas vermelhas pelo corpo também aparecem com frequência.

O quadro pode variar de pessoa para pessoa, e a febre nem sempre chega a esses valores. Na dúvida, procure um serviço de saúde.

Os sinais de alarme

O momento que mais pede atenção, segundo o Ministério, é a queda da febre, entre o terceiro e o sétimo dia da doença, quando podem surgir dor de barriga intensa, vômitos frequentes, tontura ou sensação de desmaio, dificuldade para respirar, sangramento no nariz, na gengiva ou nas fezes, cansaço e irritabilidade. Diante de sangramento ou de qualquer um desses sinais, a orientação é procurar imediatamente um serviço de urgência.

Quando buscar atendimento

Quem tem febre alta de início repentino com esses sintomas deve procurar um serviço de saúde sem demora. O cuidado é maior para gestantes, crianças de até 2 anos, pessoas com mais de 65 anos e quem convive com condições como diabetes e hipertensão, grupos em que o Ministério aponta maior risco de complicações. A recomendação é não se automedicar: ainda não existe tratamento específico para a dengue, e o acompanhamento, que inclui hidratação, repouso e retorno para reavaliação, deve ser definido por um profissional de saúde.

Como reduzir o risco em casa

O controle do Aedes aegypti é, para o Ministério, a principal forma de prevenção. Na prática, isso significa tirar de casa o que acumula água parada e pode virar criadouro, manter caixas-d’água e outros reservatórios bem vedados, desobstruir calhas, lajes e ralos e instalar telas nas janelas. O Ministério também cita o repelente em áreas de transmissão; quem optar por ele deve usá-lo conforme o rótulo.

O Ministério lembra ainda que a vacina contra a dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 21 de dezembro de 2023, mas como complemento: mesmo com a vacina, o controle do mosquito continua sendo o principal método de prevenção. Para saber se você pode se vacinar, consulte a unidade de saúde ou a secretaria de saúde do seu município.

Informação pública, não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Este conteúdo não faz diagnóstico nem indica tratamento. Com febre e outros sintomas, procure uma unidade de saúde.

De onde vêm os números e as orientações

Os níveis de alerta, os casos estimados e a incidência são do InfoDengue, sistema mantido pela Fiocruz e pela Fundação Getulio Vargas que cruza as notificações do Sinan, do Ministério da Saúde, com dados de clima. O RaisLife guarda uma cópia desses números e a atualiza com frequência, a cada nova semana epidemiológica divulgada, informando sempre a semana a que eles se referem.

As orientações sobre sintomas, sinais de alarme e prevenção seguem a página da dengue do Ministério da Saúde, conferida em 14/10/2026. A população de cada município é a estimativa do IBGE para 2026, e a escolha das cidades acompanhadas (a capital e as quatro maiores de cada estado) é do RaisLife.

Como as notificações chegam com atraso, o InfoDengue estima os casos das semanas mais recentes, e esses valores são revistos toda semana; um número de hoje pode mudar na próxima atualização. Os dados aqui não substituem os boletins da vigilância epidemiológica do seu município ou estado.

Informação pública, não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Este conteúdo não faz diagnóstico nem indica tratamento. Com febre e outros sintomas, procure uma unidade de saúde.

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