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Artigo · Notícias · 3 min de leitura

Atentado contra Bolsonaro em 2018: o que se sabe

RaiRaisLife8 de setembro de 2018 · atualizado em 3 de outubro de 2026
Atentado contra Bolsonaro em 2018: o que se sabe

No dia 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, à época no PSL, levou uma facada no abdômen. O autor, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso no mesmo dia e confessou o crime, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais.

Este texto foi publicado originalmente dois dias depois do ataque, quando o candidato ainda estava internado em São Paulo. A Rai revisou a história com o que a investigação e a Justiça concluíram desde então, sempre com base nas reportagens citadas no fim.

O que aconteceu naquele dia

Segundo a equipe médica ouvida pelo g1 no dia do ataque, a faca provocou três lesões no intestino delgado e feriu uma veia do abdômen, o que causou forte sangramento. Bolsonaro foi operado na Santa Casa de Juiz de Fora e, em 7 de setembro, transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Ele recebeu alta em 29 de setembro de 2018, depois de 23 dias internado, e passou a maior parte da campanha longe das ruas.

Quem é o autor

Adélio Bispo, então com 40 anos, disse que o ataque foi "a mando de Deus", de acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Civil mineira. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, citado pelo g1, ele foi filiado ao PSOL entre maio de 2007 e dezembro de 2014. Na época do atentado, a Executiva Nacional do partido divulgou nota repudiando o crime.

O que a Justiça decidiu

Em 14 de junho de 2019, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, considerou Adélio inimputável, ou seja, sem condição de ser punido por ter doença mental. Ele aplicou a chamada absolvição imprópria e converteu a prisão preventiva em internação por tempo indeterminado. Adélio ficou na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

Houve mandante?

A Polícia Federal concluiu em 2018 que Adélio agiu sozinho no momento do crime e, em maio de 2020, num segundo inquérito, que não houve mandante. Em junho de 2024, segundo o g1, a PF reiterou que ele foi o único responsável pelo ataque e pediu o arquivamento do inquérito.

O ataque e a eleição

Bolsonaro venceu o segundo turno, em 28 de outubro de 2018, com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% de Fernando Haddad (PT), de acordo com a apuração completa publicada pelo g1. A reportagem registrou que ele fez campanha distante das ruas na maior parte do tempo, por causa do atentado.

As consequências médicas continuaram. Em julho de 2021, já presidente, ele foi internado em São Paulo com obstrução intestinal. Na mesma cobertura, o g1 contabilizava quatro cirurgias ligadas à facada até aquele momento.

Na versão de 2018, o portal também elogiava propostas de candidatos. Essa parte saiu: o RaisLife informa e não toma partido.

Referências

Texto informativo, com informações conferidas com as fontes citadas. Publicado originalmente em 8 de setembro de 2018; revisado em outubro de 2026.

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