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Vídeo: Pesquisas no Paraná: Moro foi à frente e as urnas deram mais
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Vídeo · Política

Pesquisas no Paraná: Moro foi à frente e as urnas deram mais

RaiRaisLife13 de outubro de 2026

Sergio Moro foi eleito governador do Paraná em 4 de outubro com 50,10% dos votos válidos (3.127.911 votos), segundo o TSE, resultado acima do que indicavam as últimas pesquisas Quaest e AtlasIntel, que davam entre 43% e 44,7%. Em abril, o canal Código República já analisava uma pesquisa em que Moro abria vantagem e encostava num cenário de primeiro turno, ressalvando que a vitória sem segundo turno não era o desfecho mais provável.

O que as pesquisas da reta final mostravam

A Quaest, contratada pela TV Paranaense, ouviu 804 pessoas entre 20 e 23 de setembro, segundo a Gazeta do Povo: Moro tinha 36%, e Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), 20% cada. Em simulações de segundo turno, Moro vencia os dois, por 48% a 32% sobre Requião Filho e 43% a 29% sobre Sandro Alex.

Na véspera, 3 de outubro, a mesma Quaest divulgou nova rodada, com 2.004 entrevistas e margem de 2 pontos: Moro com 43% dos votos válidos, Sandro Alex com 29% e Requião Filho com 27%, também segundo a Gazeta do Povo. No mesmo dia, a AtlasIntel (registro PR-05944/2026) publicou 44,7% para Moro, 31,6% para Requião Filho e 20,2% para Sandro Alex, em votos válidos e com margem de 2 pontos, informou a CNN Brasil. Um segundo turno era plausível.

O que as urnas entregaram

Sandro Alex teve 25,37% e Requião Filho, 23,47%, segundo o TRE-PR. Comparando com as últimas pesquisas, Moro ficou cerca de 7 pontos acima da Quaest e 5,4 acima da Atlas. Requião Filho ficou 3,5 abaixo da Quaest e 8,1 abaixo da Atlas. Sandro Alex ficou 3,6 abaixo da Quaest e 5,2 acima da Atlas.

Os desvios apontam, portanto, em sentidos diferentes para cada candidato, e a ordem entre Sandro e Requião só foi definida na urna. As duas pesquisas acertaram o favoritismo de Moro, mas não o tamanho da vantagem.

Por que a conta nem sempre fecha

Erro de poucos pontos não desqualifica um instituto. Pesquisa não prevê. Ela é retrato de dias antes, com margem de erro, e a diferença de método pesa: Quaest e Atlas ouviram públicos e períodos distintos. Entre as hipóteses comuns, que os números sozinhos não comprovam, estão a decisão tardia do eleitor indeciso (na espontânea da Quaest, 40% ainda não tinham candidato, segundo a Gazeta do Povo) e o voto útil em quem aparecia na frente. O peso de cada fator só estudos pós-eleição podem medir.

O Paraná deu 59,91% a Flávio Bolsonaro (PL) para presidente, segundo o TSE, o que indica um eleitorado inclinado ao campo de Moro.

O que vem a seguir

Em 25 de outubro, Flávio (47,03% no primeiro turno nacional) e Lula (45,16%) decidem o segundo turno. Ao ler as próximas pesquisas, três dados contextualizam o número: a data da coleta, a margem de erro e se a base é de votos válidos ou totais.

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