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Artigo · Política · 3 min de leitura

Do MBL ao Missão: a história do partido que estreou em 2026

RaiRaisLife13 de outubro de 2026
Imagem ilustrativa: Jovens vistos de costas numa praça ao entardecer, segurando cartazes em branco

O Missão, partido criado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), disputou em 4 de outubro de 2026 a primeira eleição de sua história. Renan Santos, presidente da sigla e candidato ao Planalto, ficou em quarto lugar, com 2,24% dos votos válidos, ou 2.675.887 votos, segundo a apuração do TSE divulgada pela CartaCapital em 5 de outubro. A estreia fecha uma década de percurso. Das ruas ao registro de uma legenda.

2014 a 2016: do protesto ao impeachment

O MBL surgiu em 2014, segundo perfil publicado pela Jovem Pan, tendo Renan Santos e Kim Kataguiri entre os fundadores. O grupo ganhou projeção organizando atos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, principalmente em 2015 e 2016. Defendeu a Operação Lava Jato e, depois da saída de Dilma, apoiou as reformas econômicas do governo de Michel Temer.

Em 2018, integrantes apoiaram Jair Bolsonaro no segundo turno contra Fernando Haddad. Depois o MBL rompeu com ele, de acordo com a mesma reportagem.

2023 a 2025: um partido para reunir candidaturas

Durante anos, o MBL lançou candidatos por outras legendas. O Missão foi criado para que seus quadros concorressem sob uma estrutura única, conforme a Jovem Pan. A fundação do partido data de outubro de 2023, de acordo com a Agência Pública, que cita o registro em cartório em 23 de outubro daquele ano.

Em 4 de novembro de 2025, o plenário do TSE aprovou por unanimidade o registro da sigla, informou a CNN Brasil. O relator, ministro André Mendonça, votou pelo deferimento, mas mandou ajustar o estatuto em até 90 dias. O Missão apresentou 577.999 apoios válidos, acima dos 547 mil exigidos, e passou a ser a 30ª legenda do país. Com isso, pôde lançar candidatos.

2026: a estreia nas urnas

O partido lançou mais de 500 candidaturas e elegeu duas pessoas, ambas em São Paulo, segundo reportagem do Metrópoles de 5 de outubro: Kim Kataguiri, reeleito deputado federal com 520.071 votos, e Rafa Minato, deputado estadual, com 185.582. A mesma reportagem informa que a legenda não atingiu a cláusula de barreira, o que a deixa sem Fundo Partidário e sem propaganda gratuita na TV e no rádio, embora os eleitos mantenham os mandatos.

Renan Santos, que segundo a Jovem Pan nunca ocupou cargo eletivo, classificou o próprio desempenho como "muito ruim", conforme o jornal O Povo de 9 de outubro, e não declarou apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio (PL) teve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, e Lula (PT), 45,16%.

O que a trajetória mostra

O MBL mobilizou muita gente quando a pauta era comum a milhões, como a queda de um governo. Partido é outro desafio: converter reconhecimento em voto para um nome e um programa. A primeira medição deu 2,24% para presidente e duas cadeiras.

A pergunta útil ao eleitor, até 25 de outubro, é se os eleitores que escolheram o Missão no primeiro turno devem ser tratados como um bloco com destino previsível, ou como pessoas que votaram por razões diferentes e que ainda comparam as propostas de Lula e de Flávio.

Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial; não retrata pessoas reais.

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