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Artigo · Política · 4 min de leitura

Média das pesquisas para presidente (17/10): Flávio 51,9% e Lula 48,1%

RaiRaisLife17 de outubro de 2026
Ilustração gerada por IA: urna eleitoral, sem pessoas — Flávio 51,9%, Lula 48,1%

Nenhuma pesquisa nova do 2º turno entrou na base do RaisLife em 17 de outubro. A média abaixo repete a de 16 de outubro e muda só a contagem regressiva: faltam 8 dias para a votação.

Na média das 15 pesquisas do 2º turno divulgadas até 17 de outubro, que somam 37.636 entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 51,9% dos votos válidos e Lula com 48,1%. É uma média calculada pelo RaisLife, não uma pesquisa registrada. A diferença é de 3,7 pontos percentuais, dentro do dobro da margem de erro média das pesquisas (±1,9 ponto). Entram as pesquisas registradas no TSE e divulgadas depois do 1º turno (4 de outubro), ponderadas pelo número de entrevistados.

Resposta rápida: Flávio Bolsonaro tem os números à frente em 13 das 15 pesquisas, mas 10 das 15 estão em empate técnico pelo critério do RaisLife (diferença igual ou menor que o dobro da margem da própria pesquisa). Para a média, a diferença cabe nesse critério. A média descreve as pesquisas e não prevê o resultado, que é o do TSE em 25 de outubro.

Pesquisa eleitoral para presidente 2026: o que as pesquisas mostram

13 pesquisas trazem Flávio numericamente à frente (8 em empate técnico) e 1 traz Lula (1 em empate técnico). Faltam 8 dias para o 2º turno. As diferenças entre institutos vêm de método, de amostra e do período de campo, por isso a página reúne todas, por data e por instituto, em vez de escolher uma. Os números completos, com o histórico, estão na página das pesquisas para presidente.

Quais institutos entram na média

A média de hoje reúne pesquisas registradas no TSE de AtlasIntel, CNT/MDA, DataTrends, Datafolha, Futura/100% Cidades, Gerp, Ipespe/Abrapel, Nexus/BTG, PoderData/Aya, Quaest e Vox Brasil, divulgadas depois do 1º turno e com duas fontes de veículos diferentes. Cada instituto usa método e amostra próprios, e por isso os números não são iguais; a página das pesquisas para presidente mostra a série de cada um. A AtlasIntel teve campo de 3 de outubro a 8 de outubro, em parte antes do 1º turno (4 de outubro); entra porque foi divulgada depois e tem o maior peso na média (13% dos entrevistados), e sem ela a média seria de Flávio 51,7% e Lula 48,3%. No caso de Vox Brasil e Quaest, o instituto divulgou os números sobre o total de entrevistados e a conversão para votos válidos é cálculo de quem a fez: Vox Brasil: Poder360; Quaest: RaisLife. Para acompanhar a apuração e os resultados no dia da votação, veja as eleições 2026.

Perspectiva da campanha de Flávio Bolsonaro: o que pode fazer para ganhar

Segundo a cientista política Deysi Cioccari, no programa Canal Livre, da Band, a campanha de Flávio Bolsonaro se reestruturou depois de um início desfavorável em apoios formais; para ela, o momento é de capilarização e conquista de novos eleitores, e o candidato, que no primeiro turno não conseguia apoio para vice, passou a ser disputado por aliados. (Band, 10 de outubro)

Segundo Teo Cury, analista de Política da CNN Brasil, Flávio Bolsonaro adotou uma postura mais passiva depois do primeiro turno, o que incomodou aliados que queriam mais atuação do candidato nos dias seguintes; os debates, segundo a análise da emissora, podem ser decisivos para os dois lados. (CNN Brasil, 16 de outubro)

De acordo com Nara Pavão, professora de ciência política da UFPE, ouvida pelo Nexo, o maior desafio da campanha de Flávio será a falta de experiência do candidato na máquina pública e as conexões com milícias e escândalos, o que exige proteger a imagem dele numa reta final que, segundo ela, será muito negativa; o senador nega irregularidades. (Nexo Jornal, 5 de outubro)

Perspectiva da campanha de Lula: o que pode fazer para ganhar

De acordo com a cientista política Cila Schulman, no programa Canal Livre, da Band, a campanha de Lula criou a expectativa de uma vantagem maior no início do segundo turno e, quando o resultado veio menor, parece ter havido um alívio na mobilização da base que a campanha tenta fazer. (Band, 10 de outubro)

De acordo com Bruno Bolognesi, professor de ciência política da UFPR, ouvido pelo Nexo, a coordenação da campanha de Lula terá necessariamente de fazer uma campanha de ataque a Jair Bolsonaro e a Flávio para tentar conquistar votos do adversário, já que, na avaliação dele, o petista tem pouco para onde crescer. (Nexo Jornal, 5 de outubro)

De acordo com Isabel Mega, analista de Política da CNN Brasil, a campanha do PT aposta no confronto direto com o adversário na TV, formato em que vê Lula com mais experiência; a análise aponta ainda que o alvo prioritário dos dois lados é o eleitor indeciso e quem ficou em casa no primeiro turno. (CNN Brasil, 16 de outubro)

O que vem a seguir

O 2º turno é no domingo, 25 de outubro, e faltam 8 dias. Pesquisas de boca de urna só podem ser divulgadas depois do encerramento da votação. Quem quiser mexer nos números do 1º turno e montar cenários para os governos em disputa pode usar o simulador do 2º turno de governador. O resultado oficial é o do TSE.

Pesquisa mostra a intenção de voto no período em que foi feita e tem margem de erro. A média e o critério de empate técnico são cálculos do RaisLife. Informações conferidas com as fontes citadas. Atualizado em 17 de outubro.

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