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Pedras nos rins: você sabe como elas se formam?

As pedras nos rins são uma causa frequente de procura ao atendimento de urgência e emergência, registrando cerca de 60% de todos os atendimentos de urgência relacionados à urologia.

A manifestação clínica mais conhecida das pedras no rim é a cólica renal, apresentando quadro de dor lombar súbita de forte intensidade, podendo ainda acompanhar sintomas de náuseas e vômitos.

Tipos de cálculos renais

A grande parte da composição dos cálculos renais (70%) são formados de oxalato de cálcio. Os outros 30% se distribuem entre cálculos de ácido úrico, cistina (um aminoácido que pode ser eliminado de forma anormal na urina de crianças com a deficiência de uma enzima específica), cálculos relacionados a infecção urinária (estruvita), e outros de composição mais rara.

Com o avanço dos exames laboratoriais e o melhor entendimento dos fatores causadores, a análise da composição química dos cálculos, muito utilizada na década de 90, caiu em desuso.

Fatores de risco

Os fatores de risco considerados principais para o surgimento do cálculo renal são:

  • Fatores genéticos
  • Pouca ingestão de água e outros líquidos claros
  • Excesso de ácido úrico no sangue
  • Infecção urinária de repetição
  • Alterações genéticas que levam a um defeito na eliminação urinária do aminoácido cistina
  • Sobrecarga de sódio na dieta
  • Eliminação excessiva de cálcio na urina, conhecida como hipercalciúria

Como diagnosticar?

Existem alguns exames que podem levar ao diagnóstico do cálculo renal, como a radiografia simples de abdome, a ultrassonografia de rins e vias urinárias,  e a atomografia computadorizada.

Além desses, como métodos diagnósticos auxiliares podem ser realizados a avaliação metabólica do sangue e da urina de 24 horas, identificando fatores de risco específicos possíveis de serem corrigidos com medicações.

Tratamentos

Cálculos menores de 7 mm podem e costumam ser tratados com a mudança de hábitos alimentares, aumento da ingestão de água e a utilização de medicações específicas, nos casos em que alterações metabólicas são identificadas.

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O tratamento ativo costuma ser indicado para casos de cálculos maiores de 7 mm. A litotripsia externa, por exemplo, é uma alternativa não invasiva que utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade para a fragmentação dos cálculos no interior do rim. Entretanto, ela é pouco efetiva para cálculos com densidade elevada e aqueles que provocam a obstrução da via urinária.

Nos casos de cálculos de alta densidade, obstrutivos ou de grande volume, geralmente o tratamento cirúrgico costuma ser a melhor opção. Ela pode ser realizada por meio de endoscopia, com o uso de equipamento de fibra ótica flexível acoplado a uma fibra de laser, para a fragmentação e a aspiração dos cálculos no interior dos rins.

Já cálculos volumosos geralmente não são tratados desta forma, sendo mais comum a cirurgia percutânea, realizada com a fragmentação dos cálculos por meio da criação de um trajeto da pele até o rim, por meio de uma pequena incisão de 3 cm nas costas.

Consequências

Os cálculos renais podem crescer e dificultar a drenagem da urina para o ureter, causando infecção urinária de repetição.

Em casos mais severos pode haver o cálculo coraliforme obstrutivo, marcado pela obstrução completa da filtração renal. Essa condição geralmente está associada a infecção urinária de repetição por duas bactérias específicas, a proteus mirabilis e a pseudomonas aeruginosa.

Como prevenir as pedras no rim?

A principal forma de prevenção do cálculo renal é o controle da quantidade de sal ingerido em conjunto com a ingestão adequada de água.

É possível ainda realizar uma análise bioquímica na urina, de 24 horas, e identificar anormalidades na eliminação de cálcio, citrato, oxalato, ácido úrico e cistina, e com isso, seguir um tratamento medicamentoso apropriado.

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Com informações MinhaVida

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