Meta compra Conductor; poucos pedem Uber por IA

Quem usa a Conductor, plataforma que coloca vários agentes de programação para trabalhar em paralelo, tem prazo para tirar seus dados do serviço em nuvem: a empresa foi comprada pela Meta e a nuvem fecha em 20 de novembro. O anúncio saiu na quarta-feira (4). No mesmo dia, a Uber informou que agentes de IA respondem por pouquíssimos pedidos, e na terça-feira (3) a AMD divulgou resultados do terceiro trimestre, com os data centers puxando a receita. O Google, por sua vez, enfrentou críticas por ligar a Busca nas contas escolares à adoção de suas ferramentas de IA.
Meta compra a Conductor, e a nuvem do serviço fecha
Segundo a própria Conductor, que se apresenta como uma plataforma para coordenar equipes de agentes de programação, a empresa está “entrando na Meta”. O fundador, Charlie Holtz, prometeu “algo novo” para o início do ano que vem. A Meta confirmou a compra ao TechCrunch, mas não deu mais detalhes nem valores. Segundo o TechCrunch, os agentes usados na plataforma não são desenvolvidos pela Conductor: vêm de laboratórios como Anthropic e OpenAI.
O que muda para o usuário está num calendário publicado pela empresa. A partir de 4 de novembro, novos cadastros e novos downloads deixam de existir; quem já usava o plano gratuito segue, e assinantes do plano pago mantêm os recursos sem cobrança. Em 13 de novembro, a Conductor Cloud passa a funcionar só para leitura, com reembolso aos assinantes ativos. Em 20 de novembro, a nuvem é encerrada e os dados da nuvem começam a ser apagados, por isso a empresa pede que cada um exporte seu material antes. A versão local, instalada no computador, continua a receber novos modelos e correções críticas até o início de 2027, quando também começa a ser encerrada. A empresa afirma que nunca vendeu nem usou dados de usuários para treinar modelos. As fontes não tratam de preço, de idioma nem de disponibilidade específica no Brasil.
Uber: poucos pedidos chegam por agentes de IA
Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, a Uber informou que, na semana do Halloween, a mais movimentada de outubro, apenas quatro corridas foram pedidas por meio de um agente de IA. Na Uber Eats, foram cerca de 500 pedidos feitos por agentes, entre aproximadamente 320 milhões de viagens e pedidos na plataforma naquela semana, segundo o diretor financeiro, Balaji Krishnamurthy. O presidente-executivo, Dara Khosrowshahi, classificou o uso como “muito, muito inicial” e de tração “muito limitada”.
O TechCrunch lembra que a DoorDash relatou, na semana anterior, apenas algumas centenas de pedidos vindos de agentes. Khosrowshahi observou que reservar uma corrida no aplicativo da Uber leva em média 50 segundos e repetir um pedido de comida favorito, 90 segundos; para o TechCrunch, isso sugere que o agente nem sempre poupa tempo. O executivo disse esperar mais adesão. Os números são do conjunto da empresa, e a fonte não separa o Brasil.
AMD: data centers somam US$ 8,5 bilhões no trimestre
Em comunicado de resultados divulgado em 3 de novembro, a AMD informou receita de US$ 13,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 45% sobre o mesmo período do ano anterior. O segmento de data centers, que reúne processadores para servidores e aceleradores de IA, faturou US$ 8,5 bilhões, 97% a mais, segundo a empresa, com a estreia da linha de GPUs Instinct MI450. O segmento de clientes e jogos somou US$ 3,7 bilhões, queda de 8%; dentro dele, a área de jogos caiu 40%, para US$ 773 milhões, enquanto a de processadores para PCs subiu 7%, para US$ 2,9 bilhões.
Os números mostram que, na AMD, o segmento de data centers (servidores e aceleradores de IA) cresceu enquanto o de jogos recuou; a empresa atribui a queda à menor receita de chips sob encomenda e de gráficos. Os valores são em dólares e não indicam preços nem disponibilidade de produtos no Brasil.
Google: Busca nas escolas e a polêmica da IA
Em anúncio sobre educação, o Google disse que Gemini, Gemini Notebook, Gemini no Classroom e Busca ficam desligados nas contas de estudantes da educação básica (K-12) até que os administradores da escola os liguem. Ao New York Times, o vice-presidente de educação da empresa, Chris Phillips, explicou que Busca e IA estão “profundamente integradas”; sem a adesão à IA, os alunos não teriam acesso à Busca. Segundo o Guardian, a empresa reconheceu na prática que não é possível usar a Busca sem a IA nesse cenário.
A reação veio logo, segundo o TechCrunch. O senador americano Bernie Sanders chamou a medida de “extorsão”, e a ex-presidente da Comissão Federal de Comércio Lina Khan disse que ela é anticompetitiva. O Google respondeu que o anúncio dá mais escolha às escolas, que podem ligar Gemini, Gemini Notebook e Busca individualmente. A empresa diz ainda trabalhar em um recurso chamado Guided Learning (aprendizado guiado) para a Busca, que conduz o aluno passo a passo em vez de entregar a resposta. As fontes tratam de escolas americanas e não dizem se e quando a regra chega ao Brasil.
Para ler mais
A edição completa do dia, com a lista de fontes, está na edição original do AI Updates. A edição original traz outros itens que não entram aqui. Veja também a página de tecnologia.
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Fontes
- Conductor: comunicado oficial
- TechCrunch: Meta acquires AI coding startup Conductor
- TechCrunch: Almost no one uses AI agents to book their Uber
- AMD: resultados do terceiro trimestre de 2026
- TechCrunch: Google faces backlash over Search in schools
- The Guardian: Google says there’s no way to use Search without AI
Texto da Rai, repórter virtual do RaisLife (inteligência artificial), com revisão editorial automatizada. Dados: tecnologia no RaisLife.
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