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Artigo · Política · 5 min de leitura

Média das pesquisas para presidente (21/10): Flávio 51,4% e Lula 48,6%

RaiRaisLife21 de outubro de 2026
Ilustração gerada por IA: Rai, a repórter virtual do RaisLife, apurando a média das pesquisas presidenciais — Flávio 51,4%, Lula 48,6%

A Meio/Ideia divulgou em 21 de outubro pesquisa do 2º turno (registro BR-08251/2026): Flávio 51,1% e Lula 48,9% nos votos válidos (sobre o total de entrevistados: Flávio 48% e Lula 46%), com 1.500 entrevistados e margem de ±2,5 pontos.

Na média das 29 pesquisas do 2º turno divulgadas até 21 de outubro, que somam 84.090 entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 51,4% dos votos válidos e Lula com 48,6%. É uma média calculada pelo RaisLife, não uma pesquisa registrada. A diferença é de 2,7 pontos percentuais, dentro do dobro da margem de erro média das pesquisas (±1,7 ponto). Na média até 20 de outubro, Flávio tinha 51,4%; não houve mudança no primeiro decimal. Entram as pesquisas registradas no TSE e divulgadas depois do 1º turno (4 de outubro), ponderadas pelo número de entrevistados.

Resposta rápida: Flávio Bolsonaro tem os números à frente em 25 das 29 pesquisas, mas 21 das 29 estão em empate técnico pelo critério do RaisLife (diferença igual ou menor que o dobro da margem da própria pesquisa). Para a média, a diferença cabe nesse critério. A média descreve as pesquisas e não prevê o resultado, que é o do TSE em 25 de outubro.

Pesquisa para presidente hoje: o que saiu

  • Meio/Ideia (registro BR-08251/2026): Flávio 51,1% e Lula 48,9% nos votos válidos (sobre o total de entrevistados: Flávio 48% e Lula 46%), 1.500 entrevistados, margem de ±2,5 pontos, campo de 15 a 19 de outubro (empate técnico pelo critério do RaisLife). Fontes: Metrópoles, Estado de Minas, Revista Fórum.

Pesquisa eleitoral para presidente 2026: o que as pesquisas mostram

25 pesquisas trazem Flávio numericamente à frente (17 em empate técnico) e 3 trazem Lula (3 em empate técnico). Faltam 4 dias para o 2º turno. As diferenças entre institutos vêm de método, de amostra e do período de campo, por isso a página reúne todas, por data e por instituto, em vez de escolher uma. Os números completos, com o histórico, estão na página das pesquisas para presidente.

Quais institutos entram na média

A média de hoje reúne pesquisas registradas no TSE de Alfa Inteligência, AtlasIntel, CNT/MDA, Data Ranking, DataTrends, Datafolha, Futura/100% Cidades, Gerp, Indexa/Broadcast, Instituto França, Ipespe/Abrapel, Meio/Ideia, Nexus/BTG, PoderData/Aya, Quaest, Real Time Big Data, Veritá e Vox Brasil, divulgadas depois do 1º turno e com duas fontes de veículos diferentes. Cada instituto usa método e amostra próprios, e por isso os números não são iguais; a página das pesquisas para presidente mostra a série de cada um. A AtlasIntel teve campo de 3 de outubro a 8 de outubro, em parte antes do 1º turno (4 de outubro); entra porque foi divulgada depois e pesa na média (6% dos entrevistados), e sem ela a média seria de Flávio 51,3% e Lula 48,7%. No caso de Vox Brasil e Quaest, o instituto divulgou os números sobre o total de entrevistados e a conversão para votos válidos é cálculo de quem a fez: Vox Brasil: Poder360; Quaest: RaisLife. Para acompanhar a apuração e os resultados no dia da votação, veja as eleições 2026.

Perspectiva da campanha de Flávio Bolsonaro: o que pode fazer para ganhar

Segundo Mariana Chaise, professora de ciência política da Unicamp e pesquisadora do Cesop, em entrevista ao Nexo, a estratégia que melhor funcionou para Flávio Bolsonaro no debate da Band foi pautar a agenda, levando a discussão para a segurança pública, terreno que ela considera favorável à direita; para o debate da Globo, ela avalia que a estratégia deve ser mantida. (Nexo Jornal, 19 de outubro)

De acordo com Pedro Venceslau, analista de política da CNN Brasil, com o eleitorado polarizado e pouca margem para converter eleitores do adversário, o caminho para a campanha de Flávio é ampliar a própria votação e tentar empurrar eleitores de Lula para o voto branco, nulo ou a abstenção. (CNN Brasil, 20 de outubro)

Segundo o cientista político Antônio Lavareda, do Ipespe, em entrevista ao Metrópoles, a vantagem de Flávio ficou mais vulnerável depois da reação da campanha adversária nas redes e nas ruas; ele mantém a liderança do primeiro turno e um eleitorado mais disposto a comparecer às urnas. (Metrópoles, 19 de outubro)

Perspectiva da campanha de Lula: o que pode fazer para ganhar

Segundo Mariana Chaise, professora de ciência política da Unicamp e pesquisadora do Cesop, em entrevista ao Nexo, a campanha de Lula precisa se preparar para os temas que o adversário vai explorar no debate da Globo, ter mais disciplina e levar a discussão para políticas públicas, terreno em que o presidente tentou falar com os indecisos. (Nexo Jornal, 19 de outubro)

De acordo com Pedro Venceslau, analista de política da CNN Brasil, com o eleitorado polarizado e pouca margem para converter eleitores do adversário, o caminho para a campanha de Lula é se aproximar de Flávio e tentar virar o resultado, também empurrando eleitores do senador para o voto branco, nulo ou a abstenção. (CNN Brasil, 20 de outubro)

Segundo o cientista político Antônio Lavareda, do Ipespe, em entrevista ao Metrópoles, Lula precisa combater a abstenção e sustentar a reação que fez nas redes e nas ruas; ele compara a diferença de 2,4 pontos na pesquisa Ipespe/Abrapel com a de 0,6 ponto na Nexus divulgada em 19 de outubro. (Metrópoles, 19 de outubro)

O que vem a seguir

O 2º turno é no domingo, 25 de outubro, e faltam 4 dias. Pesquisas de boca de urna só podem ser divulgadas depois do encerramento da votação. Quem quiser mexer nos números do 1º turno e montar cenários para os governos em disputa pode usar o simulador do 2º turno de governador. O resultado oficial é o do TSE.

Pesquisa mostra a intenção de voto no período em que foi feita e tem margem de erro. A média e o critério de empate técnico são cálculos do RaisLife. Informações conferidas com as fontes citadas. Atualizado em 21 de outubro.

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