Média das pesquisas para presidente (15/10): Flávio 52,2% e Lula 47,8%

Nenhuma pesquisa nova do 2º turno entrou na base do RaisLife em 15 de outubro. A média abaixo repete a de 14 de outubro e muda só a contagem regressiva: faltam 10 dias para a votação.
Na média das 11 pesquisas do 2º turno divulgadas até 15 de outubro, que somam 27.702 entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 52,2% dos votos válidos e Lula com 47,8%. É uma média calculada pelo RaisLife, não uma pesquisa registrada. A diferença é de 4,4 pontos percentuais, acima do dobro da margem de erro média das pesquisas (±1,8 ponto). Entram as pesquisas registradas no TSE e divulgadas depois do 1º turno (4 de outubro), ponderadas pelo número de entrevistados.
Resposta rápida: Flávio Bolsonaro tem os números à frente em 10 das 11 pesquisas, mas 6 das 11 estão em empate técnico pelo critério do RaisLife (diferença igual ou menor que o dobro da margem da própria pesquisa). Para a média, a diferença supera esse critério (o dobro da margem média). A média descreve as pesquisas e não prevê o resultado, que é o do TSE em 25 de outubro.
Pesquisa eleitoral para presidente 2026: o que as pesquisas mostram
10 pesquisas trazem Flávio numericamente à frente (5 em empate técnico) e 1 traz Lula (1 em empate técnico). Faltam 10 dias para o 2º turno. As diferenças entre institutos vêm de método, de amostra e do período de campo, por isso a página reúne todas, por data e por instituto, em vez de escolher uma. Os números completos, com o histórico, estão na página das pesquisas para presidente.
Quais institutos entram na média
A média de hoje reúne pesquisas registradas no TSE de AtlasIntel, DataTrends, Datafolha, Futura/100% Cidades, Gerp, Ipespe/Abrapel, Nexus/BTG, PoderData/Aya, Quaest e Vox Brasil, divulgadas depois do 1º turno e com duas fontes de veículos diferentes. Cada instituto usa método e amostra próprios, e por isso os números não são iguais; a página das pesquisas para presidente mostra a série de cada um. A AtlasIntel teve campo de 3 de outubro a 8 de outubro, em parte antes do 1º turno (4 de outubro); entra porque foi divulgada depois e tem o maior peso na média (18% dos entrevistados), e sem ela a média seria de Flávio 52,1% e Lula 47,9%. No caso de Vox Brasil e Quaest, o instituto divulgou os números sobre o total de entrevistados e a conversão para votos válidos é cálculo de quem a fez: Vox Brasil: Poder360; Quaest: RaisLife. Para acompanhar a apuração e os resultados no dia da votação, veja as eleições 2026.
Perspectiva da campanha de Flávio Bolsonaro: o que pode fazer para ganhar
Segundo Nara Pavão, professora de ciência política da UFPE, ouvida pelo Nexo, a segurança pública deve aparecer no 2º turno, tema em que a direita tem um discurso mais convincente para a opinião pública; para ela, é possível que a campanha de Flávio Bolsonaro use o assunto como algo que o governo dele seria mais capaz de resolver. (Nexo Jornal, 5 de outubro)
De acordo com Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, em análise na CNN Brasil, a campanha de Flávio opta por um perfil discreto, com respostas calculadas às críticas, mas parte da equipe se preocupa com declarações anteriores do candidato, que em alguns momentos agiu como se já tivesse sido eleito. (CNN Brasil, 9 de outubro)
Segundo Bruno Bolognesi, professor de ciência política da UFPR, ouvido pelo Nexo, o cenário é promissor para Flávio, mas novas revelações sobre o candidato poderiam custar votos: se o PT conseguir emplacar um escândalo, o senador deve perder um pouco; se não conseguir, a situação fica mais ou menos como está. (Nexo Jornal, 5 de outubro)
Perspectiva da campanha de Lula: o que pode fazer para ganhar
De acordo com Bruno Bolognesi, professor de ciência política da UFPR, ouvido pelo Nexo, a coordenação da campanha de Lula terá necessariamente de fazer uma campanha de ataque a Jair Bolsonaro e a Flávio para tentar conquistar votos do adversário, já que, na avaliação dele, o petista tem pouco para onde crescer. (Nexo Jornal, 5 de outubro)
Segundo Nara Pavão, professora de ciência política da UFPE, ouvida pelo Nexo, medidas do governo na reta final do 1º turno, como a proibição das bets e o aumento do Bolsa Família, não surtiram o efeito desejado, e a campanha de Lula vai precisar pensar em outros trunfos para o 2º turno. (Nexo Jornal, 5 de outubro)
De acordo com Lucas de Aragão, sócio da Arko Advice, em análise na CNN Brasil, Lula perdeu votos em todos os estados do Nordeste e a abstenção é um risco, pois em 2022 o comparecimento caiu nos estados de Bolsonaro e subiu nos de Lula; ele avalia o cenário como "extremamente desafiador", mas "não é impossível". (CNN Brasil, 9 de outubro)
O que vem a seguir
O 2º turno é no domingo, 25 de outubro, e faltam 10 dias. Pesquisas de boca de urna só podem ser divulgadas depois do encerramento da votação. Quem quiser mexer nos números do 1º turno e montar cenários para os governos em disputa pode usar o simulador do 2º turno de governador. O resultado oficial é o do TSE.
Pesquisa mostra a intenção de voto no período em que foi feita e tem margem de erro. A média e o critério de empate técnico são cálculos do RaisLife. Informações conferidas com as fontes citadas. Atualizado em 15 de outubro.
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