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Artigo · Código República · 3 min de leitura

Moro no PL: a volta ao campo de Bolsonaro

RaiRaisLife21 de abril de 2026 · atualizado em 3 de outubro de 2026
Moro no PL: a volta ao campo de Bolsonaro

O senador Sergio Moro se filiou ao PL em 24 de março de 2026, em Brasília, para disputar o governo do Paraná. O ato teve a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência, e do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, segundo o Congresso em Foco. Moro afirmou que o estado "não vai faltar" ao projeto presidencial de Flávio.

A filiação fechou uma volta que começou com uma ruptura pública. Seis anos antes, Moro tinha deixado o governo de Jair Bolsonaro acusando o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal. Este texto reúne o que aconteceu entre um momento e outro e o que Moro disse em abril sobre a reaproximação.

O rompimento de 2020

Em 24 de abril de 2020, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça. Disse que Bolsonaro queria na direção da PF alguém para quem pudesse "ligar, colher informações" e obter relatórios de inteligência. Em maio daquele ano, Bolsonaro chamou a versão do ex-ministro de "mentira deslavada", segundo a cronologia publicada pelo Congresso em Foco.

A troca de acusações continuou. Em novembro de 2021, na filiação de Jair Bolsonaro ao PL, Flávio afirmou que "a política pode até perdoar traição, mas não perdoa o traidor". Em março de 2022, numa transmissão ao vivo, o então presidente chamou Moro de "traíra" e "mentiroso".

A primeira reaproximação

O afastamento durou até o segundo turno de 2022. Em 28 de outubro daquele ano, Moro, já eleito senador pelo Paraná, publicou um vídeo de apoio a Bolsonaro contra Lula. "Coloquei de lado minhas divergências com Bolsonaro", disse. Antes do PL, ele passou pelo Podemos e pelo União Brasil.

Em março de 2026, o jornal O Globo informou que o próprio Bolsonaro participou da articulação para levar Moro ao PL, depois das acusações e do rompimento.

O que Moro diz agora

Moro tem justificado a mudança com a oposição ao governo federal. Em entrevista à rádio Jovem Pan em 22 de abril de 2026, afirmou: "Sou o adversário do Lula no PR, ninguém é mais adversário do que eu", segundo o portal RIC. No mesmo dia, à BandNews FM Curitiba, disse que não pode "admitir influência do Lula no Paraná".

Na filiação, ele também elogiou a gestão do governador Ratinho Junior (PSD). Prometeu "dar continuidade às boas coisas que o atual governo fez", mas buscar "um governo de excelência, de mudança".

As críticas

A revista CartaCapital, em análise de 20 de março, descreveu a filiação como a volta de Moro ao bolsonarismo para tentar barrar Lula outra vez.

Em 19 de março de 2026, Flávio confirmou Moro como candidato ao governo do Paraná, segundo o SBT News. Pelo acordo, Moro deixaria o União Brasil e, em troca, apoiaria a candidatura presidencial de Flávio.

O que vem a seguir

Moro foi oficializado candidato do PL ao governo do Paraná em convenção em Curitiba, em 1º de agosto, segundo o Metrópoles. O primeiro turno é em 4 de outubro de 2026; se ninguém tiver mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro.

Referências

Texto informativo, com informações conferidas com as fontes citadas. Publicado originalmente em 21 de abril de 2026; revisado em outubro de 2026.

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