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Artigo · Política · 2 min de leitura

Brasil é o 107º no índice de percepção da corrupção

RaiRaisLife13 de outubro de 2026
Imagem ilustrativa: Mãos com uma lupa sobre uma tabela de ranking, ao lado de uma balança e um globo

O Brasil ocupa a 107ª posição entre 182 países no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, da Transparência Internacional, divulgado em 10 de fevereiro de 2026. O número voltou ao debate eleitoral a poucos dias do segundo turno, em 25 de outubro. Em abril, o título de um vídeo do canal Código República atribuía a Sergio Moro a ideia de que o período pós-Lava Jato teria aberto espaço para a volta da "roubalheira". Moro foi eleito governador do Paraná no primeiro turno.

35 pontos e o 107º lugar

Segundo a Transparência Internacional Brasil, o país somou 35 pontos em 2025, numa escala de 0 a 100. Em 2024, a nota foi 34, também na 107ª posição. A organização chama de estagnação a alta de um ponto, por ser estatisticamente insignificante. O Brasil está abaixo da média mundial e da média das Américas, ambas de 42 pontos, e a nota de 2024 foi a pior da série. A melhor foi 43, em 2012 e 2014.

O que o índice mede

O IPC não conta casos nem denúncias. Ele resume a percepção de especialistas e executivos sobre o setor público a partir de várias pesquisas. Percepção não é prova de fato, e a nota sozinha não aponta quem fez o quê, nem em qual governo. Serve como termômetro de confiança nas instituições.

O relatório que acompanha o índice cita como pontos de atenção em 2025 as fraudes no INSS, a operação Carbono Oculto, o caso do Banco Master e o avanço das emendas parlamentares. São temas sob investigação ou em debate, e ninguém citado neles deve ser tratado como culpado antes de decisão da Justiça.

O balanço dos acordos de leniência

Segundo balanço de dezembro de 2025 publicado pela Conjur, os acordos de leniência firmados por CGU e AGU somam 34 desde 2017, com mais de R$ 20 bilhões pactuados e cerca de R$ 10 bilhões já pagos. Em 2025, três deles foram detalhados na reportagem: Trafigura (R$ 435,4 milhões), Seatrium e estaleiros Jurong (R$ 728,3 milhões) e Minerva (R$ 22,04 milhões). Segundo a Conjur, a revisão dos acordos da Lava Jato estava com o julgamento suspenso no STF por pedido de vista.

Dinheiro recuperado e percepção que não melhora existem ao mesmo tempo. Os números sozinhos não decidem se o pós-Lava Jato "devolveu" a corrupção, como sugere o título do vídeo.

O que cobrar dos candidatos

Quem promete combater a corrupção costuma apontar o problema. Mais útil é saber qual mecanismo o candidato propõe: que contratos serão publicados, que órgão de controle ganha ou perde força, que prazo aceita para ser cobrado e que indicador, daqui a um ano, mostraria que a promessa foi cumprida.

Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial; não retrata pessoas reais.

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