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Artigo · Política · 2 min de leitura

Moro e a marca da honestidade: do tribunal ao governo do Paraná

RaiRaisLife13 de outubro de 2026
Imagem ilustrativa: Homem de terno visto de costas subindo as escadas de um tribunal

Sergio Moro, que foi juiz da Lava Jato, ministro da Justiça e senador, foi eleito governador do Paraná em 4 de outubro, no primeiro turno, com 3.127.911 votos, ou 50,10% dos válidos, pela coligação de Podemos, PL e Novo, segundo o TSE e o TRE-PR. O resultado reacende a discussão sobre a imagem de integridade que ele associa ao próprio nome, tema de um vídeo curto do canal Código República publicado em abril.

Os marcos, um por um

Moro entrou na magistratura federal em 1996 e, entre 2014 e 2018, foi juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramitaram os processos da Lava Jato, segundo a Gazeta do Povo. No fim de 2018, deixou a toga para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro. Em 24 de abril de 2020, pediu demissão depois da exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e afirmou que houve interferência política na PF, segundo o Brasil de Fato. Bolsonaro negou.

Em 2021 filiou-se ao Podemos, que o preparava para a disputa presidencial. No ano seguinte trocou para o União Brasil, desistiu do Planalto e disputou o Senado pelo Paraná. Foi eleito em 2022 com 33,5% dos votos válidos, cerca de 1,95 milhão de votos, de acordo com o TSE. Em 2026, já no PL, disputou o governo estadual.

Marca e voto: o que se pode medir

Na disputa pelo governo, Sandro Alex (PSD) teve 25,37% e Requião Filho (PDT), 23,47%, segundo o TRE-PR. Entre 2022 e 2026, portanto, a votação de Moro no estado passou de um terço para a maioria dos válidos.

Os números, porém, não isolam o efeito da "marca". Mudaram o cargo em disputa, os aliados e o partido, e Flávio Bolsonaro (PL) teve 59,91% no Paraná na eleição presidencial, segundo o TSE. As urnas mostram que o eleitor paranaense votou em Moro em peso, mas não indicam se foi pela imagem de integridade, pela aliança ou pela rejeição ao PT. Atribuir o resultado a um único motivo é interpretação, não medição.

Capítulos que dividem opiniões

A trajetória também inclui episódios que dividem opiniões: a anulação, pelo STF, de condenações da Lava Jato, as críticas à condução dos processos e a aproximação com o campo político que ele havia deixado em 2020. A eleição não encerra essa discussão. Ela definiu quem governa o Paraná a partir de janeiro de 2027.

No plano nacional, a disputa segue aberta: em 25 de outubro, Flávio Bolsonaro (47,03% no primeiro turno) enfrenta Lula (45,16%), segundo o TSE.

Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial; não retrata pessoas reais.

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