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Vídeo: Governar sem ser refém: Lula, Flávio e o Congresso no 2º turno
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Vídeo · Política

Governar sem ser refém: Lula, Flávio e o Congresso no 2º turno

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Em 8 de outubro, quatro dias depois do primeiro turno, o presidente Lula recebeu o presidente da Câmara, Hugo Motta, no Alvorada. A conversa durou cerca de 45 minutos e aconteceu um dia depois de o Republicanos, partido de Motta, anunciar apoio a Flávio Bolsonaro. Depois do encontro, Lula disse que a conversa "foi boa" e que Motta "vai me ajudar a ganhar as eleições". A cena resume uma pergunta que um vídeo do canal Código República já fazia em abril: dá para governar sem ficar refém do sistema?

A tese de abril

O vídeo do canal sustenta que a corrupção parlamentar não é só uma questão moral, mas estrutural, e que o sistema se repete enquanto a regra premiar o jogo errado. A tese serve de régua para o momento atual: depois das urnas, quem vai governar precisará de votos no Congresso, e o preço dessa negociação está em debate.

Duas apostas de articulação

Do lado de Flávio Bolsonaro (PL), a Gazeta do Povo registrou em 6 de outubro uma ofensiva por apoios: conversas com Republicanos, PP e União Brasil, reunião do PL com governadores e parlamentares eleitos em Brasília e a adesão declarada de Romeu Zema (Novo). Segundo a reportagem, o PSD deve ficar neutro e liberar os diretórios. Augusto Cury (Avante) disse que não apoiará nenhum dos dois.

Do lado de Lula (PT), a aposta é pessoal. Segundo o Metrópoles, Motta fez campanha por Lula na Paraíba no primeiro turno e, depois do encontro, não aderiu à decisão do partido. O apoio é do presidente da Câmara, não da legenda. Nos dois lados, as reportagens descrevem acordos com lideranças, não regras novas para a relação com o Congresso.

O Legislativo que as urnas deixaram

Quem vencer em 25 de outubro encontrará um Legislativo dividido. Para o analista do DIAP Neuriberg Dias, em entrevista ao Brasil 247 (8/10), o PL terá 28 senadores, número acima do terço (27) exigido para abrir CPI sem ajuda de outros partidos. Ele avalia que, para Lula, o cenário é "ingovernável". Dias ressalva que o centro (PP, União Brasil, PSD, MDB e Republicanos) seguirá decidindo muita coisa, para qualquer presidente.

No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos e Lula com 45,16%, segundo o TSE, conforme a CartaCapital (5/10). A questão de governar sem ser refém depende menos de quem ganha e mais de como se negocia: em votações abertas, com pauta pública, ou em acordos que o eleitor só conhece depois.

O que cobrar dos candidatos

Até 25 de outubro, resta saber que regra cada candidato aceita mudar para depender menos de troca de favores e que apoio recusaria. Uma resposta específica, com exemplo, diz mais que a promessa genérica de diálogo.

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