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Médico que passa confiança a paciente ajuda placebo a “funcionar”, diz pesquisa!

Você já ouviu falar no efeito placebo? Nunca?

Pois bem, o efeito placebo é a melhora de um quadro de doença após tomar um remédio falso (comprimido de açúcar, pílula de farinha). Sim, isso mesmo! Isso, o paciente acreditando que está tomando um medicamento pra valer.

O placebo é conhecido há anos, e faz até parte do teste padrão de remédios, dando uma substância química para um grupo, e um comprimido idêntico, mas vazio, para outro. Se o efeito do seu medicamento trouxer resultados melhores que o placebo, significa que ele é promissor.

Um novo estudo realizado na Universidade de Stanford investigou sobre como a personalidade do médico e, principalmente, sua relação com o paciente, contribuem para esse fenômeno.

O mais interessante é que, dentro do grupo que toma medicamentos sem princípios ativos, cerca de 40% dos pacientes apresentam sinais de recuperação e também têm redução efetiva dos sintomas.

Como exatamente essa recuperação acontece, não sabemos, mas já foi identificado a principal área do cérebro ativada nessa situação.

Relatos médicos sobre recuperações surpreendentes com o fenômeno placebo sempre estão relacionados a atenção de profissionais e a confiança no amparo por médicos e por medicamentos. E agora temos números para comprovar!

O Estudo

O experimento contou com 164 voluntários, que, na verdade, achavam estar participando de uma pesquisa sobre alergia a comidas.

Uma simulação da aplicação de um teste de alergia era, na verdade, uma injeção de histamina, com o objetivo de provocar uma reação alérgica na pele. Depois da injeção, havia a aplicação de um creme sobre a alergia, e detalhe: sem princípio ativo nenhum.

É exatamente aí que começam os estudos do efeito placebo! Como o fenômeno tem muito a ver com a expectativa que o paciente tem sobre o tratamento, para metade dos participantes a médica dizia que o creme melhoraria a alergia. Para a outra metade, que a reação ia piorar. Sim, piorar!

E tem mais: a médica também tratava voluntários de forma diferente. Alguns eram recebidos  com apresentação do profissional, em um consultório limpo, organizado e tinham uma conversa com a médica em que ela usava termos eloquentes e olhava nos olhos enquanto falava, com muita simpatia e consideração.

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Outros, o contrário: a profissional era completamente confusa, desorganizada, indiferente, distante e apressada.

O resultado: surpreendentemente, o tipo de atendimento mudava o tamanho da reação alérgica que cada paciente demonstrava.

E o fator expectativa ainda era o mais importante: acreditar que o tratamento não ia funcionar resultava em uma reação alérgica maior, por melhor que fosse o médico.

O resultado também apontou que ter um médico aparentemente incompetente, desleixado e indiferente, mesmo que ele acreditasse que o creme funcionava, reduziam o efeito do placebo.

Para os pesquisadores, o experimento traz uma razão importante para que os médicos se atentem mais ao fator psicológico e ao relacionamento estabelecido nas consultas.

E o mais importante: a pesquisa mostra que o efeito placebo não é tão imprevisível e misterioso quanto pensávamos. É uma questão de cuidado e amparo, com consequências muito diretas para a saúde do paciente.

Com informações Revista Super Interessante

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