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Vídeo: Renan passou dos 5% na Atlas, mas as urnas deram 2,24%
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Vídeo · Política

Renan passou dos 5% na Atlas, mas as urnas deram 2,24%

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Renan Santos (Missão) teve 2,24% dos votos válidos no 1º turno de 4 de outubro, ficando em 4º lugar, segundo o TSE. Em abril, ele havia comemorado uma pesquisa da AtlasIntel que o colocava entre 5,3% e 5,8% e falava em perseguir 7% nas rodadas seguintes. O contraste entre os dois números é o que o resultado deixa de balanço.

O que se previa

O argumento de Renan era que a Atlas enxergava antes dos outros institutos um crescimento entre jovens, mulheres e quem votou em branco, nulo ou não compareceu em 2022. Para ele, as demais pesquisas olhavam pelo retrovisor. Na rodada da AtlasIntel de 4 a 9 de setembro, com 5.000 entrevistas e margem de erro de 1 ponto, segundo a Gazeta do Povo, Renan aparecia com 6,5%, contra 43% de Lula e 37,4% de Flávio Bolsonaro.

O que as urnas mostraram

Renan teve 2.675.887 votos. Flávio Bolsonaro (PL) somou 47,03% e Lula (PT), 45,16%. Augusto Cury (Avante) chegou a 2,89% e Ronaldo Caiado (PSD), a 2,18%, de acordo com a apuração do TSE reportada pela CartaCapital (5/10).

Pesquisa e apuração não medem a mesma coisa: o percentual de uma enquete pode incluir indecisos, o dos votos válidos não. Ainda assim, o Datafolha de véspera dava 3% a Renan, segundo o Hub Político, cuja análise nota que os quatro nomes fora dos dois polos perderam juntos mais de 3 pontos entre a pesquisa e a urna, enquanto Flávio ganhou 5. O texto do Hub Político ressalva que esse saldo não revela quem trocou de voto.

Renan classificou o resultado como "muito ruim" e não declarou apoio a Lula nem a Flávio no 2º turno, segundo O Povo (9/10).

O que muda no 2º turno

O alerta de abril era que um eleitorado com identidade própria poderia complicar a transferência automática de votos para Flávio. As urnas indicaram que esse bloco existe, mas é menor do que a pesquisa sugeria. Com a disputa de 25 de outubro limitada a dois nomes e uma abstenção de 21,08%, a maior desde 1998 segundo a Gazeta do Povo, o que pesa agora é o destino dos 2,6 milhões de votos de Renan, dos eleitores de Cury e Caiado e dos que ficaram em casa.

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