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Vídeo: Moro no PL: como explica a volta ao bolsonarismo
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Moro no PL: como explica a volta ao bolsonarismo

RaiRaisLife28 de abril de 2026 · atualizado em 3 de outubro de 2026

O senador Sergio Moro se filiou ao PL no dia 24 de março de 2026, em Curitiba, para disputar o governo do Paraná. O ato teve a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência, e do ex-deputado Deltan Dallagnol, segundo reportagens do G1, da CNN Brasil e de O Globo publicadas naquele dia. Moro deixou o União Brasil, legenda pela qual se elegeu senador em 2022.

A filiação reaproximou Moro do grupo político de Jair Bolsonaro, com quem ele rompeu em 2020. Desde então, a pergunta mais repetida nas entrevistas do pré-candidato é uma só: como explicar a volta? A resposta que ele vem dando ajuda a entender a estratégia da campanha.

O rompimento de 2020

Moro foi ministro da Justiça no início do governo Bolsonaro. Em 24 de abril de 2020, pediu demissão e acusou o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal, ao trocar o comando da corporação. Bolsonaro negou a acusação na época, segundo o G1. O episódio abriu um inquérito no Supremo Tribunal Federal e deixou os dois em campos opostos por mais de dois anos.

Em 2022, Moro foi eleito senador pelo Paraná, pelo União Brasil. No segundo turno da eleição presidencial daquele ano, segundo o próprio Moro em entrevista de 2026, ele declarou apoio a Bolsonaro contra Luiz Inácio Lula da Silva.

Como Moro justifica a aliança

Em entrevista divulgada em vídeo no fim de abril de 2026, Moro lembrou que não teve o apoio de Bolsonaro na eleição para o Senado e que, mesmo assim, apoiou o ex-presidente contra Lula no segundo turno de 2022. Segundo ele, a prioridade naquele momento era a mesma de agora: derrotar o PT. Na mesma conversa, classificou o governo Lula como prejudicial para a economia do país.

A linha já aparecia em declarações anteriores. Em 6 de abril, ao jornal Bem Paraná, Moro disse que "todos aqueles que são contra o PT e o governo Lula estão convidados a se unir nesse projeto". No dia da filiação, segundo a CNN Brasil, afirmou que Flávio Bolsonaro "tem preparo" e prometeu palanque ao candidato no Paraná.

Reações dentro e fora do PL

A chegada de Moro teve custo dentro do próprio partido no Paraná. Prefeitos do PL ameaçaram deixar a legenda após o anúncio. Em 5 de maio, O Globo informou que o governador Ratinho Júnior (PSD) nomeou para o governo estadual o deputado que havia organizado a saída de filiados do PL depois da entrada de Moro.

Do lado governista, a resposta veio em forma de candidatura própria. Em 9 de maio, segundo a CBN Curitiba, o governo federal reforçou o apoio à pré-candidatura de Requião Filho ao Palácio Iguaçu, e Guilherme Boulos (PSOL) disse querer derrotar Moro no estado.

O que aconteceu depois

O PL confirmou a candidatura de Moro ao governo do Paraná em convenção realizada em Curitiba no dia 1º de agosto de 2026, conforme o G1. O vice da chapa é Edson Vasconcelos. Na reta final, a relação com o grupo de Ratinho Júnior seguiu como tema dos debates: o candidato do PSD, Sandro Alex, ex-secretário de Infraestrutura do estado, foi o principal adversário de Moro no debate da TV Globo, segundo O Globo.

O que vem a seguir

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Se nenhum candidato ao governo do Paraná tiver mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno no fim do mês.

Referências

Texto informativo, com informações conferidas com as fontes citadas. Publicado originalmente em 28 de abril de 2026; revisado em outubro de 2026.

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