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Artigo · Corpo · 4 min de leitura

Atenção: mancha na unha pode ser sinal de câncer de pele

RaiRaisLife15 de maio de 2019
Atenção: mancha na unha pode ser sinal de câncer de pele

Um recente relato da Miss Illinois, Karolina Jasko, chamou atenção mundial: o diagnostico de uma mancha preta, embaixo da sua unha, como um melanoma, tipo agressivo de câncer de pele. E mais: segundo a modelo, essa mancha.. o tumor, seria decorrente da ampla exposição ao longo dos anos à luz UVA de um aparelho utilizado para secar a cola durante a fixação de unhas postiças.

De acordo com a oncologista do Centro Paulista de Oncologia - Grupo Oncoclínicas (CPO), Sheila Ferreira, a radiação ultravioleta é um fator de risco que aumenta as chances de desenvolvimento de câncer de pele, entretanto, ela lembra que isso só ocorre em casos raros e diante de uma exagerada e constante exposição: "é importante lembrar que nem todas as pessoas que fazem uso do alongamento de unha terão esse tipo de problema, mas vale salientar que é preciso estar atento a todos os sinais de alteração que possam sugerir mudanças na coloração das unhas, principalmente com sinais em forma de linha", explica.

Atenção: mancha na unha pode ser sinal de câncer de pele
Reprodução

Sheila esclarece que as manchas podem variar entre tons de marrom e cinza: "muitas vezes pode ser apenas uma lesão benigna - como um hematoma ocasionado por um impacto ou ainda por uma infecção localizada -, mas que não deve ser desconsiderada em um possível diagnóstico de melanoma ou outro tipo de tumor de pele", reforça a médica.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), os cânceres de pele são os mais incidentes no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença (um número que chega a 180 mil novos casos por ano). Já o melanoma corresponde a 4% deste total, entretanto, apesar de ser um dos tipos de tumores que afetam o órgão com menor prevalência entre a população, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático: "é preciso buscar aconselhamento médico especializado principalmente quando a mancha surge repentinamente, sem algum acontecimento relacionado que justifique. Para comprovar se aquela alteração representa de fato um melanoma da unha, é necessário realizar a biópsia" alerta a especialista.

Com o diagnóstico da lesão cancerígena, é recomendável a ressecção cirúrgica da área. No caso do tumor localizado entre a cutícula e a unha, o procedimento consiste na retirada de todo o tecido comprometido, sendo que, em situações mais graves, pode ser necessária a amputação parcial ou completa do dedo. Em estágios mais avançados da doença, o tratamento pode envolver radioterapia e/ou uso de terapia-alvo ou até, sendo mais raro, quimioterapia.

No caso de melanoma, diversos estudos apontam boas respostas à imunoterapia: medicação que estimula o sistema imunológico do paciente, fazendo com que o próprio sistema de defesa do organismo passe a reconhecer e combater as células "estranhas". "Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo que não causem dor ou algum outro tipo de desconforto. O melanoma pode avançar para os nódulos linfáticos e levar ao surgimento de metástases no cérebro, fígado, ossos e pulmões. O diagnóstico precoce é fundamental para o combate ao câncer", finaliza a oncologista.

Atenção: mancha na unha pode ser sinal de câncer de pele

Entenda o Melanoma e como identificar sintomas da doença

De acordo com a oncologista, esse tipo de tumor surge por conta do crescimento anormal dos chamados melanócitos, células que produzem a melanina, dando cor e pigmentação à pele: "pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância. Vale lembrar que, mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis – como o couro cabeludo - podem apresentar manchas suspeitas".

Segundo Ferreira, o câncer de pele melanoma é, na maioria das vezes, agressivo: "são geralmente casos que iniciam com pintas ou manchas escuras na pele, novas ou de nascença, que passam a apresentar modificações ao longo do tempo. As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o que qualificamos como ABCD- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro", explica a especialista.

Por isso, é importante o acompanhamento das lesões cutâneas por dermatologistas, já que a análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O dermatologista tem o papel de orientar uma proteção adequada.

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Com informações - Portal Bonde

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