Campanha Outubro Rosa: entenda a importância!

Com o diagnóstico precoce, percentual de mortes pode ser reduzido em 40%, segundo estudo

A campanha do Outubro Rosa já começou! Com o objetivo de alertar as mulheres sobre a prevenção pelo diagnóstico precoce, a campanha Outubro Rosa teve início nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama no mês de outubro. Posteriormente, com a aprovação do Congresso Americano, o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa foi em 2002, com a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. Em outubro de 2008, o movimento ganhou ainda mais força e várias cidades brasileiras abraçaram o movimento.

De acordo com dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, por ano, há quase 60 mil novos casos de câncer de mama, e o número anual de mortes gira em torno de 15 mil. De acordo com a American Cancer Society, mais de 40.600 norte-americanas terão morrido de câncer de mama até o fim de 2017.

(Ile Machado/MdeMulher)

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade do Colorado (Estados Unidos), descobriu que se mulheres entre 40 e 84 anos fizerem mamografia anualmente, o percentual de mortes pode ser reduzido em 40%. Nos EUA, metade das mulheres com mais de 40 anos fazem mamografia somente a cada dois anos, aumentando chances de um diagnóstico em estágio mais avançado.

De acordo com a radiologista do CDB Medicina Diagnóstica especializada em diagnósticos de mamas, Vivian Schivartche, durante o mês de outubro há um aumento de pelo menos 30% na quantidade de mamografias realizadas na rede.

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Mas, para que a campanha internacional Outubro Rosa seja um sucesso, é fundamental que as mulheres com mais de 40 anos agendem seus exames desde já. “Muitas vidas podem ser salvas se a mulher realizar esse exame tão simples uma vez ao ano”, afirmou Schivartche.

Brasil avança com tomossíntese

Uma das pioneiras na realização da tomossíntese mamária ou mamografia 3D no Brasil (2010), Vivian Schivartche explica que mesmo antes dos 40 anos é preciso começar a rotina anual de mamografia, se houver algum histórico de câncer de mama na família (mãe, tias, irmãs). “De acordo com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o rastreamento mamográfico anual é recomendado para as mulheres entre 40 e 74 anos”. A partir dessa idade, somente se a paciente tiver expectativa de vida maior que sete anos”.

“Deixar de fazer mamografia é considerado um mal menor quando se está tentando controlar uma doença mais grave. Mas quando a paciente idosa está bem de saúde, pratica atividades físicas e sociais, é muito importante garantir o rastreamento mamográfico. Afinal, todo câncer que é descoberto em fase inicial tem mais chances de cura. Se a gente puder contribuir para essa paciente viver mais 10 ou 15 anos com qualidade de vida, excelente”, completou.

A especialista afirma que a mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Mas a introdução da tomossíntese mamária refinou o diagnóstico. “A tomossíntese costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados também. O rastreamento complementar com ultrassonografia deve ser considerado para as mulheres com mamas densas. Já o rastreamento complementar com ressonância magnética é recomendado para pacientes com alto risco”.

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Vivian explica que na imagem mamográfica é mais difícil diferenciar o que é tecido altamente denso de um tumor. “Às vezes, a paciente é chamada novamente para fazer mais imagens que possam esclarecer esse tipo de dúvida. Isso é comum e não é preciso ter medo. Os avanços da mamografia nos últimos anos, quando passou de um simples exame em filme para um exame digital e depois para a tomossíntese, caminham na direção de aumentar a detecção de tumores cada vez menores e reduzir a necessidade de imagens extras. Além disso, tratar de um tumor ainda em fase inicial é menos agressivo para a paciente e tem prognóstico bastante favorável. Ou seja, há inúmeros fatores positivos para que as mulheres agendem desde já seus exames mamográficos para outubro”.

Com informações: Organização Outubro Rosa; Portal Bonde e M de Mulher.

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