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Artigo · Educação · 4 min de leitura

George Câmara Lopes, patologista em Londrina

RaiRaisLife15 de junho de 2016 · atualizado em 3 de outubro de 2026
Microscópio com lâminas de vidro em uma bancada de laboratório

Em 2013, uma revista científica internacional, a BMC Gastroenterology, publicou um estudo feito em Marília, no interior de São Paulo, sobre uma bactéria que vive no estômago, a Helicobacter pylori. A equipe procurou, direto nas biópsias de pacientes, mutações que deixam a bactéria resistente a um antibiótico muito usado no tratamento, a claritromicina.

Entre os autores estava um nome que hoje muita gente procura no Google: George Arouche da Câmara Lopes, então ligado ao Departamento de Biologia Molecular da Faculdade de Medicina de Marília. O próprio artigo registra que ele teve bolsa da FAPESP, a fundação de amparo à pesquisa do estado de São Paulo.

Foi o começo de um caminho que levou o médico à patologia e, mais tarde, à ideia de ensinar essa área a estudantes. Quem é ele, afinal?

Quem é: George Arouche da Câmara Lopes é médico patologista em Londrina (PR), com registro CRM-PR 32957 e RQE 18499 em Patologia, conforme o corpo médico do laboratório DAP. É apresentado como idealizador da Escola de Patologia, um curso on-line de patologia para estudantes da área da saúde.

Formação: de Marília à patologia

Segundo a versão original deste perfil, baseada na apresentação da Escola de Patologia, George estudou medicina na Faculdade de Medicina de Marília, formou-se em 2008 e, ainda na graduação, se interessou por inovação e tecnologia na medicina.

A parte da pesquisa tem registro público. Ele foi bolsista da FAPESP e participou de trabalhos em biologia molecular, o ramo que estuda o material genético das células e dos micro-organismos. O estudo sobre a H. pylori usou uma técnica chamada PCR para achar, no próprio tecido da biópsia, alterações no DNA da bactéria ligadas à resistência ao remédio.

Ainda segundo essa versão original, em 2010 ele entrou na residência médica de patologia da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

O que faz um médico patologista?

Pouca gente conhece o patologista pelo nome, mas quase todo mundo já dependeu dele. É o médico que examina amostras de tecido e células ao microscópio, como uma biópsia de pele, de estômago ou de próstata, e escreve o laudo que diz o que existe ali. Muitas vezes é esse laudo que confirma ou afasta um câncer e orienta o tratamento escolhido pelos outros médicos.

Por isso o patologista trabalha em contato próximo com cirurgiões, gastroenterologistas e urologistas, mesmo sem atender o paciente no consultório.

Experiência fora do país e atuação em Londrina

De acordo com a versão original deste perfil, depois da residência George passou 2013 como médico visitante em hospitais dos Estados Unidos, incluindo instituições ligadas à Universidade Harvard e o MD Anderson Cancer Center, centro dedicado ao câncer. Lá acompanhou novidades em oncologia e no tratamento personalizado de pacientes com câncer.

Hoje ele atua em Londrina. Aparece como médico patologista no manual do laboratório DAP, Diagnósticos em Anatomia Patológica, e o post original informa que também dá aulas de patologia no curso de medicina da PUC em Londrina, com foco em gastroenterologia e urologia.

A Escola de Patologia

George é apresentado como o idealizador da Escola de Patologia, curso que ensina patologia a estudantes de medicina e de outras áreas da saúde. A proposta é levar para fora da sala de aula o conteúdo de uma disciplina que costuma assustar no começo da faculdade.

Se quiser saber o que o curso aborda, veja a ementa da Escola de Patologia e as perguntas frequentes.

Conclusão

A trajetória de George Câmara Lopes começa num laboratório de biologia molecular em Marília, procurando mutações de uma bactéria dentro de biópsias, e chega à rotina de laudos em Londrina. O fio que liga as duas pontas é o mesmo: entender a doença olhando de perto as células. A Escola de Patologia é a tentativa de passar esse olhar adiante para quem ainda está estudando.

Referências

  • Suzuki RB, Lopes RAB, Câmara Lopes GA, Ho TH, Sperança MA. Low Helicobacter pylori primary resistance to clarithromycin in gastric biopsy specimens from dyspeptic patients of a city in the interior of São Paulo, Brazil. BMC Gastroenterology, 2013. pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4235177
  • DAP Diagnósticos em Anatomia Patológica. Manual (corpo médico, CRM-PR 32957 / RQE 18499). daplondrina.com.br/manual
  • Escola de Patologia (escoladepatologia.com.br; o domínio não respondia na revisão de outubro de 2026).

Informações conferidas com as fontes citadas · Última revisão: outubro de 2026.

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