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Vídeo: Apoios no 2º turno: Zema, Caiado e Cury com Flávio; Renan neutro
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Vídeo · Política

Apoios no 2º turno: Zema, Caiado e Cury com Flávio; Renan neutro

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Três candidatos derrotados no primeiro turno declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Renan Santos (Missão) ficou neutro e liberou seus eleitores. Do lado de Lula (PT), nenhum dos derrotados anunciou apoio formal, segundo a Gazeta do Povo.

Quem declarou o quê

Zema foi o primeiro: na segunda-feira, 5 de outubro, disse "voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro", segundo a Gazeta do Povo. Caiado anunciou apoio na terça, 6, em Goiânia. Cury veio na quinta, 8, e avisou que o seu apoio "não é um cheque em branco", conforme o Terra. Renan, de acordo com O Povo (9/out), não declarou voto e chamou o próprio desempenho de muito ruim.

A Gazeta do Povo registrou ainda que o PSD adotou neutralidade como partido e que o presidente da sigla, Gilberto Kassab, liberou diretórios estaduais e filiados para escolher entre os dois finalistas. Em alguns estados do Nordeste, correligionários apoiam Lula.

Aliança de programa e aliança de ocasião

Em abril, o canal Código República publicou um vídeo sustentando que aliança sem critério vira dependência e que a pergunta central é com quem governar, até onde negociar e o que não pode ser entregue. A tese distingue dois tipos de acordo. A aliança programática parte de itens verificáveis: o que se aceita no plano de governo, que cargos ou pautas entram, o que fica de fora. A de ocasião parte de um adversário comum ou de um calendário.

As declarações do segundo turno têm ingredientes dos dois tipos. A frase de Zema define a posição pelo que ele rejeita. A de Cury traz uma ressalva sobre cobrança futura. A liberação dos diretórios do PSD deixa a decisão a cada estado.

O peso dos votos

No primeiro turno, de acordo com o TSE, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, diferença de 1,87 ponto percentual. Cury somou 2,89%, Renan 2,24% e Caiado 2,18%. Juntos, os três chegam a mais de 7%, acima da distância entre os finalistas.

Apoio declarado, porém, não equivale a voto transferido. A abstenção de 21,08% foi a maior desde 1998, segundo a Gazeta do Povo, o que mostra um eleitorado que nenhuma campanha tem garantido.

O que vem a seguir

Até o dia 25, os dois finalistas disputam também o eleitor dos candidatos que ficaram pelo caminho.

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