Deficiência de vitamina D – 4 sinais de que você pode ter

A deficiência de vitamina D pode ser mais comum do que parece. Mas quais são os sintomas e porque tanta gente confunde a sua falta com outras doenças?

Fabiano Teodoro

29/01/2015

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Tempo de Leitura: 13 minutos

A Deficiência de Vitamina D é um caso que pode ter várias implicações, uma vez que ela é um nutriente muito versátil.

Ela tem várias funções como a de ajudar no transporte de cálcio para os ossos, sangue e intestinos, mantendo-os fortes. Ajuda também no movimento muscular, no sistema nervoso, uma vez que é utilizada na transmissão das informações nos neurônios.

Se não bastasse, ela ainda ainda está presente no sistema imunológico, o responsável pelo combate à doenças.

A vitamina D é um hormônio esteroide que nosso corpo está programado para desenvolver somente com a exposição ao sol, e não naturalmente.

Por isso, muitas pessoas complementam a alimentação com suplementos.

Porém, o que poucos sabem é que mesmo alguns suplementos não possuem a quantidade ideal de vitamina D necessária para uma boa saúde. E ainda, quando consideramos os alimentos, mesmo o leite e seus derivados possuem pequenas quantidades desta vitamina.

Mas quais são os sintomas de sua deficiência? Porque tanta gente confunde a falta de vitamina D com sintomas de outras doenças?

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Quais são os benefícios em manter os níveis de vitamina D sob controle?

Mantendo os níveis de vitamina D sobre controle você garante o bom funcionamento do organismo. Também, consegue uma melhor efetividade no combate a doenças.

Ela é uma vitamina única uma vez que, quando absorvida, é processada pelo nosso organismo e transformada em um hormônio. Este hormônio é chamado “vitamina D ativada” ou “calcitriol”.

Quando você toma sol ou ingere alimentos ou suplementos com vitamina D, sua pele ou seu estômago trabalham.

Eles enviam esta vitamina para o seu fígado. É no fígado que ela é transformada em uma substância chamada 25(OH)D.

Quando você for ao médico é sobre quanto desta vitamina D está em seu sangue que vocês vão conversar.

Após este processamento pelo fígado, a 25(OH)D é enviada para vários órgãos e tecidos, como os rins por exemplo. É lá que ela é transformada em Vitamina D ativada.

E então ela está pronta para entrar em ação. Basicamente, ela é fundamental para manter seus ossos fortes. A vitamina D possui um papel fundamental para a absorção de cálcio o fósforo e também na comunicação entre as células.

Porém, cientistas tem descoberto vários benefícios que os níveis ideais desta vitamina trazem:

. Redução do risco de câncer:

Estudos feitos com mulheres que tinham altos níveis da vitamina 25-hidroxivitamina-D, indicam que o risco de manifestação de câncer de mama é reduzido pela metade. Em média, este valor alto é cerca de 50ng/ml (lê-se 50 nano gramas por ml, que é uma unidade de concentração).

Outro estudo mostrou que mulheres que tomaram sol regularmente durante a juventude tinham 70 por cento menos chance de desenvolver esta doença.

Mais estudos mostram ainda reduções de 30 a 50 por cento nas chances de câncer de próstata, colorretal e em outros tipos de câncer. A vitamina D apresenta um papel fundamental na prevenção da doença pois ajuda a célula no processo de divisão celular. Ainda, ajuda o organismo a combater a doença quando ela já está instalada.

. Infecções como resfriados e gripes:

Ela ajuda na expressão dos genes que influenciam o sistema imunológico a combater estas infecções. Na verdade infecções até como a influenza A. Estudos feitos no Japão mostram a redução de até 40 por cento nas chances de crianças contraírem a doença.

Deficiência de vitamina D - 4 sinais de que você pode ter

A vitamina D ajuda a combater infecções como gripes e resfriados e até a influenza A!

. Doenças autoimunes:

A vitamina D é um potente imunoregulador, o que faz ter um papel muito importante na manifestação e no combate a doenças como a esclerose múltipla ou doença inflamatória do intestino.

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. Doenças cardiovasculares: 

A vitamina D ajuda na redução da hipertensão, doenças do coração, ataques cardíacos ou AVC’s.

A sua deficiência pode aumentar o risco de ataques cardíacos em 50%. E o que é pior, se você tem um ataque cardíaco e está com deficiência da vitamina, as chances de você não resistir são muito próximas a 100 por cento.

. Reparação do DNA e processo metabólico:

Estudos mostraram que a vitamina consegue influenciar genes que controlam 80 diferentes processos no nosso organismo, desde melhoria da reparação do DNA até a auto-oxidação, que implica no processo de envelhecimento ou mesmo no câncer.

. Desenvolvimento cerebral:

A vitamina D ajuda na saúde do seu cérebro e tem um papel fundamental na transmissão da informação do cérebro para o restante do corpo, via sistema nervoso.

Os médicos ainda estão trabalhando para entender completamente como a vitamina D funciona dentro de seu corpo e como isso afeta sua saúde geral.

Se o seu corpo não recebe vitamina D suficiente para mantê-lo saudável, isso é chamado de deficiência de vitamina D. A deficiência grave de vitamina D pode causar doenças como raquitismo em crianças e uma condição chamada osteomalacia em adultos.

Ambas as condições causam ossos moles, finos e quebradiços.

A falta de vitamina D também tem sido associada a outras condições, tais como câncer, asma, diabetes tipo II, hipertensão arterial, depressão, Alzheimer e doenças auto-imunes como a esclerose múltipla, diabetes de Crohn e do tipo I.

A deficiência de vitamina D é mais comum do que você imagina

Se você usa sempre protetor solar com fatores altíssimos, tem um hábito de vida de não se expor ao sol, tem mais de 50 anos ou tem a pele escura fique alerta: você tem uma maior chance de ter a deficiência de vitamina D.

Nos Estados Unidos por exemplo estima-se que 95 por cento das pessoas idosas possuem esta deficiência. Isto está associado ao fato de que pessoas idosas se expõem menos ao sol, usam mais protetor solar para se proteger do câncer de pele, que é muito perigoso e aumenta ainda mais o risco com a idade avançada.

Mas também existe o fato de que o organismo perde a capacidade de sintetizar a vitamina conforme os anos vão passando.

Por exemplo, uma pessoa de 70 anos perde cerca de 30 por cento da capacidade de produção da vitamina D se comparada com uma pessoa perto dos 30 anos.

Mas se você pensa que somente as pessoas mais velhas sofrem, você está bem enganado. Segundo dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças e da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, 32 por cento dos jovens e adultos possuem deficiência em vitamina D.

Quando olhamos crianças entre 1 a 5 anos, este número cresce para 50 por cento e pode chegar a 70 por cento em crianças entre 6 e 11 anos.

Mas porque estes números tão alarmantes? Simplesmente porque nosso corpo não produz esta vitamina naturalmente. A suas fontes devem ser alimentação, ou mesmo complementos e a exposição ao sol.

Grupos de risco da deficiência de vitamina D

Existem grupos de pessoas que são mais propensas a desenvolver deficiência de Vitamina D devido ao fato de terem menos capacidade de sintetização desta vitamina em seu corpo.

Pessoas de pele escura.

Podem possuir até 10 vezes menos capacidade de sintetizar a Vitamina D a partir do sol se comparadas com pessoas de pele clara. Isto porque elas possuem um protetor solar natural, que é a melanina, que as deixam mais resistente ao sol.

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Quanto mais melanina, maior é a proteção contra o sol e menor a sintetização de Vitamina D.

Do ponto de vista do câncer de pele isso é excelente. Porém, para este grupo é necessário um cuidado maior com a deficiência desta vitamina.

Pessoas com mais de 50 anos.

Como dito anteriormente, pessoas de idade avançada perdem até 30 por cento da capacidade de produção desta vitamina D quando expostas ao sol. Isso quer dizer que estas pessoas precisam ficar mais tempo expostas ao sol para conseguir a mesma quantidade.

Se não bastasse, os rins se tornam menos efetivos na conversão da Vitamina D na forma em que ela é absorvida pelo corpo. E ainda, pessoas idosas, principalmente depois da aposentadoria, tendem a ficar muito mais dentro de casa, se expondo menos ao sol.

Crianças, principalmente as que moram em prédios.

Até devido à violência crescente, as crianças tendem a brincar menos na rua ou ao ar livre, o que diminui seu tempo de exposição ao sol. Hábitos como videogames e o uso prolongado de computadores também contribuem para permanência em casa.

Adultos que trabalham em escritórios.

Pessoas que trabalham em escritórios fechados tendem a ver muito menos a luz do dia. Quem chega cedo no trabalho e somente sai à noite está muito mais propenso a ter esta deficiência vitamínica. Uma alternativa é dar uma saída na hora do almoço, se possível e passar alguns minutos ao sol.

Porém, será pouco provável com esta prática, repor totalmente a sua necessidade de vitamina D, uma vez que maior parte do seu corpo estará coberto. Mas já é melhor do que nada.

Pessoas acima do peso, obesas ou com grande massa muscular.

Estas pessoas precisam de doses maiores de Vitamina D para a manutenção do organismo. A vitamina D é um hormônio lipossolúvel, ou seja ela se dissolve em gordura. Quanto mais gordura, mais ela fica dissolvida e menos é absorvida pelo organismo.

No caso de pessoas com grande massa muscular ela tem uma maior necessidade para a manutenção do seu corpo em geral, justamente por possuir maior massa.

Gestantes.

É importantíssimo manter o acompanhamento pré-natal para entender a evolução dos níveis de vitamina D e tomar as ações corretivas o mais rápido possível, para não haver nenhum problema para o bebê.

Identificar em que grupo você se encaixa é importante para tomar as ações corretivas necessárias. Seja para procurar horários alternativos de tomar sol ou mesmo para começar a utilizar complementos ou outros alimentos ricos em Vitamina D.

4 sinais de que você pode ter deficiência de vitamina D

A única maneira de se ter certeza que está com deficiência de Vitamina D é através dos exames sanguíneos. Porém, existem alguns sintomas que podem te indicar um possível déficit. Se você sentir alguns deles constantemente, procure um médico para um diagnóstico preciso.

  1. Você se sente triste constantemente

“Este sol lindo me deixa até feliz!”. Quem nunca disse, pensou ou ouviu uma frase como essa. E ela tem muito sentido. A exposição ao sol estimula a produção de serotonina, um hormônio que te causa a sensação de prazer. E de fato a deficiência de vitamina D pode deixar pessoas com até 11 vezes mais propensão a depressão.

Deficiência de vitamina D - 4 sinais de que você pode ter

Depressão também pode ser um sintoma de deficiência de Vitamina D

  1. Seus ossos doem

O que acontece é que a deficiência de vitamina D causa um defeito em colocar o cálcio dentro da matriz de colágeno dos ossos. Como resultado, você tem dores nos ossos.

  1. Sua cabeça está suando demais

Este é um sintoma clássico da falta de Vitamina D. Suar de mais a cabeça é um sintoma da irritação neuromuscular que causa esta ausência, muito comum em bebês recém nascidos.

  1. Problemas estomacais

A Vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, logo se você tem algum problema estomacal em absorver gorduras, possivelmente terá problemas também na absorção da vitamina.

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Condições como a doença de Crohn, doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celíaco e doença inflamatória do intestino são alguns exemplos de doenças que podem causar deficiências de vitamina D no corpo.

Como saber se eu tenho deficiência de vitamina D?

Para saber se você possui deficiência de vitamina D, você precisa realizar um teste. Ele determina exatamente qual é a concentração desta vitamina em seu sangue. Existem basicamente três maneiras de fazer o teste:

1. Pergunte ao seu médico pelo um teste de vitamina D.

Seja específico e peça um teste de D 25 (OH). Há um outro tipo de exame de sangue para a vitamina D, chamada de (OH) teste ₂D 1,25. Mas o (OH) D teste 25 é o único que vai dizer se você está recebendo quantidade suficiente de vitamina D. Se o seu seguro de saúde cobre um teste D 25 (OH), esta é uma boa maneira de trabalhar com o seu médico e pedir o exame.

2. Encomende um ensaio em casa.

Esta forma é muito comum nos Estados Unidos. Estes testes são feitos parte por você e parte pelo laboratório. Você mesmo faz a retirada do sangue, picando o seu dedo com uma agulha esterilizada e colocando uma gota de sangue em um papel específico tipo mata-borrão.

Então é só enviar o papel para um laboratório para ser testado. Trata-se de uma alternativa se você não quer ir ao seu médico apenas para um teste de vitamina D, ou se o seu seguro não cobre um teste. Sinceramente não tenho certeza se no Brasil é oferecido este tipo de serviço, assim como o próximo.

3. Peça um teste on-line

Pedir o exame on-line e fazer em um laboratório é mais uma alternativa para os Ameriacanos. Nos Estados Unidos, existem alguns sites que permitem que você vá direto para o laboratório de testes. São sites como o mymedlab.com, healthcheckusa.com e o privatemdlabs.com.

Você pode comprar um (OH) D teste de 25 de qualquer uma dessas empresas e ter o próprio teste feito no laboratório mais próximo. Esses testes são um pouco mais caros do que os testes em casa.

Todas as três maneiras de fazer o teste deve dar-lhe um resultado preciso. Porém, não tenho conhecimento de que a segunda e a terceira estão disponíveis no Brasil.

Por isso, visite seu médico e converse com ele sobre o teste.

Verifique seus níveis constantemente

A verificação constante dos níveis de Vitamina D é muito importante para sempre saber se você está dentro do nível saudável.

Já existem equipamentos que fazem esta análise em casa, mas mesmo assim a interpretação dos resultados é muito importante que seja feita por um médico.

Continue vendo em “Vitamina D – Quanto eu preciso para viver bem?” como obter esta vitamina e os níveis com que você deve trabalhar de concentração dela em seu organismo.

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Veja o report completo sobre a falta de vitamina D aqui.

Consultas:

  1. Conselho da Vitamina D
  2. Harvard Medical School
  3. Mercola
  4. Health

 Veja o report completo sobre a falta de vitamina D aqui.

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Para Você

As informações aqui fornecidas, não devem substituir o aconselhamento médico ou de qualquer outro profissional qualificado. Elas são de responsabilidade do seu autor e não se destinam a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. Procure sempre o aconselhamento de seu médico ou profissional da área de saúde para maiores esclarecimentos. Não interrompa o tratamento e/ou indicações médicas.

Fabiano Teodoro
CEO da Rais Saúde e da Connect HealthCare. Técnico em Alimentos pelo CEFET-PR (99), Engenheiro Eletricista pela UDESC-SC (2009), MBA em Gestão empresarial pela FGV (2013), Trainee e 5 anos de experiência com Gestão de Projetos e Pessoas pela indústria de linha branca (2009-2014). Curioso em programação, blogs e sistemas e tudo que envolva Startups (minha fase atual profissional). Atleta desde pequeno, apaixonado por basquete (já fui atleta semi-profissional na juventude), por academia e corrida (mas adoro esportes em geral) e música (toco meu violãozinho meia boca). Também gosto de ciência (de onde viemos e para onde vamos) e neurociência, meditação e sempre curioso sobre como deixar nossa máquina "corpo humano" mais afinada e obter a melhor performance para o nosso dia-a-dia.

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