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Vídeo: Moro explicou a volta ao campo Bolsonaro. O que as urnas disseram
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Vídeo · Política

Moro explicou a volta ao campo Bolsonaro. O que as urnas disseram

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Sergio Moro foi eleito governador do Paraná em 4 de outubro, no primeiro turno, com 3.127.911 votos (50,10% dos válidos), pela coligação de PL, Podemos e Novo, segundo o TSE. A vitória responde, em parte, à pergunta mais incômoda da pré-campanha: como voltar ao campo político de Jair Bolsonaro depois de deixar o governo dele com críticas? O tema foi analisado em 28 de abril pelo canal Código República, a partir de uma entrevista de Moro.

A aposta de abril

Na entrevista, Moro defendeu que a prioridade seria enfrentar o PT. Isso, disse, justificaria uma frente ampla. A estratégia tinha duas frentes: no plano nacional, falava ao eleitor antipetista; no estadual, tratava de saúde, serviços digitais e gestão. Ele também rejeitava a ideia de que o partido estivesse rachado e dizia que a "debandada" teria sido para dentro, citando nomes como Filipe Barros e Deltan Dallagnol. O dilema do eleitor, resumido pelo vídeo: pragmatismo ou contradição?

O que a urna respondeu

Sandro Alex (PSD) teve 25,37% e Requião Filho (PDT), 23,47%, segundo o TSE. Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos senadores. Na Assembleia Legislativa, o PL passou de 5 para 14 deputados estaduais, empatado com o PSD como maior bancada, informou a própria Assembleia.

Há uma ressalva. Flávio Bolsonaro teve 59,91% no Paraná na disputa presidencial, quase dez pontos acima de Moro, segundo o TSE. Os números vêm de eleições diferentes e não permitem medir quanto a aliança ajudou ou atrapalhou. Mostram só que o estado votou majoritariamente no campo que Moro escolheu. E que ele venceu sem segundo turno.

O que muda agora

A pergunta sobre coerência perdeu força eleitoral. Ganhou outra forma: governar com uma base ampla significa dividir cargos e prioridades com aliados que também cobrarão resultado. Moro assume em janeiro de 2027. No plano nacional, a aliança que ele defendeu volta a ser testada em 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro (47,03% no primeiro turno) enfrenta Lula (45,16%), segundo o TSE.

Nos primeiros meses de governo, as promessas de saúde e serviços digitais poderão ser avaliadas pela transformação em prazo, orçamento e metas públicas.

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