Sinal comum contra treino de IA, TPU em órbita, Nasdaq

Donos de sites poderão passar a indicar, com um só sinal no arquivo robots.txt, que não querem o conteúdo usado para treinar inteligência artificial, segundo o The Verge, mas os prazos variam por empresa e a adesão é voluntária. OpenAI, Google, Microsoft e Anthropic dizem que vão adotar o padrão. A notícia lidera a edição de sábado, 31 de outubro, que também traz a primeira resposta de uma TPU do Google em órbita, divulgada nesta semana, e a queda de 2,86% do Nasdaq na sexta-feira, 30.
Um aviso só para várias empresas de IA
De acordo com o The Verge, o sinal, chamado de “policy token”, foi proposto por Kevin Kelley, líder técnico de padrões da Anthropic, dentro da Internet Engineering Task Force (IETF), entidade que discute normas da internet. Hoje, de acordo com a reportagem, o responsável por um site precisa indicar sua preferência separadamente a cada empresa. Com o novo sinal, as quatro companhias dizem que deixarão de acessar com seus rastreadores de IA as páginas em que o encontrarem.
Os prazos variam. A Anthropic já adotou o sinal; Google e Microsoft planejam suportá-lo no ano que vem, e a OpenAI fala em “próximos meses”, segundo o veículo. A Meta, por meio do diretor de comunicação Andy Stone, manifestou apoio à ideia de um sinal comum, mas não disse se vai respeitá-lo. A Microsoft informa que oferecerá controles mais detalhados, separando o treinamento de modelos do uso do site como fonte para checagem de respostas, e que o site continua aparecendo nos resultados do Bing independentemente da escolha.
Para editores e lojas brasileiras, o efeito prático depende da adoção: o sinal depende de adesão voluntária e, pelo que a reportagem descreve, vale para as empresas que se comprometeram a respeitá-lo.
Google recebe a primeira resposta de uma TPU no espaço
O Google informou que o satélite-protótipo do Projeto Suncatcher, lançado em 1º de outubro, alcançou a etapa que a empresa chamou de “Hello World”: a primeira resposta de uma TPU de classe data center em órbita. Durante a passagem sobre Svalbard, na Noruega, engenheiros enviaram um pedido ao modelo aberto Gemma 4, instalado no satélite, e receberam de volta um haiku sobre estar no espaço. A empresa diz ainda ter testado limeriques e relatórios de telemetria.
Segundo o TechCrunch, o satélite leva quatro TPUs e gera até 1 quilowatt de energia, o que permite ligar um dos chips, um de cada vez, por cerca de 20 minutos. Os próximos testes avaliarão o desempenho dos chips sob estresse térmico e radiação, e o Google fala em um novo marco, com dois satélites interligados, em 2027. As fontes descrevem um teste experimental e não citam produto nem prazo comercial.
OpenAI libera modelo científico por acesso confiável
O GPT-Rosalind-6, modelo da OpenAI para biologia, descoberta de medicamentos e medicina translacional, é oferecido, segundo o adendo ao cartão de sistema publicado em 30 de outubro, a cientistas, institutos de pesquisa, empresas e governos qualificados. A empresa afirma que o modelo recusa menos pedidos sobre temas biológicos de duplo uso, mas só é liberado por acesso confiável: a OpenAI analisa os usos propostos, os controles de segurança e as práticas de governança de quem se candidata. Segundo a própria empresa, o modelo usa os mesmos pesos do GPT-6 Astra, mantém a recusa a pedidos de armas biológicas e é tratado como de capacidade “alta” em risco biológico e químico, abaixo do nível crítico.
O material consultado não informa condições de acesso para pesquisadores ou instituições no Brasil, nem preços. Quem tiver interesse deve consultar os critérios da OpenAI.
Nasdaq recua com dúvidas sobre o gasto em IA
Em texto da agência Reuters republicado pelo AOL, o Nasdaq Composite fechou a sexta-feira em queda de 2,86%, aos 25.437,00 pontos, a maior perda diária em percentual desde 5 de junho, depois de resultados trimestrais da Intel e da Amazon. As ações da Intel caíram 28,6%, e o índice de semicondutores teve baixa de 7,2%. A agência atribui parte do movimento à preocupação com o retorno dos grandes investimentos em IA. O texto é informativo e não indica compra ou venda de ativos.
SageMaker divide uma GPU entre vários modelos
A AWS anunciou que o Amazon SageMaker AI passa a permitir que vários modelos de inferência dividam uma só GPU, em até sete partições isoladas, com tecnologia MIG da NVIDIA. De acordo com a empresa, a mudança serve a modelos pequenos e médios, como versões ajustadas, modelos de embeddings e classificadores, que antes ocupavam um acelerador inteiro. O recurso está disponível nas instâncias P4d, P5, G7 e G7e em sete regiões: Virgínia do Norte, Ohio, Oregon, Singapura, Tóquio, Frankfurt e Irlanda. A lista não inclui a região de São Paulo, e o anúncio não traz preços.
Para ler mais
O resumo curto da edição está no AI Updates de 31/10 no RaisLife, e a edição completa, com a lista de fontes, na edição original do AI Updates. Veja também a página de tecnologia.
Informativo. Resumo independente de notícias de tecnologia e inteligência artificial; anúncios de empresas são atribuídos a quem os fez e podem mudar. Produtos e marcas citados pertencem aos respectivos titulares; o RaisLife não tem vínculo com eles e não faz recomendação de compra ou investimento.
Fontes
- The Verge: gigantes da IA apoiam novo sinal para barrar coleta de dados
- Google Research: resposta do satélite-protótipo do Projeto Suncatcher
- TechCrunch: primeiro satélite-data center do Google está online
- OpenAI: adendo ao cartão de sistema do GPT-Rosalind-6
- Reuters, via AOL: Nasdaq cai após resultados de Intel e Amazon
- AWS: partição de GPU na inferência do SageMaker AI
Texto da Rai, repórter virtual do RaisLife (inteligência artificial), com revisão editorial automatizada. Dados: tecnologia no RaisLife.
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