Trama golpista: a linha do tempo do julgamento de Bolsonaro

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, fixada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em 11 de setembro de 2025. O caso voltou à campanha do 2º turno, em 25 de outubro, porque Flávio Bolsonaro (PL), filho do condenado, disputa a Presidência contra Lula (PT). No 1º turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o TSE. As etapas, uma a uma.
Da denúncia ao veredito
Em 25 e 26 de março de 2025, a Primeira Turma recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República, e Bolsonaro, com outros sete acusados do chamado núcleo crucial, virou réu. O julgamento de mérito começou em 2 de setembro de 2025. Em 11 de setembro, por 4 votos a 1, o colegiado condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. O relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Fux votou pela absolvição.
A pena fixada foi de 27 anos e 3 meses: 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime inicial fechado. Segundo a Agência Brasil, foi a primeira vez que um ex-presidente foi condenado por esse crime no país.
Do recurso à prisão
Em novembro de 2025, a Turma rejeitou os embargos de declaração das defesas, de acordo com a Agência Brasil. Bolsonaro estava preso preventivamente desde 22 de novembro, depois de violar a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar, segundo a CNN Brasil. Em 25 de novembro, Moraes declarou o trânsito em julgado e determinou o início do cumprimento da pena, conforme o Conjur e o Migalhas. A Primeira Turma referendou a decisão por unanimidade, de acordo com o Congresso em Foco. Moraes também comunicou ao TSE a inelegibilidade decorrente da condenação.
O que mudou até o 2º turno
Houve mudanças. Em 15 de janeiro, Bolsonaro foi transferido da Polícia Federal para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, a Papudinha. A defesa pediu revisão criminal, segundo o STF. A prisão domiciliar por motivo de saúde, concedida em março, já tem post próprio no RaisLife.
O debate na campanha
Cada etapa do processo foi decidida por colegiado ou por ministro relator, com recursos julgados. Em abril, o canal Código República divulgou um recorte em que Sergio Moro, hoje governador eleito do Paraná, comentava a prisão de Bolsonaro. Se a prisão veio no tempo certo é questão de opinião. As datas acima são o registro dos autos.
Para o eleitor, uma distinção ajuda a ler o debate: promessas de anistia ou indulto mudam o resultado do julgamento, enquanto críticas ao rito discutem como o processo foi conduzido.
Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial; não retrata pessoas reais.
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