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Vídeo: Maslow e a favela: moradia e saneamento no 2º turno
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Vídeo · Política

Maslow e a favela: moradia e saneamento no 2º turno

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Cerca de 16,4 milhões de brasileiros, 8,1% da população, viviam em 12.348 favelas e comunidades urbanas em 656 municípios, segundo o Censo 2022 do IBGE, divulgado pela Agência Brasil em novembro de 2024. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, moradia e saneamento nesses territórios aparecem nos planos de governo de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com abordagens diferentes.

A base tem endereço

Em 29 de abril, o canal Código República publicou o vídeo "Pirâmide de Maslow e a Realidade da Favela", que argumenta que, sem as necessidades básicas atendidas, pouco sobra para estudo, trabalho ou projeto de vida. O IBGE define favelas e comunidades urbanas, entre outros critérios, pela insegurança na posse da terra e pela oferta precária ou incompleta de serviços públicos.

O que cada plano diz

Uma comparação do Atlas Público, que resume os planos entregues ao TSE, indica que o plano de Flávio propõe retomar o Casa Verde e Amarela com meta de 2,5 milhões de moradias, sem prazo definido, urbanizar áreas degradadas e regularizar a posse, de preferência no nome da mulher. Em saneamento, fala em aplicar o Marco do Saneamento, levar água a todas as escolas até 2030 e acabar com os lixões a céu aberto.

Na mesma síntese, o plano de Lula prevê manter e ampliar o Minha Casa Minha Vida para todas as faixas de renda, concluir as obras do Periferia Viva e investir na urbanização de favelas e periferias, apresentada como forma de reduzir os mercados do crime. Em saneamento, propõe apoiar estados e municípios a universalizar água e esgoto.

Os dois mencionam saneamento. Segundo o Atlas Público, o texto de Flávio trata as áreas dominadas por facções sobretudo como questão de segurança, enquanto o de Lula liga a urbanização à segurança.

O cenário eleitoral

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o TSE. Renan Santos (Missão) ficou em quarto, com 2,24%. A abstenção, de 21,08%, foi a maior desde 1998, de acordo com a Gazeta do Povo, com mais de 33 milhões de eleitores fora das urnas.

O segundo turno será decidido em 25 de outubro. Os prazos e as metas de moradia e saneamento constam dos planos entregues ao TSE por cada candidatura.

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