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Vídeo: Ajuste fiscal no 2º turno: o que Flávio e Lula propõem
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Vídeo · Política

Ajuste fiscal no 2º turno: o que Flávio e Lula propõem

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que disputam o segundo turno em 25 de outubro, chegam com visões opostas sobre como arrumar as contas públicas: um corte de até R$ 200 bilhões em despesas, segundo documento vazado, e um ajuste gradual até 2030, segundo o governo. No primeiro turno, de 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, conforme a apuração do TSE. Renan Santos (Missão), que em abril apresentou um pacote com corte de gastos, mudanças no Judiciário, inteligência artificial no Estado e privatizações, ficou em quarto, com 2,24%.

O ponto de partida: dívida em alta

O Banco Central informou em 30 de setembro que a dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em agosto, cerca de R$ 11,1 trilhões. O setor público consolidado teve déficit primário de R$ 10 bilhões no mês, e o governo central, de R$ 14,7 bilhões. Segundo o BC, os juros nominais foram o que mais pressionou o indicador, conforme o Poder360.

Flávio: PEC de até R$ 200 bilhões

Segundo a Gazeta do Povo (9/out), uma apresentação do economista Luiz Felipe Trevisan a investidores, em setembro, descreveu uma PEC enviada antes da posse, com até dez medidas e corte de até R$ 200 bilhões em despesas primárias, cerca de 1,5% do PIB. A reportagem registra que o conteúdo vazou e que a campanha não o comentou. O material cita reforma administrativa, extinção de cerca de dez ministérios e venda ou monetização de imóveis e ativos da União. Flávio negou, em 8 de outubro, que pretenda limitar reajustes de aposentadorias e do BPC.

Lula: ajuste gradual até 2030

Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada em 12 de outubro, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que o governo prevê sair de um déficit primário de 0,5% do PIB em 2026 para superávit de 1,5% em 2030, um ajuste de pelo menos R$ 250 bilhões em quatro anos. Sobre o plano rival, afirmou que ganhos de eficiência não chegariam a R$ 10 bilhões e que um corte de R$ 190 bilhões a R$ 200 bilhões atingiria programas sociais. Moretti apresentou essas hipóteses como cálculo da equipe do ministério, não como proposta anunciada pela campanha de Flávio.

Privatizações ficam fora da pauta dos finalistas

Renan Santos defendia a venda de empresas estatais. O texto da Gazeta do Povo sobre o plano atribuído a Flávio não menciona privatizações, e sim a venda de imóveis, ativos e créditos da União.

O que vem a seguir

O segundo turno é no dia 25. O material atribuído à campanha de Flávio prevê a PEC antes da posse; o governo Lula projeta quatro anos para sair do déficit.

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