Bolsonaro em casa: o que Moro disse e o que mudou até o 2º turno

Em 24 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou Jair Bolsonaro a deixar o 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, e cumprir a pena em casa, segundo a Agência Brasil. Ele estava internado com broncopneumonia desde o dia 13. A medida foi excepcional. Teve motivo de saúde e prazo inicial de 90 dias. O tema chegou ao 2º turno sete meses depois, em plena disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula.
O que Moro disse
Sergio Moro, hoje governador eleito do Paraná, comentou o caso em 22 de novembro de 2025, quando a defesa pedia a domiciliar humanitária. Em publicação no X, escreveu que Bolsonaro "tem sequelas decorrentes da facada" e que "não há motivos para tirá-lo da prisão domiciliar", segundo O Antagonista.
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, criticou o prazo temporário de 90 dias e o classificou de contraditório, informou a Gazeta do Povo.
Onde está o caso
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses imposta pelo STF na trama golpista, segundo a Agência Brasil. Em 3 de julho, Moraes manteve a domiciliar depois de a defesa relatar novas crises de soluço e de a Procuradoria-Geral da República não se opor, conforme o Correio Braziliense. As regras seguem: tornozeleira, sem celular, visitas só de pessoas autorizadas.
Como o tema chegou ao 2º turno
Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos no 1º turno, contra 45,16% de Lula (PT), segundo o TSE. Durante a campanha, ele disse que buscaria primeiro uma anistia ao pai e, sem votos no Congresso, recorreria ao indulto, conforme o InfoMoney. Ainda segundo o InfoMoney, a anistia exige votação na Câmara e no Senado, e o STF já anulou, em 2023, um indulto individual por desvio de finalidade.
Lula defende manter a punição dos responsáveis pelo 8 de janeiro e por atos antidemocráticos, segundo reportagem da BBC publicada pelo jornal O Povo em 13 de outubro.
Domiciliar e perdão
A domiciliar é decisão de um ministro do STF, com base em laudos médicos. Pode ser renovada. A anistia depende de aprovação no Congresso, e o indulto, de decreto presidencial sujeito a contestação no Supremo. O 2º turno é no dia 25.
Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial; não retrata pessoas reais.
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