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Vídeo: Repatriar 23 milhões: a frase de Renan Santos após as urnas
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Vídeo · Política

Repatriar 23 milhões: a frase de Renan Santos após as urnas

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Renan Santos (Missão) ficou em quarto lugar no 1º turno de 4 de outubro, com 2,24% dos votos válidos, ou 2.675.887 votos, segundo o TSE. Em abril, numa entrevista que circulou muito, ele havia dito que o país precisaria "repatriar" 23 milhões de brasileiros. A expressão não se referia a passaporte: falava de pessoas que vivem dentro das fronteiras e estão fora da vida formal, sem carteira assinada, sem documento em dia, sem escola que funcione, sem o Estado por perto.

O que a frase tentava juntar

O vídeo do canal analisa a frase e o projeto de país por trás dela. Segundo a análise do canal Código República, a força do trecho era costurar temas que o debate costuma tratar separados: segurança pública, favela e periferia, trabalho formal, educação e reconstrução do Estado. Na leitura do canal, "repatriar" funcionava como síntese de um projeto de reintegração nacional, com uma tese única: o problema é o pacto que deveria incluir todos e não inclui.

O que as urnas mostraram

Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos válidos (56.104.503 votos) e Lula (PT), 45,16% (53.879.538). Augusto Cury (Avante) somou 2,89% e Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%, de acordo com a apuração do TSE reportada pela CartaCapital (5/10). Não foi pouco: quase 2,7 milhões de pessoas votaram em Renan. Ele próprio classificou o resultado como "muito ruim". A abstenção foi de 21,08%, a maior desde 1998, segundo a Gazeta do Povo, ou 33.469.244 eleitores que não foram votar. Os votos em branco somaram 1,84% e os nulos, 2,93%. O tema da frase sobrevive. O candidato que a lançou, não.

O que está em jogo agora

O 2º turno, em 25 de outubro, será entre Flávio Bolsonaro e Lula. Renan descartou apoiar qualquer um dos dois e não deu orientação formal aos eleitores, segundo a Agência Brasil e o InfoMoney. Os temas da frase seguem na pauta da disputa: emprego formal, escola, segurança e presença do Estado na periferia. Os planos de governo dos finalistas dirão que metas e prazos cada um propõe para quem hoje vive à margem do trabalho formal e da escola. Quem vencer terá de apresentar números e datas.

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