A Doença Celíaca, o mal do glúten

A doença celíaca foi por muito tempo considerada uma doença que afetava apenas algumas pessoas, mas o seu índice aumenta cada vez mais. Entenda o que é a doença, outras coisas que ela pode causar e como fazer o diagnóstico preciso para procurar o melhor tratamento

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A doença celíaca é uma doença que atinge várias pessoas e muitas vezes se manifesta já depois de algum tempo. Ela restringe os tipos de alimentos que a pessoa pode consumir e traz junto com isso várias consequências graves caso eles sejam consumidos.

Ela é uma doença antiga, com os primeiros relatos em 200 depois de cristo, mas foi descrita com maiores detalhes apenas em 1888 e somente em 1950 foram conectados os sintomas a ingestão de glúten.

Em 2002 foi criado o dia internacional da doença celíaca, que é comemorado no terceiro domingo de maio.

A doença celíaca afeta pessoas de todas as partes do mundo. Originalmente pensou-se que era síndrome infantil rara, porém a doença celíaca agora é conhecida por ser uma doença genética comum.

Mais de 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm a doença, e a chance de se ter a doença é cerca de 1 em 133 pessoas. Entre as pessoas que têm um parente de primeiro grau com a doença, um pai ou irmão, ou ainda um filho diagnosticado com a doença celíaca, a chance sobre para 1 em 22 pessoas.

Conheça mais sobre esta doença que, devido a vários cuidados que precisam ser tomados, pode mudar a vida de uma pessoa e de todos que estão à sua volta.

O que é a doença Celíaca?

A doença Celíaca é uma doença digestiva autoimune que afeta o intestino delgado e interfere na absorção de nutrientes dos alimentos. Seu resultado é um dano a parede do intestino delgado. Ela é também conhecida como psilose celíaca, psilose não tropical, e enteropatia sensível ao glúten.

Pessoas com a doença Celíaca têm intolerância ao Glúten. O Glúten é uma proteína encontrada em alimentos à base de trigo, centeio, aveia e cevada e no subproduto da cevada, que é o malte por exemplo.

O Glúten pode ser encontrado basicamente em alimentos, mas também está presente em medicamentos, vitaminas ou cosméticos como batons e protetores labiais.

A parte tóxica do glúten para o celíaco é chamada de prolamina, que corresponde a 50% da proteína do glúten que não se dissolve na água e que é solúvel no etanol. Ela recebe diferentes nomes dependendo do tipo de alimento em que se encontra:

. Trigo: Gliadina;

. Centeio: Secalina;

. Cevada: Hordeína;

. Aveia: Avenina.

O nosso Sistema Imunológico

O sistema imunológico é o organismo do nosso corpo especialmente desenvolvido para nos proteger de intrusos. Quando as pessoas que possuem esta doença comem alimentos com glúten, o sistema imunológico forma anticorpos ao glúten e então eles agem danificando ou destruindo as vilosidades do estômago, que são saliências semelhantes a cabelos que revestem o intestino delgado.

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A doença Celíaca atinge o intestino delgado, atrofiando as vilosidades intestinais e dificultando a absorção do glúten pelo organismo.

Normalmente as vilosidades são responsáveis pela absorção dos alimentos no intestino delgado, levando nutrientes como as proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais especialmente o cálcio, o ferro e o folato, para a corrente sanguínea.

Com as vilosidades tornando-se achatadas e danificadas pela doença, elas funcionam de forma precária, prejudicando a absorção dos nutrientes e levando a pessoa a se tornar desnutrida, não importa o quando de comida ela coma.

De fato a doença Celíaca possui dois fatores: o primeiro é que ela causa uma má absorção dos nutrientes dos alimentos e o segundo é uma reação não normal do sistema imunológico ao glúten.

Fatores relacionados ao desenvolvimento da Doença

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Esta é uma doença genética que pode se manifestar desde cedo e perpetuar pela família. Mas também ela pode se desenvolver depois de algum tempo com a frequente ingestão de glúten, ou depois de cirurgias, gravidez, infecção viral ou estresse extremo onde o sistema imunológico passa a funcionar diferente, podendo desencadear esta doença.

Outros 3 fatores podem estar relacionados com o desenvolvimento da doença:

  1. Tempo que a pessoa foi amamentada com leite materno;
  2. Idade que a pessoa começou a comer alimentos com glúten;
  3. Quantidade de alimentos com glúten que a pessoa ingere durante o dia;
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Alguns estudos têm demonstrado, por exemplo, que quanto mais tempo uma pessoa foi amamentada, mais tarde os sintomas da doença celíaca tendem a aparecer. Por isso, é muito importante a alimentação dos bebês e o cuidado principalmente em durante os seus 1000 primeiros dias.

Os sintomas também variar dependendo da idade da pessoa e do grau de dano para o intestino delgado. Muitos adultos têm a doença por uma década ou mais antes de serem diagnosticados. Quanto mais tempo uma pessoa leva para ser diagnosticada e tratada, maior a chance de desenvolver complicações a longo prazo pela doença.

Quais são os sintomas da doença Celíaca?

Os sintomas da doença Celíaca podem variar de pessoa para pessoa. Eles podem aparecer no sistema digestivo ou em outras partes do corpo, dificultado um pouco mais o diagnóstico da doença. O surgimento dos sintomas também independe da idade, podendo se manifestar assim que o glúten for inserido na dieta.

Sintomas do trato digestivo são mais comuns em crianças e adolescentes, sendo que nos adultos há maior probabilidade de que apareçam em outras partes do corpo.

Basicamente, os sintomas dividem-se em dois grupos principais, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil:

Sintomas Clássicos da Doença Celíaca:

. Diarreia Crônica (que pode durar até 30 dias);

. Inchaço abdominal e dor de barriga;

. Vômito;

. Prisão de ventre;

. Deficiência de Ferro (Anemia) sem explicação;

. Fezes pálidas, com mal cheiro extremo ou com muita gordura;

. Perda de apetite, desnutrição, emagrecimento ou pouco ganho de peso;

. Atraso no crescimento;

. Humor alterado (irritabilidade ou apatia);

Sintomas Atípicos da Doença Celíaca:

. Osteoporose: doença que causa a fraqueza dos ossos levando a lesões, devido ao fato de não conseguir absorver cálcio e vitamina D suficiente.

. Hipoplasia do esmalte dentário (manchas no dente);

. Dores ósseas, nas juntas ou inflamação nas juntas (artrite);

. Formigamento e dormência nas mãos e nos pés;

. Intestino preso;

. Ciclo menstrual irregular;

. Infertilidade e/ou abortos recorrentes;

. Problemas neurológicos como ataxia (anda como se fosse uma pessoa bêbada);

. Epilepsia, que pode estar associada com calcificação no cérebro;

. Neuropatia periférica;

. Doença muscular;

. Problemas psiquiátricos, como depressão, ansiedade, esquizofrenia e autismo;

. Aftas (úlceras na boca que se repetem frequentemente);

. Erupção cutânea com comichão (dermatite herpetiforme).

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Sintomas nas diferentes Fases da Vida

A má absorção de nutrientes durante os anos em que a nutrição é essencial para o crescimento e desenvolvimento normal de uma criança pode resultar em outros problemas, como déficit de crescimento e baixa estatura, puberdade atrasada e defeitos do esmalte dentário dos dentes permanentes.

A Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil apresenta algumas informações sobre os sintomas em diferentes fases da vida. O primeiro caso que é apresentado por lá é de uma criança com sintomas clássicos:

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Evolução da Doença Celíaca em crianças -Fonte: Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil

  • Criança com 4 anos e 2 meses: manifestação clássica da doença: diarreia crônica, distensão abdominal, perda de peso, atrofia da musculatura glútea, apatia, desnutrição.
  • 2 meses após dieta isenta de glúten: recuperação do peso e desaparecimentos dos demais sintomas.
  • Aos 12 anos com manutenção da dieta isenta de glúten: recuperação total, sem sintomas.

Outro caso é da manifestação da doença já na fase adulta e como ela pode impactar não somente na saúde mas também na estética e qualidade de vida ou desempenho profissional da pessoa, se não for tratada adequadamente:

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Evolução da doença Celíaca já na fase adulta – Fonte: Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil

  • Setembro de 1995, antes da manifestação da doença: membros superiores, inferiores e glúteos com pouca massa (gordura e músculos), anemia constante, queda dos cabelos que estavam secos e quebradiços, 32 quilos, taxa de albumina quase zero, queda excessiva de cabelos, alimentação parenteral e diarreia frequente (18 vezes ao dia);
  • Setembro de 1996: pesando 40 quilos, com diarreia frequente (8 vezes ao dia) e crises de vômito.
  • Dezembro de 1996: pesando 32 quilos, taxa de albumina quase zero, queda excessiva de cabelos, alimentação parenteral e diarreia frequente (18 vezes ao dia).
  • Abril de 1997: 4 meses de tratamento, troca dos cabelos (mais espessos e firmes) e ganhando peso.
  • Recuperação total (sem sintomas)
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Existe um Grupo de Risco para a doença Celíaca

Pessoas com a doença celíaca podem não ter sintomas, mas podem desenvolver complicações da doença ao longo do tempo. As complicações a longo prazo incluem a desnutrição, o que pode levar à anemia, osteoporose e aborto, entre outras doenças como problemas hepáticos e câncer do intestino.

Por isso é muito importante que o diagnóstico seja feito de forma adequada para se prevenir maiores complicações.

Existe um grupo de pessoas que possuem uma maior probabilidade de ter a doença. Se você está inserido neste grupo, vale muito a pena uma consulta com seu médico para avaliar a possibilidade de você ter ou desenvolver a doença.

Se você ou pessoas próximas possuem estas características, você está dentro do grupo de risco para desenvolver a doença:

. Você possui familiares de primeiro grau celíacos;

. Possui síndromes como a de Down, síndrome de Turner, doença de Williams;

. Possui doenças auto-imunes como diabetes insulino-dependente, tireoidite auto-imune, alopecia areata, deficiência seletiva de IgA, síndrome de Sjögren, colestase autoimune, miocardite auto-imune.

Outros problemas de saúde que a doença Celíaca pode se associar

Pessoas que possuem a doença Celíaca tendem a ter outros problemas de saúde. Assim como nesta doença, o sistema imunológico também ataca células sadias dos órgão e tecidos do corpo. A ligação entre ela e estas doenças pode estar em nível genético.

. Diabetes tipo 1;

. Doença autoimune da tiroide;

. Doença hepática auto-imune;

. Artrite reumatoide;

. Doença de Addison, uma condição em que as glândulas que produzem hormônios críticos são danificadas;

. Síndrome Sjogren ou síndrome de gren, uma condição na qual as glândulas que produzem lágrimas e saliva são destruídos;

. Câncer no intestino (muito raro).

A diabetes e a Doença Celítica

Como a Doença Celíaca é uma doença que se manifesta em pessoas com predisposição genética, a Diabetes Mellitus insulino dependente também pode aparecer nestes casos, tornando a associação entre as duas doenças bem frequente. Geralmente a diabetes aparece antes, mas o contrário também pode acontecer em casos mais raros. Neste caso a dieta precisa ser específica para as duas doenças, isenta de glúten e com controle de carboidratos.

A Dermatite Herpetiforme

É um tipo doença Celíaca que ataca a pele, gerando bolhas que coçam muito. Ela afeta de 15 a 25 por cento das pessoas com doença DC. A erupção ocorre geralmente nos cotovelos, joelhos e nádegas. A maioria das pessoas com DH não têm sintomas dos problemas digestivos da DC. Uma vez detectada, a pessoa passará por uma medicação específica além da dieta com ausência de glúten.

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Formas de apresentação da DH – Fonte: Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil

A intolerância a lactose

Algumas pessoas não produzem em quantidade suficiente uma enzima chamada lactase, que é responsável pela digestão ou quebra de um açúcar do leite, a lactose.

Esta enzima é produzida na vilosidade do intestino delgado e como o celíaco apresenta esta parte do intestino atrofiada, a doença pode também se desenvolver.

Desta forma o celíaco com intolerância a lactose, além de uma dieta sem glúten precisa ainda evitar produtos derivados do leite como queijos e iogurtes. Os sintomas apresentados podem ser diarreia, dor de barriga, excesso de gases e vômito.

A maioria dos celíacos não apresenta esta doença.

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Como diagnosticar a DC

A doença celíaca pode ser muito difícil de reconhecer, justamente pelo fato de ter sintomas muito semelhantes aos de outras doenças. Ela pode ser confundida com a síndrome do intestino irritável, anemia por deficiência de ferro causada por perda de sangue menstrual, doença inflamatória intestinal, diverticulite, infecções intestinais e síndrome da fadiga crônica.

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Como resultado, a doença celíaca tem sido subdiagnosticada ou mal diagnosticada. Como os médicos estão se tornando mais conscientes dos sintomas variados da doença e também com exames de sangue confiáveis cada vez mais acessíveis, a taxa de diagnóstico preciso está aumentando.

É muito importante que o diagnóstico seja preciso para que o tratamento seja adequado e tenha efeito. Existem algumas formas de se diagnosticar a doença:

Exames de sangue

As pessoas com doença celíaca têm níveis acima do normal de certos auto-anticorpos em seu sangue – proteínas que reagem contra células ou tecidos do próprio corpo.

Para diagnosticar a doença celíaca, os médicos terão que testar o sangue, ou seja, realizar a sorologia para a doença celíaca, para verificar os níveis destes anticorpos.

A verificação pode basear-se nos níveis do anticorpo antigliadina da classe IgA e IgG, ou anticorpo antiendomísio da classe IgA ou anticorpo antitransglutaminase tissular recombinante humana da classe IgA.

Os dois últimos anticorpos são mais precisos para detectar a DC. Como a técnica para realizar o teste do anticorpo antiendomísio é mais difícil e requer experiência para interpretar o exame, prefere-se realizar o exame antitransglutaminase tissular recombinante humana da classe IgA.

Se os resultados dos testes forem negativos, mas a doença celíaca ainda é suspeita, podem ser necessários exames de sangue adicionais. Elevados níveis destes anticorpos indicam uma probabilidade à doença, então a biópsia do intestino delgado é realizada.

Antes de ser testada, deve-se continuar a comer uma dieta que inclui alimentos com glúten, como pães e massas. Se uma pessoa para de comer alimentos com glúten antes de ser testada, os resultados podem ser negativos para a doença celíaca, mesmo que a doença esteja presente.

Biópsia Intestinal

Se os testes de sangue e sintomas sugerem doença celíaca, uma biópsia do intestino delgado é realizada para confirmar o diagnóstico. Durante a biópsia, o médico remove pequenos pedaços de tecido do intestino delgado para verificar se há danos às vilosidades.

Para obter a amostra de tecido, o médico utiliza um tubo longo e fino chamado endoscópio, o qual é introduzido através da boca do paciente, passando pelo estômago até o intestino delgado. O médico, então, toma as amostras utilizando instrumentos que passam pelo endoscópio.

Atualmente este procedimento é absolutamente necessário para a confirmação da doença.

Dermatite Herpetiforme (DH)

A DH é diagnosticada através de exames de sangue e uma biópsia da pele. Se os testes de anticorpos são positivos e a biópsia de pele encontrar substâncias típicas da DH, os pacientes não precisam fazer uma biópsia intestinal.

Tanto a doença de pele quanto a doença intestinal irão responder a uma dieta livre de glúten podem retornar caso o glúten seja adicionado novamente na dieta.

Os sintomas da erupção cutânea podem ser controlados com antibióticos, tais como a dapsona. Como a dapsona não tratar a doença intestinal, as pessoas com DH devem manter uma dieta livre de glúten.

Triagem

A triagem para a doença celíaca significa testar a presença de auto-anticorpos no sangue em pessoas sem sintomas. As pessoas não são examinadas rotineiramente para a doença celíaca.

No entanto, pelo fato da doença celíaca ser hereditária, membros da família de uma pessoa com a doença podem desejar ser testados. Quatro a 12 por cento dos parentes de primeiro grau de uma pessoa afetada também terão a doença.

Se você de alguma forma se inclui no grupo de risco, também deve ser testado.

Outros testes

Talvez seu médico possa também testas outros fatores como a quantidade de ferro no sangue, uma vez que a doença bloqueia a absorção de ferro e isso é pedido no seu exame de sangue.

Outra alternativa é pedir um exame de fezes para detectar gordura, pelo fato de que a doença celítica não deixa o organismo absorver gordura e esta é expelida pelas fezes.

Continue acompanhando aqui para entender um pouco mais de como tratar e conviver bem com a doença. Além de dicas de dietas e cuidados que devem ser tomados para prevenir o aparecimento dos sintomas.

Consultas:

  1. US National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases
  2. Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil
  3. WebMD

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