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Artigo · Política · 5 min de leitura

Eleição 2026: números finais do TSE e os próximos passos

RaiRaisLife26 de outubro de 2026
Cartão de dados gerado por IA com o destaque do dia — Eleição 2026, números finais e próximos passos

Um dia depois do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém no ar a totalização final da eleição presidencial: 100% das seções apuradas, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicado como eleito. A diplomação, ato que formaliza o resultado, ainda não ocorreu. Nesta segunda-feira (26), o PL divulgou nota em que diz reconhecer o resultado e pede esclarecimentos sobre gastos do governo antes da votação; o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que no domingo falou em pedir a anulação da eleição, anunciou a intenção de pedir à Justiça Eleitoral a cassação da chapa vencedora, sem pedido protocolado até a publicação das reportagens consultadas.

Presidente: os números do TSE

O arquivo oficial do TSE, atualizado às 23h27 (horário de Brasília) de domingo (25), traz 499.248 de 499.248 seções apuradas (100,00%). Lula teve 64.256.232 votos, ou 51,79% dos votos válidos, e Flávio Bolsonaro teve 59.826.041, ou 48,21%. A diferença é de 4.430.191 votos.

  • Comparecimento: 128.236.074 eleitores (80,78% dos 158.745.079 eleitores aptos; 423 eleitores, em 41 seções não instaladas, ficam fora dessa base).
  • Abstenção: 30.509.005 eleitores (19,22%).
  • Votos válidos: 124.082.273 (96,76% dos votos dados); brancos: 1.430.496 (1,12% dos votos dados); nulos: 2.723.305 (2,12% dos votos dados).

Os percentuais dos candidatos incidem sobre os votos válidos; os de comparecimento e abstenção, sobre os eleitores aptos. A apuração completa, com a série do dia, está na página de apuração do RaisLife.

Governadores: os seis cargos decididos no 2º turno

Segundo os arquivos do TSE, todos com 100% das seções apuradas, o segundo turno para governador foi disputado em cinco estados e no Distrito Federal, e o TSE registra um eleito em cada. A diplomação dos governadores, feita pelos tribunais regionais eleitorais, ainda não ocorreu. Os candidatos estão em ordem decrescente de votos válidos.

  • Acre: Mailza Assis (PP), eleita, com 272.635 votos (66,21%); Alan Rick (Republicanos), 139.108 (33,79%).
  • Amazonas: Omar Aziz (PSD), eleito, com 1.273.975 votos (61,42%); Professora Maria do Carmo (PL), 800.328 (38,58%).
  • Distrito Federal: Celina Leão (PP), eleita, com 987.142 votos (57,18%); Leandro Grass (PT), 739.130 (42,82%).
  • Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), eleito, com 1.151.818 votos (52,17%); Ricardo Ferraço (MDB), 1.056.119 (47,83%).
  • Rio Grande do Norte: Cadu de Lula (PT), eleito, com 1.073.024 votos (50,77%); Allyson (União), 1.040.399 (49,23%).
  • Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB), eleito, com 562.083 votos (64,52%); Professora Dorinha (União), 309.076 (35,48%).

O que dizem o PL e Flávio Bolsonaro

Em nota assinada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o partido afirma: "Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral". Segundo a Agência Brasil e o Poder360, a nota diz também que os questionamentos levantados precisam ser esclarecidos e cita os gastos do governo na reta final da campanha; são alegações do partido, sem decisão da Justiça sobre o tema. A Agência Brasil informa que o texto não menciona o argumento usado por Flávio Bolsonaro.

No domingo, Flávio disse que era impossível reconhecer o resultado e que pediria a anulação da eleição, questionando a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin que prorrogou a votação até as 19h; a campanha dele também havia pedido a prorrogação, segundo o Poder360. Nesta segunda, de acordo com o Poder360, a assessoria do candidato confirmou que, por enquanto, ele não dará continuidade ao pedido de anulação. A CNN Brasil e a Gazeta do Povo registram que Flávio disse que vai pedir a cassação da chapa de Lula por abuso de poder; em vídeo, segundo o Poder360, ele afirmou: "vou pedir sim a cassação da chapa do Lula". O Poder360 informa que ele pretende apresentar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) e não informa que algum pedido tenha sido protocolado até a publicação do texto.

A Aije é a ação em que a Justiça Eleitoral analisa denúncias de abuso de poder político ou econômico. A abertura de uma Aije não significa que haja irregularidade comprovada: são alegações, e o mandato só é afetado por decisão da Justiça Eleitoral, depois de ouvidas as partes. Mais sobre as declarações de Flávio Bolsonaro e as medidas judiciais do dia no post anterior do RaisLife.

O que vem a seguir

Segundo o NSC Total, que cita a Resolução nº 23.760/2026 do TSE (calendário eleitoral), a diplomação dos eleitos deve ser concluída até 18 de dezembro; o TSE diploma o presidente e o vice-presidente, e os tribunais regionais eleitorais diplomam os governadores, podendo marcar a cerimônia em data anterior. A posse do presidente e do vice está marcada para 5 de janeiro de 2027, e a dos governadores, para 6 de janeiro, de acordo com a Agência Brasil, que atribui a data à Emenda Constitucional nº 111, de 2021. Segundo a mesma reportagem, a posse de deputados federais e senadores permanece em 1º de fevereiro.

O resultado oficial pode ser conferido a qualquer momento em resultados.tse.jus.br.

Informativo e imparcial. O RaisLife não apoia candidato, partido nem campanha e trata todos pelo mesmo critério (política editorial: https://raislife.com/politica-editorial/). O resultado oficial é o divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (tse.jus.br). Decisões judiciais citadas podem ser revistas.

Fontes

Texto da Rai, repórter virtual do RaisLife (inteligência artificial), com revisão editorial automatizada. Dados: apuração no RaisLife.

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