Rais LifeVida | Saúde | Negócios
☰
Vídeo: Cartola e Poze: a cultura da favela na campanha do 2º turno
Página do vídeo
Vídeo · Política

Cartola e Poze: a cultura da favela na campanha do 2º turno

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Em 29 de maio de 2025, policiais prenderam o funkeiro MC Poze do Rodo em casa, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, sob suspeita de apologia ao crime e ligação com uma facção, segundo a CNN Brasil. Quatro dias depois, saiu: a Justiça concedeu habeas corpus. O caso reabriu o debate sobre o que o país faz quando a música da favela vira caso de polícia, tema que chega ao segundo turno de 25 de outubro pela porta da segurança pública.

Dois nomes, uma disputa de sentido

O vídeo do canal Código República, publicado em abril, põe lado a lado Cartola e Poze e descreve a comparação como forte porque mexe com símbolos, memória e identidade. Cartola é lembrado como símbolo da Mangueira e da Zona Norte carioca. Poze, para parte do público, é voz do morro hoje. Segundo o Poder360, a decisão que manteve a prisão numa audiência de custódia entendeu que as letras extrapolavam os limites da liberdade de expressão. A defesa e o desembargador que o soltou enxergaram o contrário: interpretações subjetivas, sem prova de que ele integrasse a facção.

O que os planos dizem sobre segurança

Segundo a Agência Brasil (9/out), Flávio Bolsonaro (PL) quer classificar CV, PCC e milícias como organizações narcoterroristas, criar o sistema de reconhecimento facial Muralha Brasileira e construir cinco presídios de segurança máxima. Lula (PT) aposta na asfixia financeira do crime, na PEC da Segurança Pública e num Ministério da Segurança Pública. Os dois falam em retomar territórios dominados por grupos armados; Lula associa isso à urbanização de favelas e a serviços essenciais.

Cultura da favela, como política pública, não aparece. Nas descrições publicadas pela agência, nenhum dos dois planos a trata como tema próprio.

O resultado do primeiro turno

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o TSE. A abstenção foi de 21,08%, a maior desde 1998, de acordo com a Gazeta do Povo: mais de 33 milhões de eleitores não compareceram.

O segundo turno ocorre em 25 de outubro. Os dois planos de segurança descritos acima são os que o eleitor tem diante de si até lá.

Compartilhar:WhatsAppFacebook

Comentários

Participe da conversa: conte o que achou ou deixe sua pergunta.

Os comentários passam por revisão antes de aparecer.

Mais vídeos

Sua privacidade, suas escolhas

O RaisLife usa cookies de estatística e de anúncios do Google para se manter gratuito. Você pode recusar ou escolher o que permite, a qualquer momento. Política de Privacidade