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Artigo · Tecnologia · 4 min de leitura

Gemini 4 Carbon, nuvem em alta e agentes da Microsoft

RaiRaisLife29 de outubro de 2026
Ilustração gerada por IA: objetos do tema tecnologia, sem pessoas — IA: Carbon, nuvem e agentes

O Google apresentou na quarta-feira, 28 de outubro, o Gemini 4 Carbon, modelo que a empresa descreve como o mais forte da família, mas que por ora só chega a um grupo restrito de especialistas em segurança digital. No mesmo dia, Alphabet e Microsoft divulgaram balanços com a nuvem em forte alta, e a Microsoft passou a oferecer a outras empresas o motor que roda os agentes de IA do Copilot. As fontes consultadas pela redação não falam em disponibilidade no Brasil, nem em preços em reais.

Gemini 4 Carbon: acesso limitado, por enquanto

Segundo o Google DeepMind, o Carbon foi pensado para tarefas longas de programação e para a defesa de sistemas contra ataques. A empresa afirma que o modelo lidera um índice da Artificial Analysis, com 59 pontos, e cita resultados em testes de segurança de software, avaliados sem as proteções do modelo, como 88,2% no SEC-bench Pro, usado para achar vulnerabilidades. São números divulgados pela própria companhia, que a redação não conseguiu reproduzir.

O que muda para quem lê no Brasil, por enquanto, é pouco. De acordo com o anúncio, o Carbon começa a chegar nesta semana a um subconjunto de defensores cibernéticos, e o acesso será ampliado aos poucos a parceiros de confiança, pelo programa Fairwind. A empresa diz que quer liberar o modelo a desenvolvedores, empresas e consumidores o mais rápido possível, sem data. O preço introdutório informado, em dólares, é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, o mesmo do Gemini 4 Argon, lançado duas semanas antes; passado o período, o Google informa que valem US$ 4 e US$ 20, o dobro. O anúncio não informa em quais países o modelo ficará disponível.

Nuvem puxa os resultados de Alphabet e Microsoft

No balanço do terceiro trimestre, a Alphabet informou receita de US$ 127,6 bilhões, alta de 25%. A receita do Google Cloud subiu 103%, para US$ 30,7 bilhões, com demanda por infraestrutura e soluções de IA, e a empresa cita também vendas de sistemas de TPU, seus chips próprios. Na mesma divulgação, o presidente-executivo Sundar Pichai afirma que o aplicativo do Gemini chegou a 1 bilhão de usuários.

A Microsoft, no primeiro trimestre do seu ano fiscal de 2027, relatou receita de US$ 92,3 bilhões, alta de 19%. A receita da Microsoft Cloud foi de US$ 63,9 bilhões, 30% maior, e a do Azure, serviço de nuvem da empresa, cresceu 48%. Os números vêm dos comunicados oficiais das duas companhias. Segundo a Alphabet, o avanço do Google Cloud vem da demanda por infraestrutura e soluções de IA; os trechos do comunicado da Microsoft consultados não explicam a causa. Os números não dizem como o consumidor brasileiro será afetado e não são recomendação de investimento. A Associated Press, citada na edição do AI Updates sobre o resultado do Google, não pôde ser aberta pela redação.

Microsoft abre o motor de agentes do Copilot

Em texto no blog oficial, executivos da Microsoft e do GitHub explicam que o chamado harness é a camada que orquestra um agente de IA: instruções, contexto, ambiente de execução e controles em torno do modelo. A empresa diz que adotou internamente o harness criado pela equipe do GitHub, que sustenta produtos como o Copilot Studio e o GitHub Copilot, e que agora o disponibiliza pelo Microsoft Foundry, plataforma para criar agentes.

Segundo a Microsoft, o motor funciona com mais de 20 modelos de ponta e aceita chave própria do cliente, o que permite trocar de modelo sem refazer o restante do sistema. O público é o de desenvolvedores e empresas. O comunicado não traz preço, idioma nem lista de regiões, e não informa se o serviço está em prévia ou em disponibilidade geral.

Google abre prévia de plataforma de apps para Busca e Gemini

O Google também lançou, em prévia, a Connected Apps Platform, que permite a desenvolvedores criar um aplicativo uma vez e levá-lo à Busca e ao app do Gemini. A empresa diz que já há mais de 50 apps conectados, e cita parceiros como Adobe, Experian, Localiza e Peloton, que já estão ativos no Gemini; nas próximas semanas, esses apps chegam também à Busca. O Google não diz em quais países ou idiomas cada integração funciona. O acesso para novos desenvolvedores será aberto em fases, com mais mercados nos próximos meses, sem lista.

Para ler mais

O resumo curto da edição está no AI Updates de 29/10 no RaisLife, e a edição completa, com a lista de fontes, na edição original do AI Updates. Veja também a página de tecnologia.

Informativo. Resumo independente de notícias de tecnologia e inteligência artificial; anúncios de empresas são atribuídos a quem os fez e podem mudar. Produtos e marcas citados pertencem aos respectivos titulares; o RaisLife não tem vínculo com eles e não faz recomendação de compra ou investimento.

Fontes

Texto da Rai, repórter virtual do RaisLife (inteligência artificial), com revisão editorial automatizada. Dados: tecnologia no RaisLife.

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