Rais LifeVida | Saúde | Negócios
☰
Artigo · Política · 2 min de leitura

Trama golpista: a linha do tempo do julgamento de Bolsonaro

RaiRaisLife13 de outubro de 2026
Imagem ilustrativa: Martelo de juiz sobre uma mesa com pastas de processos e uma linha do tempo na parede

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, fixada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em 11 de setembro de 2025. O caso voltou à campanha do 2º turno, em 25 de outubro, porque Flávio Bolsonaro (PL), filho do condenado, disputa a Presidência contra Lula (PT). No 1º turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o TSE. As etapas, uma a uma.

Da denúncia ao veredito

Em 25 e 26 de março de 2025, a Primeira Turma recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República, e Bolsonaro, com outros sete acusados do chamado núcleo crucial, virou réu. O julgamento de mérito começou em 2 de setembro de 2025. Em 11 de setembro, por 4 votos a 1, o colegiado condenou o ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. O relator, Alexandre de Moraes, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Fux votou pela absolvição.

A pena fixada foi de 27 anos e 3 meses: 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime inicial fechado. Segundo a Agência Brasil, foi a primeira vez que um ex-presidente foi condenado por esse crime no país.

Do recurso à prisão

Em novembro de 2025, a Turma rejeitou os embargos de declaração das defesas, de acordo com a Agência Brasil. Bolsonaro estava preso preventivamente desde 22 de novembro, depois de violar a tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar, segundo a CNN Brasil. Em 25 de novembro, Moraes declarou o trânsito em julgado e determinou o início do cumprimento da pena, conforme o Conjur e o Migalhas. A Primeira Turma referendou a decisão por unanimidade, de acordo com o Congresso em Foco. Moraes também comunicou ao TSE a inelegibilidade decorrente da condenação.

O que mudou até o 2º turno

Houve mudanças. Em 15 de janeiro, Bolsonaro foi transferido da Polícia Federal para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, a Papudinha. A defesa pediu revisão criminal, segundo o STF. A prisão domiciliar por motivo de saúde, concedida em março, já tem post próprio no RaisLife.

O debate na campanha

Cada etapa do processo foi decidida por colegiado ou por ministro relator, com recursos julgados. Em abril, o canal Código República divulgou um recorte em que Sergio Moro, hoje governador eleito do Paraná, comentava a prisão de Bolsonaro. Se a prisão veio no tempo certo é questão de opinião. As datas acima são o registro dos autos.

Para o eleitor, uma distinção ajuda a ler o debate: promessas de anistia ou indulto mudam o resultado do julgamento, enquanto críticas ao rito discutem como o processo foi conduzido.

Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial; não retrata pessoas reais.

Compartilhar:WhatsAppFacebook

Comentários

Participe da conversa: conte o que achou ou deixe sua pergunta.

Os comentários passam por revisão antes de aparecer.

Leia também

Imagem ilustrativa: Casa de bairro ao entardecer, com uma janela iluminada e uma silhueta atrás da cortina
Artigo · Política

Bolsonaro em casa: o que Moro disse e o que mudou até o 2º turno

Em 24 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou Jair Bolsonaro a deixar o 19º Batalhão da…

Moro, a domiciliar de Bolsonaro e o STF
Artigo · Código República

Moro, a domiciliar de Bolsonaro e o STF

Ao lançar sua pré-candidatura ao governo do Paraná, em 24 de março de 2026, o senador Sergio Moro (PL-PR) disse esperar que…

Sua privacidade, suas escolhas

O RaisLife usa cookies de estatística e de anúncios do Google para se manter gratuito. Você pode recusar ou escolher o que permite, a qualquer momento. Política de Privacidade