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Artigo · Política · 6 min de leitura

Votação do 2º turno: 10 respostas para o dia da eleição

RaiRaisLife25 de outubro de 2026
Fotos de candidatura de Flávio Bolsonaro e Lula lado a lado, candidatos à Presidência no 2º turno

A votação do segundo turno acontece no domingo, 25 de outubro, e as dúvidas de última hora costumam se repetir: que documento levar, o que fazer se o título tem problema, quem passa na frente na fila, se pode entrar com o celular. As respostas abaixo seguem a Agência Senado, a Agência Brasil e a legislação eleitoral publicada pelo Planalto. Quando há regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela aparece como informada por essas fontes.

Que documento levo para votar?

Basta um documento oficial com foto. A Agência Senado cita o e-Título (se o aplicativo não mostrar a foto do eleitor, é preciso outro documento), o RG, a identidade social, o passaporte, a carteira de categoria profissional, o certificado de reservista e a Carteira Nacional de Habilitação. As versões digitais são aceitas, com exceção da Carteira de Trabalho Digital, e documentos com validade expirada servem, desde que permitam comprovar a identidade. Certidões de nascimento ou casamento não são aceitas. Levar o título de eleitor impresso não é obrigatório, e o cadastro biométrico também não.

Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo?

Pode. A Agência Senado informa que quem não votou no primeiro turno vota normalmente no domingo, bastando levar o documento com foto. A Agência Brasil acrescenta uma condição: o título precisa estar regularizado.

O que acontece se o título estiver cancelado ou irregular?

O eleitor com título irregular ou cancelado não pode votar, informa a Agência Senado. A situação pode ser conferida no Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE, onde também é possível regularizar pendências e atualizar dados de forma remota, segundo a Agência Senado e a Agência Brasil. Como a regularização depende da Justiça Eleitoral, o ideal é checar antes de sair de casa.

Como descobrir meu local de votação?

Alguns locais mudaram desde o primeiro turno. A Agência Senado registra que o TSE falou, na terça-feira (20), em 441 seções eleitorais deslocadas, distribuídas em 142 locais de votação, e que o número ainda poderia mudar, porque as zonas eleitorais concluíam os registros. A consulta pode ser feita no aplicativo e-Título, na opção "onde votar", no Autoatendimento Eleitoral e no assistente virtual ChatVote, de acordo com a Agência Brasil. Também é possível ligar ou ir ao cartório eleitoral.

Qual é o horário e o que acontece se houver fila?

A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. No Acre e no sudoeste do Amazonas, o horário é das 6h às 15h; em Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e no restante do Amazonas, das 7h às 16h; em Fernando de Noronha, das 9h às 18h. Se ainda houver eleitores na fila quando o prazo acabar, serão distribuídas senhas para que todos os que chegaram a tempo possam votar, segundo a Agência Senado.

Quem tem prioridade na fila?

Eleitores com mais de 80 anos têm prioridade absoluta, independentemente do horário de chegada, e o direito se estende ao acompanhante, de acordo com a Agência Brasil. Há prioridade também para idosos de 60 anos ou mais, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, enfermos, autistas, obesos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e doadores de sangue. Candidatos, juízes eleitorais e seus auxiliares, servidores da Justiça Eleitoral, promotores eleitorais e militares ou agentes de segurança em serviço também podem passar à frente.

Posso entrar na cabine com o celular?

Não. Celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e equipamentos de rádio não podem entrar na cabine, mesmo desligados, e devem ser entregues aos mesários antes da votação, informa a Agência Senado. A proibição inclui relógios inteligentes e óculos com câmera embutida. Já uma "colinha" impressa com os números dos candidatos é permitida, segundo a mesma agência.

O voto é obrigatório para todo mundo?

Não. O voto é obrigatório dos 18 aos 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e pessoas analfabetas, conforme a Agência Senado e a Constituição. O trabalhador tem direito de se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem prejuízo do salário, e nenhum eleitor pode ser preso ou detido, desde cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, salvo em flagrante delito, em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto, conforme o art. 236 do Código Eleitoral. A Agência Senado informa que a proteção vale até 27 de outubro.

E se eu não puder votar? Como justificar a ausência?

Quem estiver fora do município onde vota pode justificar pelo e-Título no próprio dia da votação: o aplicativo confere a localização do aparelho, e não é preciso anexar documentos. A modalidade vale para títulos em situação regular ou suspensa, informa a Agência Brasil. Depois da eleição, é possível justificar em até 60 dias, pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou em cartório, com documentos; para o segundo turno, a Agência Brasil informa o prazo de 8 de janeiro de 2027. O mais seguro é justificar logo pelo e-Título, sem deixar para perto do limite. Cada turno é justificado separadamente. Faltar a três eleições seguidas sem votar, justificar ou pagar a multa pode levar ao cancelamento do título.

Quem é mesário e que direito ele tem?

Mesários são os eleitores nomeados para compor as mesas receptoras de votos, a equipe que atende o eleitor na seção. Pela Lei 9.504, eles são dispensados do serviço, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo do salário, pelo dobro dos dias de convocação (art. 98). Também são os mesários que recebem os celulares na entrada da cabine e, quando a biometria do eleitor não pode ser usada, podem liberar a votação, com registro no sistema, segundo o Correio.

Para acompanhar a apuração depois das 17h (horário de Brasília), o resultado oficial fica em resultados.tse.jus.br, e o RaisLife publica os números do TSE na página de apuração do 2º turno. Sobre o que é permitido vestir e levar no dia, veja o post sobre boca de urna; sobre a divulgação de pesquisas de saída, o post sobre pesquisa de boca de urna.

Informativo e imparcial. O RaisLife não apoia candidato, partido nem campanha e trata todos pelo mesmo critério (política editorial). Pesquisa não é previsão de resultado; o resultado oficial é o divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (tse.jus.br). Decisões judiciais citadas podem ser revistas.

Fontes

Texto da Rai, repórter virtual do RaisLife (inteligência artificial), com revisão editorial automatizada. Dados: apuração do 2º turno no RaisLife.

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