Álcool e tabaco na adolescência: malefícios para a saúde do coração dos jovens | Rebric

Texto da Rede Brasileira de Insuficiência Cardíaca - Rebric alerta: Apesar das inúmeras campanhas contra o tabagismo, muitas pessoas ainda são escravas desse vício que tantos malefícios traz à saúde. O álcool e tabaco na adolescência vem se tornando um sério problema.

10/04/2019

Álcool e Tabagismo na adolescência, por mais que sejam proibidos, são bem comuns – e um perigo para a saúde de crianças entre 13 e 17 anos. Os excessos durante essa fase podem desencadear uma diminuição de até 10 anos na expectativa de vida. Por isso, é essencial estar sempre atento a todos os malefícios, efeitos e tratamentos disponíveis associados a esses hábitos.

Apesar das inúmeras campanhas contra o tabagismo, muitas pessoas ainda são escravas desse vício que tantos malefícios traz à saúde. O álcool e tabaco na adolescência vem se tornando um sério problema.

Ou seja, os adolescentes, infelizmente, não estão fora das estatísticas. Com relação ao tabaco, apesar de existir uma lei que proíbe a venda de cigarros para menores, ela não é respeitada. Assim, jovens entre 13 e 17 anos, os compram com muita facilidade.

O consumo regular de álcool, por sua vez, pode transformar-se também em vício. Quando consumido em excesso, traz também inúmeros prejuízos à saúde, inclusive do coração.

Assim como o cigarro, a bebida alcoólica é consumida por pessoas de todas as idades e o problema maior é quando não se sabe o limite de consumo. E o problema é ainda maior se o consumo de álcool e tabaco começarem a adolescência.

Uma pesquisa com adolescentes britânicos mostrou maior rigidez nas artérias do coração dos jovens que fumavam e bebiam. Felizmente, o estudo também demonstrou que os danos podem ser revertidos se o consumo for cessado antes da pessoa entrar na fase adulta.

Neste post, você vai conhecer os malefícios dos dois vícios mais comuns: álcool e tabaco na adolescência. Veremos o que eles podem desencadear na sua saúde e o que fazer para excluí-los de sua vida. Continue sua leitura e confira!

Este é um texto de autoria da Rebric – Rede Brasileira de Insuficiência Cardíaca

Quais os malefícios do tabaco?

Ninguém mais tem dúvidas sobre os males que o cigarro provoca. Na realidade, o fumante vive cerca de 10 anos a menos do que um não-fumante, isso já seria um motivo suficiente para que ele deixasse de fumar, não é mesmo?

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Mas o vício é mais forte do que qualquer influência ou impulso para parar e muitos permanecem fumantes durante a vida inteira.

Ao fumar, são introduzidas algumas substâncias no organismo que causam danos imediatos e cumulativos à saúde, o que eleva significativamente os riscos de desenvolvimento de várias doenças.

E vale lembrar que quanto mais cedo o indivíduo fizer uso do tabaco, maiores serão as chances de se tornar um fumante regular.

Sendo assim, conheça os males que o cigarro traz para a vida dos fumantes. Confira:

Malefícios do cigarro para a saúde em geral

  • provocam o aumento da produção de radicais livres que lesionam as células;
  • provoca Irritação e inflamação de olhos, garganta e vias aéreas;
  • reduz a liberação de oxigênio para os tecidos;
  • aumenta a acidez do estômago.

Malefícios do cigarro para o coração e para as veias

  • provoca lesão da camada celular interna dos vasos sanguíneos (endotélio);
  • provoca a vasoconstrição e a redução do fluxo de sangue nos tecidos;
  • reduz o colesterol bom (HDL);
  • acelera a aterosclerose.

Efeitos do cigarro no aumento da pressão arterial e infarto

As substâncias nocivas presentes no cigarro agridem o endotélio, que é a parede de células que protege os vasos sanguíneos. Consequentemente, essa ação interfere na produção de óxido nítrico.

Com isso, as paredes das artérias se tornam mais suscetíveis ao acúmulo de gordura, condição propícia para o aumento da pressão arterial e o surgimento do infarto.

Efeitos do cigarro na insuficiência cardíaca

O hábito de fumar afeta também o mecanismo do órgão de contrair e relaxar — resultando na dificuldade da circulação sanguínea, podendo evoluir para uma insuficiência cardíaca.

Efeitos do cigarro em doenças cardíacas em estágio inicial

Entre os principais fatores de risco para doenças do coração, o tabagismo é visto como o pior e o que está mais associado às enfermidades cardiovasculares em fases iniciais.

Reduzir o número de cigarros diminui os riscos?

A única forma de evitar que as substâncias nocivas do cigarro, como o alcatrão e a nicotina, ajam prejudicando as funções cardíacas e respiratórias é parar de fumar.

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Assim, de nada adianta diminuir o número de cigarros por dia, ou mesmo optar por uma marca com baixos teores, pois esses agentes maléficos à saúde vão agir e causar danos ao organismo.

Quais os malefícios do álcool em excesso à saúde?

Beber é um ato social e, dessa forma, esse hábito foi se inserindo na sociedade e estimulando muitas pessoas a beberem. Sendo assim, a maioria das pessoas que bebe, exagera nas doses.

De acordo com os especialistas, o vinho pode ser degustado até o máximo de 2 ½ taças para os homens e 1 ½ taça para as mulheres por dia. Já com relação à cerveja, a recomendação é não ultrapassar o limite das duas latas para os homens e 1 lata para as mulheres. Nós sabemos que esses limites não são comuns, concorda?

Malefícios do álcool para o coração e para as veias

O consumo excessivo de álcool pode comprometer as funções cardíacas, visto que se trata de uma substância cardiotóxica. O uso frequente de doses moderadas a altas de álcool pode, a longo prazo, lesionar o músculo cardíaco e provocar insuficiência cardíaca.

Além de poder comprometer o funcionamento cardíaco, o consumo de bebida alcoólica pode provocar uma série de efeitos incômodos a curto e médio prazo, como:

  • envelhecimento precoce;
  • problemas estomacais;
  • ressaca frequentes;
  • má aparência;
  • cansaço;

A longo prazo, o álcool está associado a algumas doenças, como:

  • AVC (acidente vascular cerebral);
  • câncer de mama;
  • cirrose hepática;
  • câncer oral;

O uso do álcool em média e grande quantidade pode ser uma das causas desencadeantes de insuficiência cardíaca que chamamos de “Miocardiopatia alcoolica”, quando o músculo do coração se enfraquece e dilata nas pessoas que fazem uso regular e em grande quantidade do álcool.

Como é o tratamento para dependência do cigarro?

Alguns tratamentos que visam acabar com o vício de fumar são a base de medicamentos junto com a força de vontade do fumante. Outros, porém, são até mais bem sucedidos, pois incluem, além da associação de medicamentos, o aconselhamento individual ou em grupo. As terapias podem ajudar muito nesse processo.

Os medicamentos mais usados na ajuda ao fumante são reposição de nicotina (adesivo, chiclete ou pastilha), entre outros medicamentos. No entanto, não são todos os fumantes que podem fazer uso desses medicamentos.

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Por conta disso, é essencial passar por uma avaliação psicológica, cardíaca e pulmonar antes de começar qualquer tratamento com medicamentos.

A atividade física é uma poderosa aliada de quem deseja largar o cigarro, pois pode significar o começo da busca por hábitos saudáveis de vida.

Como é o tratamento da dependência alcoólica?

Da mesma forma que ocorre com quem deseja parar de fumar, deixar de beber também requer a combinação de medicamentos e um suporte psicológico — muitas vezes com internação.

O tratamento deve atender às necessidades de cada paciente, algumas pessoas preferem se reunir com grupos na terapia para discutirem suas maiores dificuldades, outros preferem uma conversa mais reservada.

No caso de alcoolismo em jovens, quanto antes o tratamento for iniciado, mais fácil será eliminar o vício.

Todos que bebem são dependentes do álcool?

Muitos bebem por simples prazer e não são considerados dependentes da bebida alcoólica, apenas bebem com frequência porque gostam e fizeram disso um hábito. No entanto, da mesma forma que ocorre com os dependentes, a bebida para essas pessoas faz mal à saúde e, principalmente, a alguns órgãos como fígado e coração.

Como você pôde conferir neste post, álcool e tabaco na adolescência, ou em qualquer fase da vida, são dois hábitos que só trazem prejuízos à saúde. Lembre-se que parar depende apenas de sua vontade, então, não pense duas vezes, exclua-os de sua vida. Se você já é dependente, investir em tratamentos é uma excelente opção que em muitos casos surte efeitos bastante positivos.

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