Você sabia? Viagra também é usado para tratar infertilidade feminina!

O Viagra dilata os vasos sanguíneos de vários lugares do corpo (não só de onde você está pensando)! E isso é essencial na fertilização in vitro!

Você sabia que o Viagra é mais que um remédio, não sabia? Na verdade, ele é um ícone pop! (rsrs) A verdade é que ele não serve para resolver disfunção erétil, não… na verdade, como ele atua na dilatação dos vasos sanguíneos, também pode dar uma mãozinha quando outros órgãos, que não estão relacionados ao sexo, sofrem de problemas de circulação. Pois é!

É o caso no exemplo de uma hipertensão pulmonar: é como se as artérias e veias do órgão ficassem muito “apertadas”, impedido a passagem do sangue na quantidade correta, e também, por consequência, da troca de gás carbônico por oxigênio. O viagra solta essas artérias e veias… fazendo com que o paciente volte a respirar sem esforço.

De fato: o famoso remédio azulzinho lendário foi pensado originalmente como um medicamento para pressão alta! As ereções que ele causa foram só um efeito colateral peculiar muito bem aproveitado comercialmente. (vamos combinar, né?)

Bom, mas ainda não chegamos ao ponto! Uma das funções inesperadas do Viagra e, até hoje, razoavelmente desconhecida é de que ele TAMBÉM colabora com a fertilidade do sexo oposto de seu público-alvo. SIM! Nós vamos explicar melhor: a implantação de um embrião fertilizado in vitro em uma mulher só dá certo se o endométrio, que é a mucosa que forra o interior do útero no período fértil, estiver na espessura correta para receber o futuro bebê. Quanto mais velha for a mulher, mais fino tende a ser seu endométrio, e menores são as chances de o embrião vingar.

O endométrio é um tecido muito vascularizado… ou seja, ele é irrigado por sangue. Por isso, assim que o Viagra foi lançado, 1998, o médico americano Geoffrey Sher supôs que o medicamento poderia aumentar a circulação no útero, ajudando o endométrio a crescer, e facilitando com isso a vida do embrião recém-chegado.

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Um um artigo científico publicado em 2002 trouxe a resolução de toda essa especulação: Sher testou 105 mulheres com menos de 40 anos que tinham óvulos saudáveis, mas não conseguiam engravidar devido a espessura do endométrio, que não atingia o necessário. A fertilização in vitro sem sucesso, pelo menos duas vezes, já havia acontecido para todas elas. Depois de receberem várias doses diárias de Viagra, por meio de um supositório vaginal, uma novidade: 73 mulheres conseguiram desenvolver endométrios com mais de 9 milímetros, que é a espessura considerada ideal, e 33 conseguiram engravidar!

“Não funciona com todo mundo. Não funciona, por exemplo, com mulheres cujo endométrio foi afetado por uma infecção ou inflamação. Mas se o problema for só o fluxo de sangue reduzido, o Viagra é muito eficiente”, afirmou Sher.

Em média, os estudos publicados depõem a favor do Viagra, e é adotado e elogiado por alguns médicos, mas, é claro,  criticado por outros, que afirmam não haver provas práticas suficientes da eficácia do remédio.

Este documento de 2016, por exemplo, revisou as conclusões de nove testes clínicos sérios realizados sobre o assunto ao longo das últimas duas décadas (com ou sem a participação de Sher). Conclusão: o Viagra realmente faz bem para quem quer ser mãe!

Em um teste, só 40% das voluntárias de um grupo que recebeu placebo engravidaram, contra 65,7% das de outro grupo, que efetivamente foi tratado com o azulzinho milagroso. Em outro, o endométrio das mulheres que receberam o tratamento atingiu em média 9,8 mm, contra 8 mm das não tratadas.

Com informações Revista Super Interessante

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