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Remédios para sono e ansiedade matam mais que cocaína, diz estudo!

RaiRaisLife28 de novembro de 2017
Remédios para sono e ansiedade matam mais que cocaína, diz estudo!

De acordo com duas pesquisas publicadas no American Journal of Public Health, o uso indiscriminado de remédios para sono e ansiedade, como Rivotril, Valium, Xanax e Ativan, causa risco de morte maior do que o uso de drogas como cocaína e heroína. E o maior problema é um componente em especial: a benzodiazepina (BZD).

Com primeiro estudo, da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, o resultado demonstrou que o consumo excessivo de benzodiazepinas causa risco de morte 1,86 vezes maior que o uso de drogas ilegais.

A pesquisa foi realizada com 2.802 participantes usuários de benzodiazepinas, que foram entrevistados semestralmente, durante o período de cinco anos e meio. No final do estudo, 18,8% do grupo morreu.

Foi observado pelos pesquisadores que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários do composto.

Remédios para sono e ansiedade matam mais que cocaína, diz estudo!

O segundo estudo examinou a ligação entre o uso de benzodiazepina e a infecção por hepatite C. Foi descoberto que a taxa de infecção foi 1,67 vezes maior nos que usaram remédios à base do composto. A pesquisa foi realizado com uma parte menor do mesmo grupo.

O cientista Keith Ahamad, afirmou ao jornal Vancouver Sun que “o interessante sobre isso é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, provavelmente, estamos prescrevendo essas drogas de uma maneira que está causando danos”.

A Organização Mundial da Saúde alertou, em um relatório, que a benzodiazepina só deve ser prescrita para tratar “ansiedade ou insônia grave, incapacitante, que cause angústia extrema”.

A organização recomendou aos médicos que considerem que o composto causa dependência e síndrome de abstinência, e com isso,  seja recomendada em dose eficaz mínima e durante o menor tempo possível.

Com informações Revista Super Interessante

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