Exercícios Físicos alteram o nosso DNA

O hábito saudável de fazer exercícios físicos apresenta muitas vantagens como mais disposição, força e até mais beleza além de prevenir vários tipos de doenças. Mas exatamente o que ele faz no nosso corpo? Como ele promove essa mudança do bem no nosso organismo?

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Os Exercícios Físicos alteram o nosso DNA. E fazer exercícios físicos é cada vez mais recomendado para alcançarmos uma qualidade de vida maior. Esta qualidade pode ir desde prevenir doenças até ficar mais bonita (o). Até mesmo as dietas, que antes olhavam somente para o que comemos, recomendam fazer atividade física.

Como é o caso da dieta mediterrânea, mostra que uma vida ativa (a base de sua pirâmide alimentar) é fundamental para ter todos os benefícios e ter uma dieta completa.

Alguns estudos comprovam que a atividade física consegue retardar o envelhecimento, te deixando jovem por mais tempo. Ainda, contribuem para ter uma vida mais cheia de disposição e energia e combater o cansaço e o estresse.

Mas exatamente como ele faz isso? Quais as modificações que ele promove em nosso organismo para fazer tanto bem?

Estamos começando a entrar neste universo e entender como o nosso corpo reage positivamente aos exercícios e as atividades fitness.

A resposta pode estar no DNA

O DNA é onde está guardado todas as nossas informações celulares e o que regula a função de cada célula. Ele é a programação da célula e também é o formador dos nossos genes. Assim, cadeias de DNA, uns ligados aos outros, formam os genes que constituem funções mais complexas em nosso organismo.

O genoma humano, ou seja a programação celular de todo o nosso corpo, é extremamente complexa e dinâmica. A todo momento existem genes que se manifestam ou deixam de se manifestar  no nosso corpo. Dependendo de quais sinais eles recebem do corpo humano, eles adotam um ou outro comportamento.

Dependendo do comportamento de um gene, ele pode induzir respostas do nosso organismo que vão atuar em alguma parte do corpo. Estas funções do organismo vão desde as mais simples como a respiração celular, até as mais complexas a exemplo da comunicação entre neurônios no cérebro.

Agora novos estudos estão mostrando que a prática do exercício físico pode mudar a forma e o funcionamento dos nossos genes. Alguns genes manifestam-se diante dos exercícios e outros deixam de se manifestar por causa desta prática.

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Porém, o desafio ainda está em entender como o nosso corpo compreende a prática do exercício físico e transforma isso em benefícios.

Como o DNA pode se alterar

A epigenética é o nome dado a mudança na expressão dos genes, ativo ou inativo. Ela altera a expressão, mas acarreta em mudança na sequência do DNA do gene, nem mudanças no próprio DNA.

Ela ocorre fora do gene, principalmente por um processo chamado de metilação. Neste processo, pedaços de átomos, os chamados “Grupos Metil” – que são basicamente 3 átomos de Hidrogênio ligados a 1 átomo de Carbono – se grudam na parte de fora do gene, como um carrapato. Assim, conseguem deixar um gene mais propenso a se ativar ou desativar dependendo da sua função e de certo estímulo do organismo.

Os cientistas agora sabem que a metilação pode mudar de acordo com nosso estilo de vida e hábitos. Por exemplo, a sua alimentação, o ambiente em que você vive ou trabalha, quanta poluição tem em sua cidade, tudo isso pode afetar os padrões da metilação em alguns genes e alterar quais proteínas estes genes expressam.

Dependendo de quais genes estamos falando, isso pode afetar até mesmo nossa saúde e comportamento, nos deixando, por exemplo, mais susceptíveis a contrair doenças.

Como os exercícios físicos podem alterar o DNA

Não se sabe muito da relação entre exercícios físicos e a alteração na metilação. O que se sabe é que mesmo alguns minutos de atividade física já são suficientes para causar mudanças na forma da metilação em certas células musculares, por exemplo.

Porém quais são os resultados a longo prazo, o que exercícios regulares, de força ou outras técnicas fazem exatamente no nosso organismo, ainda não está cem por cento claro.

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Mas um estudo muito curioso foi feito e joga uma luz neste caminho. Cientistas da Karolinska Institute, em Estocolmo, fizeram um experimento com 23 jovens, homens e mulheres, para entender melhor esta relação.

O desafio experimental

Um grande desafio destes experimentos é conseguir isolar exatamente o que é resultado da atividade física e o que é fruto dos hábitos normais de vida da pessoa. Isto se dá porque vários aspectos podem afetar a estrutura da metilação.

Um dos casos em que isso acontece, como mencionamos antes, é a poluição do ar que você respira. Neste caso, indivíduos de São Paulo, por exemplo, teriam resultados bem diferentes de um grupo de fazendeiros do interior.

Então este grupo de cientistas teve uma sacada legal: Eles consideraram apenas os membros inferiores do corpo e fizeram exercícios apenas em um lado. Então por exemplo, os jovens exercitaram apenas a perna direita, e deixaram a esquerda em repouso.

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Estudo feito com 23 jovens mostra mudanças significativas no DNA da parte do corpo exercitada!

Desta forma eles conseguiram um grupo de controle dentro do próprio indivíduo, comparando o lado esquerdo com o direito do corpo.

Foram coletadas amostras dos músculos dos participantes antes de começar o experimento (a biópsia) e realizaram testes. Então eles foram submetidos a 45 minutos de bicicleta, somente com uma perna, durante 4 vezes por semana. A duração total dos testes foi de 3 meses.

Ao final do experimento foi realizado uma nova biópsia. Os resultados foram comparados entes as pernas (a que fez exercícios e a que não fez) e entre diferentes indivíduos.

Mudanças em genes importantes

Nenhuma surpresa foi encontrada no fato de que a perna que se exercitou apresentou ganho muscular em volume e força. Tal resultado mostra que realmente o exercício físico faz diferença nestes pontos. E este fato é bem conhecido.

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Agora os resultados da metilação foram mais interessantes. Utilizando de técnicas avançadas de avaliação do genoma, os cientistas conseguiram ver que mais de 5000 partes do genoma dos músculos que foram exercitados sofreram alterações nos padrões da metilação. Alguns mostraram mais grupos Metil, outros menos.

Isso mostra que a atividade física estimula alguns genes a se manifestar e suprime outros.

Estas mudanças foram muito significativas e mais, a perna que não foi exercitada não sofreu tais alterações. O resultado fica assim isolado totalmente, deixando claro que as modificações foram exclusivamente causadas pelos exercícios físicos.

Exercícios causam mudanças boas no DNA

A maioria dos genes que apresentaram mudanças foram genes importantes para o metabolismo energético do corpo, resposta a insulina e inflamação muscular. Em outras palavras, eles regulam quão saudáveis e resistentes são nossos músculos – e nosso organismo.

Com esta descoberta, mais um passo foi dado em direção a entender exatamente como os exercícios físicos contribuem para a saúde do nosso corpo.

Ainda existe muito para ser descoberto, como por exemplo se alguém para de fazer exercícios, quais são os impactos? Esta pessoa manterá as modificações ou elas se perderão com o tempo, voltando ao estado inicial? E a intensidade e duração, como atuam em nosso organismo? Existem diferenças genéticas no tipo de exercício ou esporte pratica?

São muitas as questões. Porém, mesmo com estes resultados preliminares uma coisa está clara: “A atividade física pode sim alterar o seu corpo para melhor”.

O conjunto de bons hábitos pode influenciar ainda mais neste processo. Por isso, preocupe-se com sua alimentação e pratique exercícios físicos regularmente, pois estes bons hábitos podem te deixar mais forte, menos susceptível a doenças e melhorar a sua qualidade de vida.

Consultas:

  1. NY Times
  1. Genetics Home Reference

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