Bastam 10 minutos de exercício ultraleve para cérebro ficar mais ‘inteligente’

Estudo mostra que mesmo uma caminhada lenta faz com que neurônios ligados à aprendizagem tenham função aprimorada

Dez minutos de exercícios leves — isso mesmo! Você sabia que esses dez minutos de caminhada leve são capazes de alterar imediatamente a maneira como algumas partes do nosso cérebro se comunicam e se coordenam e, com isso, melhorar a memória? Pois é! É o que afirma um novo estudo neurológico conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, e também da Universidade de Tsukuba, no Japão, e publicado recentemente na revista internacional PNAS.

De acordo com os dados resultantes da pesquisa, um exercício, mesmo que não seja prolongado ou intenso, é capaz de beneficiar o cérebro. E além disso, outra descoberta foi a de que os efeitos podem começar mais rapidamente do que imaginamos!

De acordo com os estudos relacionados a atividade física, pessoas que praticam exercícios físicos regularmente tendem a ter um hipocampo maior e mais saudável em comparação às pessoas que não possuem esse hábito, e isso, especialmente, à medida que envelhecem. Entretanto, a maior parte destes estudos envolvem exercícios moderados ou vigorosos, como correr ou caminhar com intensidade.

E essa é a grande descoberta desta pesquisa: evidências de que uma atividade física que quase não acelera o coração já traz benefícios ao cérebro!

A Pesquisa 

O estudo foi realizado com um grupo de 36 jovens universitários saudáveis, que tenderiam a já ter um cérebro que funcione bem. O mesmo teste foi realizado antes e depois da prática de atividade física. O teste consistiu na breve visualização de uma imagem como uma árvore, por exemplo, seguida por uma variedade de outras imagens, e posteriormente, uma nova imagem da mesma árvore. Então, eles tinham que pressionar botões para mostrar se achavam que cada imagem era nova ou igual a uma foto anterior.

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Esses testes de memória foram realizados dentro de uma máquina de ressonância magnética, que examinava os cérebros dos jovens enquanto eles respondiam às imagens. O teste é considerado difícil devido as imagens serem semelhantes umas às outras: requer um rápido e hábil embaralhamento nas memórias recentes para decidir se uma imagem é nova ou já conhecida.

Os jovens, após o primeiro teste, pedalaram em uma bicicleta ergométrica, de modo lento, por dez minutos. Deste modo, o exercício foi tão leve que aumentou a frequência cardíaca máxima de cada voluntário em somente cerca 30%. Para efeito de comparação, uma caminhada rápida deve aumentar a frequência cardíaca máxima em cerca de 50%.Após cada sessão de pedalada lenta, imediatamente, um teste de memória computadorizado era realizado com os participantes.

Ao comparar os resultados da forma como os cérebros dos estudantes funcionaram em cada momento (antes e após o exercício), os cientistas constataram que, depois do exercício, os jovens se mostraram melhores em lembrar imagens.

E o mais inesperado: seus cérebros realmente funcionaram de maneira diferente depois de terem pedalado: os exames de ressonância magnética mostraram que partes do hipocampo de cada aluno se iluminavam de maneira sincronizada com partes do cérebro associadas à aprendizagem, indicando que essas partes fisicamente separadas dentro do cérebro estavam mais conectadas após o exercício quanto comparados ao antes.

Ainda de acordo com o estudo, quanto maior a coordenação entre as partes díspares do cérebro, melhor se demonstrou o desempenho dos participantes no teste de memória.

“— Foi emocionante ver esses efeitos ocorrendo tão rapidamente e depois de um exercício tão leve” — afirmou o pesquisador Michael Yassa, diretor do Centro de Neurobiologia da Aprendizagem e da Memória da Universidade da Califórnia em Irvine e um dos autores principais do estudo.

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Com informações O GLOBO/New York Times

 

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