
Moro no 2º turno: o papel do governador eleito na campanha
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Em 4 de outubro, no dia da votação, Moro afirmou que o grupo dele começaria a trabalhar no estado na segunda-feira seguinte para aumentar a votação de Flávio, segundo o portal aRede, que cita entrevista ao XV Curitiba. A volta ao campo de Jair Bolsonaro, que ele deixou em 2020, já era tema de um vídeo do canal Código República em abril.
Reunião de aliados e jantar em Curitiba
De acordo com a Gazeta do Paraná (11/10), Moro reuniu aliados em Curitiba na sexta-feira, 9, na primeira reunião política dele desde a eleição. A pauta: transição de governo e formas de ampliar o apoio a Flávio no estado. Participaram os senadores eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), deputados federais reeleitos de PP, Podemos e Republicanos, prefeitos e dirigentes partidários.
A reportagem informa que Moro também apareceu ao lado dos governadores eleitos Luciano Zucco (RS) e Jorginho Mello (SC) em ato de apoio a Flávio. Um jantar de adesão, aberto a prefeitos e lideranças de vários partidos, foi marcado para terça-feira, 13, em Curitiba. Ainda segundo a Gazeta do Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) declarou apoio a Flávio em 10 de outubro.
O que o resultado do Paraná sustenta
Moro venceu no primeiro turno. Teve 50,10% dos votos válidos, segundo o TSE, sem precisar de segunda rodada. Na disputa presidencial, Flávio teve 59,91% no Paraná. No país, o candidato do PL terminou com 47,03%, contra 45,16% de Lula (PT). Moro disse, na entrevista de 4 de outubro, que quer ampliar o percentual de Flávio no estado. Segundo a mesma cobertura, ele afirmou que não aceita Lula na Presidência nem um aliado de Lula no Palácio Iguaçu.
Os números vêm de eleições diferentes. Não medem quanto a aliança com o PL ajudou o governador eleito. Mostram só que o eleitor paranaense votou majoritariamente no campo político que Moro escolheu em 2026.
O que muda depois de 25 de outubro
Moro assume em janeiro de 2027. Quem pede voto para um presidenciável logo antes de tomar posse ouve uma cobrança dupla: lealdade ao candidato apoiado e foco na gestão estadual. A explicação de abril, a de que enfrentar o PT vem antes das divergências antigas, passou pelo teste do primeiro turno no Paraná. Agora vem outro. Em 25 de outubro se saberá se o apoio rendeu votos além dos 59,91% de Flávio.
A pergunta útil ao eleitor paranaense: se o governo federal for de Lula ou de Flávio, o que você espera de um governador que foi cabo eleitoral de um dos lados, parceria com Brasília ou independência para cobrar? A resposta se mede em 2027, nas obras e nos repasses que o estado negociar. Vale acompanhar.
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