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Artigo · Código República · 4 min de leitura

Moro, Lula e a Lava Jato na campanha de 2026

RaiRaisLife25 de abril de 2026 · atualizado em 3 de outubro de 2026
Moro, Lula e a Lava Jato na campanha de 2026

No ato de filiação ao PL, em 24 de março de 2026, o senador Sergio Moro (PL-PR) dirigiu a maior parte do discurso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disse que Lula "foi eleito entre aspas" e que "está do lado dos criminosos", e afirmou que "a roubalheira voltou em escala inimaginável", segundo o Poder360. Era o lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná.

A seguir, o que Moro tem dito, os fatos da Lava Jato, o que o Supremo decidiu e o que Lula diz.

O que Moro tem dito em 2026

No mesmo discurso de março, Moro criticou a condução da economia, com frases como "é tributo, é imposto, é taxa sufocando a iniciativa privada", e citou as fraudes contra aposentados do INSS. Lembrou que, quatro anos antes, ia aos debates presidenciais ao lado de Jair Bolsonaro porque acreditava que era preciso derrotar Lula, segundo o Poder360.

Em 24 de abril, o PL do Paraná divulgou um vídeo com Moro, Flávio Bolsonaro e o pré-candidato ao Senado Filipe Barros. No material, o grupo diz não aceitar "petistas e bandidos". Foi a primeira aparição conjunta de Moro e Flávio em peça do partido.

Nas colunas que assina na Gazeta do Povo, Moro também volta ao tema. Em janeiro de 2026, escreveu que o STF "falhou de maneira retumbante" ao "fazer retroceder o combate à corrupção quando soltou Lula e desmantelou a Lava Jato". Para ele, as fraudes do INSS e do Banco Master são efeito colateral desse recuo.

O que foi a Lava Jato para Lula

A Lava Jato começou em 2014, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, para investigar corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos. Como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro condenou Lula no caso do tríplex do Guarujá. O petista ficou preso de abril de 2018 a novembro de 2019, segundo o Poder360.

Em 8 de março de 2021, o ministro Edson Fachin, do STF, anulou as condenações de Lula nos casos do tríplex e do sítio de Atibaia. Fachin entendeu que a 13ª Vara de Curitiba não tinha competência para julgar as acusações, porque elas não estavam ligadas diretamente aos desvios na Petrobras, segundo a Agência Brasil. Os processos foram enviados à Justiça Federal em Brasília. Decisões posteriores do STF também apontaram irregularidades na condução dos processos, segundo o Poder360.

A volta ao campo de Bolsonaro

A trajetória de Moro entre esses dois momentos teve rupturas. Ele deixou a magistratura para ser ministro da Justiça de Bolsonaro e pediu demissão em 24 de abril de 2020, alegando pressão do então presidente por mudanças na Polícia Federal. Depois disso, passou a ser acusado de traição por aliados de Bolsonaro e foi chamado de "traidor" pelos filhos do ex-presidente, segundo o Poder360.

Em 2022, Moro apoiou a reeleição de Bolsonaro e disse ter colocado de lado as divergências. Em 2026, a filiação ao PL completou a reaproximação com o grupo do ex-presidente.

O que diz o outro lado

Em 7 de abril de 2026, quando a prisão completou oito anos, Lurian Lula, filha do presidente, descreveu a data nas redes sociais como um dos dias "mais tristes e aterrorizantes" da sua vida. Lula foi levado à sede da PF em Curitiba em 7 de abril de 2018 e solto em 8 de novembro de 2019, segundo o Poder360.

O próprio Lula voltou ao assunto em 1º de outubro de 2026, no Flow Podcast. Chamou Moro de "canalha" e o ex-procurador Deltan Dallagnol de "bandido", e classificou a acusação que sofreu como "a maior infâmia jurídica" já feita no país. Disse que poderia ter saído do país, mas resolveu ir à Polícia Federal, e que ninguém que o acusou pediu desculpas pelos 580 dias de prisão, segundo o Poder360.

O que vem a seguir

Moro concorre ao governo do Paraná pelo PL, e Dallagnol disputa uma vaga no Senado pelo Novo no mesmo estado, segundo o Poder360.

Referências

Texto informativo, com informações conferidas com as fontes citadas. Publicado originalmente em 25 de abril de 2026; revisado em outubro de 2026.

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