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Vídeo: Renan Santos e a escala 6×1: o que ele diz
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Renan Santos e a escala 6×1: o que ele diz

RaiRaisLife28 de abril de 2026 · atualizado em 3 de outubro de 2026

O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, passou a usar a proposta de fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de folga) como um dos temas centrais da sua comunicação em 2026. Em entrevista à CNN Brasil publicada em 1º de maio de 2026, ele disse que acabar com a escala é "enganar o trabalhador". Antes disso, no fim de abril, já havia chamado a proposta de populista em vídeos divulgados nas redes.

A declaração veio semanas antes de a Câmara dos Deputados votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. O assunto deixou de ser debate de rede social e entrou na agenda do Congresso.

O que Renan Santos disse

Renan, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente do Missão, sustenta que reduzir a jornada por lei, sem mudar outras regras trabalhistas, aumentaria custos para empresas e poderia empurrar trabalhadores para a informalidade. Em 21 de maio, numa sabatina com prefeitos, chamou a proposta de "picaretagem populista do governo", segundo a CNN Brasil.

Uma semana depois, em 28 de maio, criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que votou a favor da PEC. "Se corrompeu", disse Renan, de acordo com a CNN Brasil. A crítica mostrou que ele mira também a direita que apoiou a mudança, e não só o governo Lula.

A posição se manteve na campanha oficial. Em 18 de agosto, segundo o G1, Renan afirmou que acabar com a 6x1 é "maluquice", que a CLT "já era" e defendeu o fim da Justiça do Trabalho. Em sabatina de O Globo, CBN e Valor, em 27 de agosto, defendeu a manutenção da jornada de 44 horas semanais e um modelo alternativo à CLT.

O que diz a PEC

Em 27 de maio de 2026, a Câmara aprovou em dois turnos a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, segundo a Agência Câmara. O texto prevê regra de transição. No mesmo dia, deputados de oposição criticaram a proposta durante a votação na comissão, conforme a Agência Brasil.

A proposta seguiu para o Senado. Em 3 de setembro, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse que a votação ficaria para depois das eleições. Em 2 de outubro, segundo a Agência Brasil, ele marcou o calendário de discussão e votação em plenário.

O que dizem os defensores

O governo federal lançou em maio uma campanha publicitária em defesa do fim da 6x1, de acordo com a CNN Brasil. Os defensores argumentam que a escala atual deixa pouco tempo para descanso, estudo e convivência familiar.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma das propostas sobre o tema, respondeu a Renan em agosto. Segundo a Gazeta do Povo, ela defendeu a mudança depois de um ataque do candidato num debate.

Por que o tema pesa na eleição

A escala 6x1 é comum no comércio e nos serviços, setores que empregam milhões de pessoas. Por isso a discussão chega a um público muito maior do que a média dos debates econômicos. Para Renan, a posição contrária serve para se diferenciar tanto do PT quanto de parte da direita que votou a favor. Para os defensores, a proposta é uma resposta a uma demanda concreta de quem trabalha seis dias por semana.

O que vem a seguir

A PEC precisa ser aprovada em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos em cada um, para ser promulgada. O primeiro turno das eleições presidenciais será em 4 de outubro de 2026.

Referências

Texto informativo, com informações conferidas com as fontes citadas. Publicado originalmente em 28 de abril de 2026; revisado em outubro de 2026.

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