Acredita? Cientistas recriam o DNA de homem morto há 200 anos!

O DNA de um homem que morreu na Islândia, em 1827, foi parcialmente recriado por cientista em laboratório a partir dos genes possíveis de 182 de seus descendentes. O DNA escolhido foi o de um ícone local: Hans Jonatan, sim, ele tem arquivo na Wikipédia, porque, em 1802, se tornou a primeira pessoa negra a pôr os pés na ilha gelada. A ciência é incrível, não? :lol:
Além de toda a importância histórica em relação ao fato, a escolha teve mais um motivo: de tão raros na população do país, os genes de Jonatan são fáceis de rastrear, e com isso, há um registro preciso de todas as árvores genealógicas criadas pelas pouquíssimas famílias de origem nórdica, desde que a Islândia foi colonizada, há pouco mais de mil anos.
E ainda para ajudar, um banco de dados criado pela empresa deCODE contém os DNAs de 150 mil cidadãos, que á a metade do total de habitantes. Com isso, os pesquisadores da deCODE encontraram o DNA de 182 descendentes (do total de 788 - OMG 8-O ), e, isolando os genes de origem africana presentes na amostra, conseguiram deduzir 38% do código genético da mãe de Jonatan. O processo todo foi publicado, detalhadamente em um artigo científico, na Nature.
Um detalhe interessante: metade dos genes de Jonatan, herdados de seu pai, eram europeus, e por isso, são mais difíceis de isolar de toda a população. Ao que tudo indica, sua mãe nasceu no atual território de Benin, sendo, em toda essa história, a única pessoa de origem exclusivamente africana. Portanto, os genes que indicam ancestralidade negra só podem ser atribuídos à ela. Como todo bebê herda metade de seus genes de cada membro do casal, encontrar 38% do genoma da mãe é o mesmo que encontrar 19% do genoma de Jonatan.

Jonatan nasceu no Caribe, filho de uma escrava africana com um capataz nascido na Dinamarca. Ele serviu a marinha do país europeu durante as guerras napoleônicas, e após o conflito (onde pensou que seria libertado, pois a escravidão era proibida em território dinamarquês e ainda seus serviços foram reconhecidos pelos superiores) o juiz responsável por seu caso não concedeu a alforria, e com isso, ele foi obrigado a fugir para a Islândia.
A partir daí os registros históricos são incertos, mas tudo indica que ele foi bem recebido lá na ilha, conseguiu emprego como assistente de um cartógrafo, e se causou com uma nativa, a Katrín Antoníusdóttir, de onde vieram seus 788 descendentes! (OMG) 8-O
Especialistas afirmam que seria possível reconstruir o DNA de qualquer pessoa usando o método, a única necessidade é que ela tenha herdado a seus descendentes genes que se destaquem em um determinado grupo – uma tarefa não tão fácil, não é?
E aí, gostou?
Já pensou em reconstruir o DNA de um familiar ou uma pessoa muito querida?
A ciência é fascinante! :-D
Com informações Revista Super Interessante
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